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“O preço dos imóveis é, de facto, muito elevado”

Abril 23, 2014

2977-1A habitação suscitou ontem grande parte das questões dos deputados ao Chefe do Executivo. Chui Sai On admitiu que os preços estão altos mas voltou a não apresentar qualquer medida nova.

Inês Santinhos Gonçalves

Repetiu-se ontem o cenário de Novembro, quando foram apresentadas as Linhas de Acção Governativa: os deputados quiseram saber o que o Governo está a fazer para resolver a questão da habitação, mas Chui Sai On limitou-se a admitir o problema. A grande solução continua a ser o investimento em habitação pública.

“Compreendo que estejam preocupados com a questão da habitação, eu também estou”, disse ontem Chui Sai On, durante a sessão de perguntas e respostas com os deputados. “O preços dos imóveis é, de facto, muito elevado”, admitiu. No entanto, o Chefe do Executivo não se quis comprometer com novas medidas para arrefecer o mercado imobiliário, salientado que o número de transacções de imóveis desceu significativamente este ano. “Será que devemos avançar com mais medidas para travar as transacções? Para que haja uma descida ainda mais grave do mercado imobiliário? Isto pode não reduzir o preço”, comentou.

Para Chui, os jovens deviam ser menos ambiciosos em relação à aquisição de uma casa: “Temos de recuar para ver se as gerações mais antigas podiam ter uma casa tão cedo. Não estou a criticar os jovens, que têm os seus desejos. Espero que tenham confiança e fiquem descansados porque o Governo vai encontrar terrenos para a construção de habitações”.

Esta foi, aliás, a única garantia deixada pelo Chefe do Executivo em relação à habitação, a de que o Governo vai reservar terrenos para a construção de fracções públicas. Em breve, disse Chui, mais de quatro mil fracções vão ser anunciadas e postas a concurso público.

Quando ao aumento do custo de vida em geral, Chui culpou o aumento da procura interna e o consumo dos visitantes, que contribui para a subida da inflação, e criticou os estabelecimentos que cobram preços acima do valor real. “Os preços variam de estabelecimento para estabelecimento. Queremos alargar a transparência de modo a proteger os direitos dos consumidores. Os preços devem ser afixados razoavelmente”, afirmou.

O Chefe do Executivo assumiu ainda que a época é difícil para as pequenas e médias empresas e para os jovens empreendedores. “É agora mais difícil para os jovens criarem as suas empresas, devido aos custos. Se calhar o nosso apoio não é suficiente e temos de criar mais”, comentou.

Rendas de casa subiram 15 por cento até Março

Abril 23, 2014

O preço do arrendamento para habitação aumentou no último mês 0,86 por cento, com as rendas a aumentarem em praticamente 15 por cento desde Março do ano passado, segundo os novos indicadores do índice de preços no consumidor divulgados ontem. De acordo com os dados oficiais, uma renda que custasse há um ano sete mil patacas é agora de 8013 patacas, num aumento de 14,48 por cento.

A rubrica da habitação e combustíveis foi em Março, entre as despesas do cabaz de compras das famílias locais, das que mais cresceu (mais 12,37 por cento), com o valor da inflação a atingir 6,36 por cento por comparação com o mesmo mês do ano passado. Os equipamentos domésticos e materiais de utilização corrente (mais 7,18 por cento) e os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 6,51 por cento) estiveram também entre as secções com registo de maiores aumentos.

Apesar de não registar subidas tão acentuadas, o sector da saúde também mantém um nível de inflação elevado, com um aumento médio de 4,82 por cento. Em Março, por comparação com o mesmo mês do ano passado, os medicamentos e vacinas estavam mais caros em 6,26 por cento e as consultas externas em 6,06 por cento – destas, os serviços auxiliares de diagnóstico, ou exames, registaram o maior aumento de preços, encarecendo em 10,34 por cento.

A subida média de preços do último mês é sobretudo mais sentida pelas famílias com menores rendimentos, ou seja, aquelas cuja despesa mensal está situada entre as seis mil e as 18.999 patacas. Para estas, a inflação foi de praticamente sete por cento (6,95 por cento), enquanto que a subida de preços no consumidor que realiza mais despesas habituais foi de apenas 6,24 por cento.

Mais terrenos na Montanha

Abril 23, 2014

O Governo vai pedir um alargamento da área para negócios de Macau na Ilha da Montanha. “Temos a intenção de pedir mais terrenos ao Governo Central, para que mais empresas de Macau possam entrar em Hengqin. Os cinco quilómetros quadrados não chegam”, disse o Chefe do Executivo.

