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“Precisamos de ir para lugares onde vemos esperança e confiança no futuro”

Setembro 2, 2014

PF 3068 capaAos 81 anos é na Ásia que Álvaro Siza Vieira encontra estímulo para continuar a inovar. O arquitecto está em Macau trinta anos depois para um novo projecto.

Cláudia Aranda

Siza Vieira mostrou-se ontem surpreendido com a transformação que Macau sofreu nos últimos 30 anos. O arquitecto português passou pelo território há três décadas e referiu: “Houve muita construção, a área de Macau não é grande e houve necessidade de construir em altura”. “Nos anos 1980 ninguém poderia imaginar este desenvolvimento”, disse.

O arquitecto Álvaro Siza Vieira, com 81 anos, está em Macau, depois de passar por Huaian, na província de Jiangsu, para inaugurar no último sábado aquela que é a sua primeira obra executada na China, o edifício sede de uma empresa de produtos químicos, construído num reservatório de água, com uma área de 10 hectares, adjacente à fábrica. O vencedor do Prémio Pritzker de 1992 – o chamado Nobel da Arquitectura – está agora no território a convite de Yany Kwan, presidente da Galeria Macpro, que fez questão de trazer o arquitecto português para remodelar o Hotel Sun Sun, propriedade de família, e transformá-lo num “Boutique Hotel”.

O projecto, para o qual Yanni Kwan prevê um custo de, pelo menos, 100 milhões de dólares de Hong Kong, vai realizar-se em colaboração com o atelier do arquitecto Carlos Castanheira, estabelecido em Vila Nova de Gaia, que tem sido o parceiro de Siza Vieira em todos os projectos no Oriente.

Siza Vieira veio também para marcar presença ontem na pré-inauguração da exposição de fotografia intitulada “A Sombra de Luz – Retratos de Álvaro Siza por Fernando Guerra”, que reúne 56 imagens a cores do também arquitecto Fernando Guerra, que viveu em Macau nos anos 1990. A pré-abertura contou com a presença de Edmund Ho, vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. A exposição abre ao público na sexta-feira na Galeria Macpro, na avenida da Praia Grande, número 429.

O arquitecto avançou que o projecto de renovação do hotel prevê a manutenção da estrutura existente, com trabalho na fachada, que irá ser alterada, mas que o trabalho irá concentrar-se, sobretudo, “nos interiores”, nos quartos, na mobília, na utilização da luz, que é um aspecto “muito importante”, com o objectivo de conferir um “novo carácter” a este hotel. Siza Vieira referiu que foi necessário recorrer a uma estratégia diferente para tornar este hotel especial e distinto da oferta hoteleira existente na cidade onde os grandes hotéis de cadeias hoteleiras internacionais competem no volume e capacidade das estruturas. No futuro “Boutique Hotel”, “não existe a dimensão, a estratégia tem que ser a qualidade do design, dos interiores, a qualidade do serviço”, disse Siza Vieira.

Ásia “estimulante” aposta na qualidade

Siza Vieira encontra hoje algo em comum entre os clientes da Coreia do Sul, de Taiwan e na China, que é o desejo de terem projectos de qualidade.

“Os donos [da obra], em toda a minha experiência no Oriente, querem mesmo qualidade, quando o dono não está muito interessado na qualidade, mas mais no show, nós os arquitectos não podemos alcançar a qualidade, por isso o dono é o arquitecto número um, porque para fazer uma boa obra é necessário um bom cliente, que favoreça e apoie a qualidade no resultado. Tive muita sorte até agora”.

Para Siza Vieira foi “uma surpresa” ser convidado e também uma feliz coincidência, depois de 30 anos. Para o arquitecto, trabalhar na Ásia é, sobretudo, “estimulante”, face ao ambiente deprimido que se vive na Europa, onde a qualidade de vida das pessoas está a ser afectada. “Precisamos de sair e ir para lugares onde vemos esperança e confiança no futuro”. “Tive esta oportunidade e não quis perde-la”.