Aves vivas podem deixar de ser vendidas nos mercados

Abril 23, 2014

Inês Santinhos Gonçalves

Depois de ter sido detectado em Macau o segundo lote de aves infectadas com o vírus H7, o Chefe do Executivo admitiu a possibilidade de se deixar de vender aves vivas nos mercados da cidade. “Será que devemos permitir a existência de aves vivas no mercado? A longo prazo talvez teremos de usar aves congeladas em vez de aves vivas. [É uma questão que] merece a nossa atenção”, disse ontem Chui Sai On na Assembleia Legislativa.

Para o Chefe do Executivo, trata-se de uma questão de saúde pública. “É possível assegurar a 100 por cento a segurança? Utilizamos um teste por amostragem e isso comporta riscos. Temos de salvaguardar a saúde pública”, afirmou.

A ideia já tinha sido defendida por Lam Chong, coordenador do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença, depois da descoberta do primeiro lote infectado, em Março. “É melhor banir a venda de aves vivas, puramente por motivos de saúde pública”, disse. No entanto, na altura o responsável admitia que essa seria “uma decisão muito difícil”, por poder gerar rejeição entre a população e por afectar os comerciantes.

Actualmente, a importação de aves vivas está suspensa por um período de 21 dias, depois de ter sido detectada a presença de um subtipo do vírus da gripe aviária, o H7, num lote de galinhas no Mercado Provisório do Patane. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) mandou abater cerca de oito mil aves de capoeira vivas no Mercado Abastecedor.

A Associação de Negociadores de Aves Domésticas alegou prejuízos e acusou o IACM de ter mandado abater galinhas não contaminadas. Os comerciantes disseram que a suspensão das vendas “está a ter um grande impacto na actividade” e defendem que o subsídio do Governo deve ser aumentado em 30 por cento.

Sin Fong: Governo reforça disponibilidade para pagar

Abril 23, 2014

O Governo está disponível para financiar a recuperação do Edifício Sin Fong, mas apenas se forem apuradas responsabilidades em tribunal. “O Governo está disposto a disponibilizar fundos para a recuperação do edifício mas [apenas] com o apuramento das responsabilidades”, disse ontem Chui Sai On na Assembleia Legislativa.

“Creio que muito em breve vai haver uma acção judicial. Os nosso tribunais funcionam com independência”, afirmou. O Chefe do Executivo frisou que o Governo “tratou do assunto com responsabilidade”, mas que é preciso respeitar a lei. “Se a lei não for adequada, podemos proceder à sua revisão”, declarou, referindo-se ao regulamento geral da construção urbana.

Em termos gerais, o Chefe do Executivo considera o desfecho do caso satisfatório, “porque não pusemos em causa a segurança das pessoas”.

Chui Sai On admite reformulações nas secretarias

Abril 23, 2014

1 secretariasInês Santinhos Gonçalves

“É normal que haja alguma remodelação em termos de equipa, especialmente no que toca às secretarias”, disse ontem Chui Sai On, durante o debate com os deputados na Assembleia Legislativa.

Admitindo “margem para melhoramento”, o Chefe do Executivo não falou concretamente em secretários novos, mas admitiu alterações à estrutura. “Temos ouvido muitas opiniões. Por exemplo, de que em vez de cinco secretarias devia haver seis. Também há quem sugira que o Turismo volte à tutela da Economia”, explicou. No entanto, e apesar de não rejeitar estas possibilidades, Chui Sai On salientou a “aspiração” de “não aumentar o número de quadros e de estruturas (…) para evitar um acréscimo do orçamento com o pessoal”.

Em reacção a estas declarações, o deputado Pereira Coutinho deixou uma sugestão: que a Saúde fosse separada da pasta de Cheong U. “Acho que a Saúde e o Turismo misturados com o mesmo secretário não dão bom resultado. Ele não tem mãos a medir. Por isso é que abandonou a pasta da Saúde”, criticou. Já Ng Kuok Cheong é contra o alargamento das secretarias: “Cinco já chegam. Os secretários são muito fracos. Quando enfrentam problemas não os resolvem dentro dos departamentos, criam novos grupos de trabalho”.

Ainda sobre a Administração, Chui Sai On manifestou também abertura para uma “divisão dos funcionários públicos em categorias” para que as categorias mais baixas possam ter aumentos mais elevados. “Já tive contactos com as associações de funcionários públicos, que dizem que a percentagem da actualização dos salários é a mesma para funcionários de níveis diferentes”, contou. “Para a moral dos funcionários públicos ser elevada, temos de estudar. Em princípio concordo”, afirmou.

Novos exames médicos em Ka Ho

Abril 23, 2014

Os residentes de Ka Ho vão voltar a ser submetidos a exames médicos em 2015, para avaliar o impacto na inalação de cinzas na sua saúde, anunciou ontem o Chefe do Executivo. A última vez que estes exames foram realizados foi em 2013.

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