Siza Vieira diz que o “interesse de Macau” não resulta apenas da força da renovação, mas também da presença de sinais de arquitectura antiga, do “barroco”, que foram mantidos e recuperados, e da arquitectura dos anos 1950. “Talvez alguns [prédios] não estejam bem preservados, outros talvez sejam demolidos, penso que é importante que, não apenas o barroco, mas também os sinais dos anos 1950 sejam mantidos. Porque as grandes cidades têm isto – Roma, Londres. Há coisas muito antigas e há renovação, e isso encontrei em Macau e fiquei feliz por ver isso novamente”. Para o arquitecto estes contrastes entre o antigo e o moderno é que fazem a “riqueza e a frescura” da cidade.

Yanni Kwan, presidente da Galeria Macpro e grande admirador da obra de Siza Vieira, explicou que o hotel, propriedade da família, sofreu obras de beneficiação em 1993, numa altura em que havia pouca oferta hoteleira. Mas agora, no século XXI, torna-se necessário “melhorar” para fazer face à competição das grandes cadeias hoteleiras. “Fui pessoalmente ao Porto para convidar Siza”, disse Yanni Kwan. “Ele é jovem de espírito e de coração, e quisemos que ele pegasse neste projecto, com o Carlos, para ver o que podemos fazer em Macau”.

Para Yanni, a escolha de um novo Governo – que deverá tomar posse em Dezembro por cinco anos – representa uma oportunidade para as pequenas e médias empresas hoteleiras se desenvolverem e para repensar o reordenamento urbano que, na visão do empresário, pode passar pela criação de ruas pedonais.

“Temos já hotéis de quatro estrelas, de cinco estrelas. Penso que temos de ter a oportunidade de desenvolver pequenos e médios hotéis, onde não existe a oferta de jogo”, disse o empresário que acredita que a renovação do seu hotel, situado na praça Ponte Horta, na zona do Porto Interior, rodeado de edifícios e templos antigos, e que surge como alternativa aos grandes resorts e casinos, pode ajudar a criar um clima propício ao desenvolvimento das pequenas estruturas. “As pequenas e médias empresas hoje não podem competir com as grandes estruturas de jogo e de centros comerciais”. A sobrevivência é difícil e o empresário quer que Siza Vieira dê ideias e sugestões ao Governo sobre o que pode ser feito para Macau. “O Governo deve olhar para outras possibilidades de desenvolvimento das pequenas empresas, que podem ser um museu, um hotel, uma loja”, disse.

Siza Vieira afirma-se “feliz” com o que agora vê no NAPE

O conceito arquitectónico e o ambiente urbano pretendido para os Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE) resistiu e esse aspecto é que importa, não obstante o crescimento em altura dos prédios, referiu Siza Vieira.

“Estive cá nos anos 1980 para estudar dois projectos – um na Areia Preta, outro no NAPE, num aterro, ou seja, numa área nova – junto com outro arquitecto chamado Fernando Távora e um gabinete de arquitectura de Hong Kong. Havia também holandeses a lidar com as questões da água e ingleses a tratarem dos problemas de tráfego automóvel. Alguns anos depois, para mim, é muito interessante ver o plano executado, com algumas alterações, alterações importantes, mas a mudança grande é Macau”, disse ontem Siza Vieira na conferência de imprensa que precedeu a pré-inauguração da exposição de fotografia de arquitectura intitulada “ A Sombra de Luz – Retratos de Álvaro Siza por Fernando Guerra”, que reúne 56 imagens a cores das obras e do arquitecto.

O Plano de Intervenção Urbanística no NAPE, adjudicado após um concurso público internacional a um consórcio que incluía um gabinete de arquitectura de Hong Kong (Palmer & Turner Group) e a equipa de consultores arquitectos Siza Vieira e Fernando Távora, acabaria por sofrer revisões. O arquitecto lembrou que as principais alterações que aconteceram foi na altura dos prédios que deveriam ter apenas “metade da altura”.

Agora, o arquitecto lembra que as alterações no projecto tão pouco foram suficientes para fazer face ao “grande desenvolvimento e ao movimento de população não-permanente” que vem a Macau para jogar, e que obriga a uma demanda constante na habitação e alojamento.

O arquitecto frisou que as alterações na obra não são motivo de frustração, porque, apesar de tudo, a estrutura e o conceito de base foram mantidos. “Aquilo que resulta da realidade nunca é frustrante. Se me disser que gosta desta arquitectura com esta exuberância, não é a minha maneira de pensar a arquitectura. Mas a minha maneira não pode ser mais importante do que a realidade. Portanto, o que aconteceu em Macau é absolutamente extraordinário, estas mudanças que resultaram também das transformações na China e no Oriente em geral gerou um grande impulso e não podemos querer controlar isto. O que podemos, em arquitectura, é dar a melhor resposta que podemos. Estou feliz com os resultados no NAPE, porque nunca pensei em edifícios altos. Se quiser que diga que gosto daquela arquitectura, não gosto, mas estou feliz com o facto de o conceito básico, da grelha, das zonas verdes, da organização do tráfego automóvel, ter resistido e estar ao serviço das grandes transformações que eu não podia imaginar, nem ninguém podia imaginar”.

Siza Vieira confirma que espólio vai para o Canadá

O maior parte da documentação acumulada ao longo de mais de 60 anos de actividade vai mesmo ficar no Canadá, no Canadian Centre for Architecture, em Montreal, confirmou ontem ao PONTO FINAL Álvaro Siza Vieira. O arquitecto afirmou que em Portugal não há entidades capazes de manter o espólio, com excepção da Fundação Gulbenkian e o Museu de Serralves, onde vai ficar parte da documentação.

“O que interessa não é arranjar um sítio bom para guardar e conservar os desenhos. O que interessa é que fique num sítio onde haja actividade, outros arquitectos representados, neste caso desde o século XVIII, e que seja uma entidade, uma instituição que promova comunicação, debates, estudo, ter o material todo informatizado e disponível para estudiosos – uma instituição vocacionada para isso. E não há muitas. E esta [canadiana] é sem dúvida a melhor”.

O arquitecto acrescentou que, até por desejo do próprio arquivo do Canadá uma parte do espólio ficará no Porto e outra em Lisboa. Para o arquitecto, na escolha da instituição foi tido em conta não só o espaço e capacidade de preservação dos documentos, mas também o dinamismo da instituição e a capacidade de divulgação. Ainda assim, “foi de certa maneira difícil” encontrar entidades “com as mesmas condições de divulgação e com capacidade de pôr a informação à disposição de estudiosos”.

Em Portugal, “distribuíram-se os trabalhos de maneira a estarem na mesma cidade os documentos de estudo e os edifícios”, disse. O grosso das obras realizadas fora de Portugal fica no Canadá. Os espaços identificados são a Fundação Gulbenkian, em Lisboa, e o Museu de Serralves, no Porto (da autoria de Siza Vieira). Em Lisboa ficam projectos como o Pavilhão de Portugal concebido para a Expo 1998, ou a reabilitação do Chiado, que está na Câmara de Lisboa. No Museu de Serralves, permanecem alguns dos primeiros trabalhos realizados em Matosinhos (terra natal do arquitecto), assim como a Faculdade de Arquitectura.

Jason Chao também é suspeito no caso Macau Concealers

Setembro 2, 2014

1 jason-chaoEm nove dias o activista que promoveu o referendo civil esteve quatro vezes na Polícia Judiciária – é suspeito em dois processos distintos.

A Polícia Judiciária (PJ) apontou ontem Jason Chao como suspeito de violar o artigo 296º do Código Penal sobre abuso de sinal no caso da imagem publicada pela Macau Concealers onde aparecia o logotipo da PJ junto ao testemunho de um alegado agente que teria votado no referendo civil.

Tudo aconteceu no domingo à noite quando o activista regressava a Macau vindo de Hong Kong. Ao passar o posto fronteiriço, Jason Chao foi interceptado pela polícia que o levou para uma sala, contou o próprio ao PONTO FINAL.

“Eles levaram-me para uma sala e esperei lá uma hora até que duas pessoas da Polícia Judiciária me levarem até à esquadra onde fui interrogado. Lá recebi uma notificação para regressar às 10h30 do dia seguinte [de ontem]”, relata.

Ontem, depois de uma breve conversa, Jason Chao foi apontado como suspeito e soube que o seu caso será entregue ao Ministério Público – não há data marcada.

O número de suspeitos apontados pela polícia no âmbito da fotografia publicada pela Macau Concealers na passada sexta-feira, sobe então para três depois das detenções no mesmo dia de Roy Choi, vice-presidente da Macau Concealers, e de Leung Ka Wai, estagiário da publicação.

Já no caso de Jason Chao este é o segundo processo em que é declarado suspeito em pouco mais de uma semana. Recorde-se que o activista foi detido pela Polícia Judiciária a 24 de Agosto e apontado como suspeito do crime de desobediência qualificada ao abrigo da Lei de Protecção de Dados Pessoais pela responsabilidade que tem no site do referendo civil.

Em nove dias, Chao, um dos promotores da iniciativa que ontem terminou, deslocou-se quatro vezes à Polícia Judiciária: duas pelo caso da Macau Concealers e outras duas pela suspeita de desobediência qualificada.

Os organizadores do referendo civil marcaram uma conferência de imprensa para hoje onde vão dar mais detalhes sobre este caso e ainda divulgar os resultados à segunda pergunta colocada no referendo civil: se os eleitores têm confiança no candidato único a Chefe do Executivo, Chui Sai On, eleito no último domingo para um segundo mandato.

Consulado de Portugal felicita candidato único

Setembro 2, 2014

Numa mensagem publicada na página do Facebook do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vítor Sereno felicitou ontem o candidato único Chui Sai On pela renovação do seu mandato no domingo passado.

“Em meu nome pessoal e de toda a Comunidade Portuguesa aqui residente, expresso as mais calorosas felicitações ao Dr. Fernando Chui Sai On, pela sua reeleição como Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau”, escreveu o Cônsul-Geral de Portugal na página oficial da representação portuguesa na RAEM.

Na mesma mensagem, o diplomata mostrou ainda a Chui Sai On a sua total “disponibilidade para que se possa manter o bom relacionamento e a excelente colaboração em todas as vertentes, com vista a estreitar, cada vez mais, a forte amizade entre Portugal, Macau e a República Popular da China”.

Campanha de Chui recebeu mais de 92 mil opiniões e sugestões

Setembro 2, 2014

Ao todo, 22 associações enviaram questionários para que o candidato único os tenha em consideração durante o seu segundo mandato.

Entre 26 e 29 de Agosto, a campanha do candidato único Chui Sai On recebeu 92.819 opiniões e sugestões, divulgou ontem a entidade que representou o candidato em comunicado.

A Aliança de Povo de Instituição de Macau, do deputado Chen Meng Kam, liderou no número de questionários: entregou 15 mil em dois lotes. Foi seguida da Associação Geral dos Operários de Macau (13.500) e da Associação dos Moradores de Macau (11.924).

Ao todo, 22 associações apresentaram questionários e em comum têm um factor: “As associações acima mencionadas que apresentaram as suas opiniões expressaram o seu apoio ao Governo da RAEM na realização da Eleição para o cargo de quarto Chefe do Executivo da RAEM nos termos da Lei Básica e da Lei Eleitoral para o Chefe do Executivo, bem como à candidatura do Dr. Chui Sai On”, lê-se no mesmo comunicado.

Regras para construção em quatro lotes do norte da Taipa analisadas amanhã

Setembro 2, 2014

1-steph-sam-kaA Administração pretende permitir construção até 90 metros de altura em três deles, e de até 20,5 metros num outro. Estão previstas várias tricas de parcelas entre privados e a RAEM.

 

Maria Caetano

Os membros do Conselho de Planeamento Urbanístico (CPU) vão apreciar amanhã os projectos de plantas de condições urbanísticas para quatro lotes de terreno que integram a zona de ordenamento do plano urbanístico actualizado da zona norte da Taipa. Os terrenos são detidos por privados e visarão a construção de habitação, tendo proposta de autorização para construir até 90 metros de altura com um índice de ocupação de solos até 100 por cento.

Os lotes são quatro dos dez que o CPU vai analisar na ordem de trabalhos da sua oitava reunião desde a entrada em vigor da Lei de Planeamento Urbanístico. O conselho teve aberta a possibilidade de receber opiniões sobre as directrizes para a construção e, aqueles que quiserem participar na reunião, podem ainda inscrever-se durante o dia de hoje , através dos canais disponibilizados no site do órgão presidido pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io.

O desenvolvimento dos terrenos da zona norte da Taipa – num total de ais de 22,3 hectares compreendidos entre o antigo campus da Universidade de Macau, zona de Pac on, Avenida Sun Iar Sen e o já construído edifício de habitação pública do Lago (na parcela TN27) – esteve envolvido em polémica no início deste ano, depois de o secretário para as Obras Públicas e Transportes ter divulgado a actualização do planeamento para zona sem consulta pública e a três meses da entrada em vigor da Lei de Planeamento Urbanística.

Na altura, os Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes comprometeram-se a não emitir plantas de alinhamento para os lotes antes da nova legislação. Há 32 dos terrenos detidos por privados, entres estes empresas com participações directas e indirectas de deputados à Assembleia Legislativa.

 

Ocupação a 100 por cento

 

Entre os condicionamentos que serão amanhã analisados estão os relativos ao lote TN2a, junto ao Caminho das Hortas, de propriedade privada, com uma área de 2348 metros quadrados. Para aqui, o projecto de planta prevê um edifício de finalidade industrial, com altura máxima permitida de 90 metros, 15 metros máximos para a altura do pódio, e com índice de ocupação do solo permitido até 100 por cento.

A última planta de alinhamento emitida para este lote datava de 1995 e previa uma altura máxima de 30 metros, com uma ocupação do solo não superior a 47 por cento.

O planeamento actualizado para a zona, apresentado em Dezembro do ano passado, prevê a criação de um centro de actividades juvenis neste lote. Deverá ter, segundo o projecto, 3874 metros quadrados de área bruta de construção, ficando instalado no pódio do prédio. Está prevista cedência de parcela de terreno afecta para afectação a via pública.

Outro dos lotes em análise é o TN17, junto à povoação de Cheok Ka, permitindo-se também aqui uma altura máxima de 90 metros e índice de ocupação dos solos a 100 por cento.

O projecto de planta estipula a cedência de áreas de terreno para alargamento das vias e também para reformação do terreno. Ao mesmo tempo, o proprietário irá ocupar uma parcela menor da RAEM para o mesmo objectivo de reconstituição da morfologia local.

A anterior planta de alinhamento, de 1999, permitia a construção de um edifício da classe MA (muito alto), ou seja, com mais de 50 metros de altura, e um índice de ocupação de solo de 100 por cento.

As condicionantes para o desenvolvimento do terreno da antiga bomba de gasolina Sinopec, junto à Avenida Dr. Sun Iat Sen, também estarão na ordem do dia. A propriedade privada, de 1008 metros quadrados, é designada como lote TN26 e também aqui se pretende permitir construção até 90 metros de altura e ocupação do solo a 100 por cento.

O promotor deverá ceder área para vias públicas e para reformação do terreno, prevendo-se que requeira da Administração também duas parcelas – uma das quais ainda por integrar no domínio privado da RAEM.

Está ainda em análise um pequeno lote, TN22c, junto à Rua da Madeira. Mais uma vez, aqui, está prevista a permuta de parcelas para alargamento das vias públicas, acabando por haver um pedido de concessão de solos à Administração em área superior.

Será possível, segundo o projecto apresentado, construir até 20,5 metros de altura. A ocupação dos solos estará no índice de 100 por cento.

Neste lote, está prevista a instalação de equipamentos sociais numa área não inferior a 300 metros quadrados, de acordo com o plano urbanístico para a zona.

Trânsito é a maior dor de cabeça no regresso às aulas

Setembro 2, 2014

Escola Macau - Foto Claudia ArandaMaioria das escolas do território iniciou ontem o ano lectivo 2014/2015.

Sandra Lobo Pimentel

Não foram todos, mas a grande maioria dos estabelecimentos de ensino do território tiveram ontem o arranque das aulas para o ano lectivo de 2014/2015. Foram 61 as escolas que abriram portas, indica a Direcção dos Serviços de Juventude e Educação (DSEJ), que já previa que “no primeiro dia do início das aulas o trânsito seja intenso”.

Para Daniela Daniel, mãe de duas crianças de nove e seis anos, foi sempre esse o maior problema do regresso à rotina das aulas, disse ao PONTO FINAL.

As crianças frequentam o Colégio Anglicano de Macau, na Avenida Padre Tomás Pereira, na Taipa, mas mesmo morando “ali ao lado nos Jardins do Oceano”, desde sempre que os pais enfrentam “bastantes problemas com trânsito”, e ontem não foi excepção.

“Para estacionar nunca tem vaga e a polícia não deixa parar, para além de multar”, contou. O que se assiste à porta do colégio, então, é um “verdadeiro aglomerado de carros”.

A chegada ao local demora cerca de 20 minutos de carro, mas Daniela Daniel garante que, em condições normais, “seria metade desse tempo, no máximo”. Mas para sair da zona “ainda demora mais”.

Também Alessandra Silva, que tem duas filhas a frequentar o mesmo estabelecimento, queixa-se do trânsito, que diz ser “muito”. Em Macau há 12 anos, sublinha que tem vindo a piorar. “Para além disso, não há lugares para estacionar perto das escolas”, referiu ao PONTO FINAL.

As crianças com quatro e seis anos de idade chegam à escola de carro porque a casa onde moram fica longe. No regresso às aulas de ontem, Alessandra Silva diz que o percurso até à escola a pé demora cerca de 20 minutos, mas de carro demorou o dobro, 40 minutos. “Só não vou a pé porque são crianças e porque está um tempo muito quente”.

EPM só recomeça dia 8

De acordo com a DSEJ, no ano lectivo de 2014/2015, dez escolas iniciarão as aulas no dia de hoje e seis iniciarão nos dias 3 a 5 de Setembro. Já a Escola Portuguesa de Macau (EPM), só tem regresso marcado para dia 8.

Natacha Fidalgo tem dois filhos na EPM, no segundo e no quarto ano, mas não tem que se preocupar com o trânsito, já que mora a cinco minutos a pé do estabelecimento de ensino.

“Se as crianças tiverem que fazer uma viagem longa antes das aulas já chegam à escola cansados”, defende, daí a opção de mudar-se para mais perto. “Quando estavam no Jardim da Flora também morávamos perto pelo mesmo motivo”.

Se o trânsito não tem o condão de incomodar nas rotinas diárias, Natacha Fidalgo destaca outras dificuldades, uma delas, ter os livros a tempo. “Só se pode encomendar num local, que é a Livraria Portuguesa, e demora muito tempo”.

Também tem sido demorado esperar pela data da reunião de pais no início das aulas. “As aulas começam na segunda-feira e os pais ainda não estão informados de quando vai ser”, lamentou.

Este ano lectivo a DSEJ introduziu alterações, a mais significativa prende-se com o número de dias que os alunos terão que passar na escola, que passou de 180 para 195 dias.

Receitas de jogo caem pelo terceiro mês consecutivo

Setembro 2, 2014

Exif_JPEG_PICTUREA quebra foi de 6,1 por cento por comparação com Agosto de 2013.

 

Os casinos de Macau fecharam Agosto com receitas de 28,87 mil milhões de patacas, num mês marcado pela terceira queda homóloga consecutiva e pelo regresso da Sands China ao topo do ranking de operadores.

De acordo com dados publicados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, as receitas caíram 6,1 por cento em relação a Agosto de 2013, após as quedas anuais homólogas de 3,6 por cento e 3,7 por cento em Junho e Julho, respectivamente, as primeiras registadas desde 2009.

Dados dos operadores compilados pela agência Lusa indicam que a Sands China, do norte-americano Sheldon Adelson, regressou à liderança do ranking de operadores com uma quota de mercado de quase 25 por cento, mais de dois pontos percentuais acima da rival Sociedade de Jogos de Macau, fundada por Stanley Ho.

O terceiro lugar do ranking foi ocupado pelo grupo Galaxy, de interesses de Hong Kong liderados por Lui Che Woo, com quase 21 por cento.

Na segunda metade da tabela de operadores estava a Melco Crown, que tem como sócio Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, seguida da Wynn Resorts, do norte-americano Steve Wynn, e da MGM China, liderada por Pansy Ho, também filha de Stanley Ho.

Já no cômputo dos primeiros oito meses do ano, os casinos facturaram 250,37 mil milhões de patacas, valor que traduz um aumento, em termos anuais, de 8,1 por cento.

O sector do jogo em Macau encerrou 2013 com receitas brutas totais de 361,86 mil milhões de patacas, mais 18,55 por cento do que no ano anterior.

Actualmente, Macau conta 35 casinos, que tinham, no final de Março, 5710 mesas de jogo e 12.895 slot machines.

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