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Festival de Música traz Laurie Anderson a Macau

Julho 23, 2014

PF 3039 capaEste ano o Festival Internacional de Música vai contar com 25 espectáculos de artistas de 12 países e territórios. O Orçamento é de 38 milhões de patacas.

Macau vai receber a 18 de Outubro Laurie Anderson cantautora que quer “pensar como as palavras podem literalmente criar o mundo”. A 15 de Outubro é possível ouvir as angústias de um Tchaikovsky atormentado com o fim do casamento com uma jovem aluna pela mão da Orquestra Filarmónica de S. Petersburgo, a mais antiga da Rússia. E entre 29 de Outubro e 1 de Novembro pode assistir-se à alegria de um dos musicais mais conhecidos do globo – “Hairspray – O Musical”, peça vencedora de oito Prémios Tony.

Um programa diversificado, mas com um enfoque particular na música de câmara. Esta é a proposta do 28º Festival Internacional de Música de Macau que decorre de 3 de Outubro a 1 de Novembro e que ontem foi apresentado em conferência de imprensa.

O evento arranca com a ópera “Norma”, de Vincenzo Bellini, que retrata a história de “uma mulher poderosa que comprometeu os seus ideais por amor, para no fim ser traída pelo seu amante”, como descreve a organização. A ópera chega ao palco do Centro Cultural pela mão do Teatro Regio Torino. Este será o primeiro de 25 espectáculos vindos de 12 países e territórios.

De Portugal virá o Coro Gulbenkian que interpreta a 15 de Outubro o concerto “Música Sacra do Alto Barroco ao Romantismo Francês” e no dia seguinte se dedica à “Música Portuguesa dos sécs. XVII e XX”. Este será um concerto que trará a música lusófona com vários sotaques ao Centro Cultural – desde Fernando Lopes-Graça até as “Canções brasileiras” de Christopher Bochmann.

Dos Estados Unidos virá, para além de Laurie Anderson, Aaron Goldberg que é descrito como um dos “pianistas mais excitantes, inventivos e líricos no mundo do jazz” e que actuará com o seu trio a 11 de Outubro na Fortaleza do Monte.

Já a Orquestra Chinesa de Macau vai unir-se a George Lam, conhecido cantor de Cantopop de Hong Kong, para interpretar diferentes êxitos pop a 11 e 12 de Outubro no Centro Cultural.

Este ano a edição do Festival Internacional de Música que conta com o apoio da Direcção dos Serviços de Turismo, TDM, Air Macau e COTAISTRIP, vai custar 38 milhões de patacas – mais dois que em 2013.

Espreitar os bastidores

Para além dos concertos, nesta edição do festival há ainda uma série de 26 actividades para aproximar a população e os espectadores de artistas com palestras, conversas, workshops e visitas aos bastidores. Entre elas estão uma conversa de Laurie Anderson, visitas aos bastidores da ópera “Norma” e do musical “Hairspray”. Já para as crianças o festival terá um “Workshop de Teatro Musical” que será encerrado por uma visita aos ensaios de “Hairspray”. P. S. A.

Habitação motiva nova chamada do Governo à Assembleia

Julho 23, 2014

1 - Screen Shot 2014-07-22 at 8.47.11 PMO deputado Ng Kuok Cheong propõe que até 2049 os proprietários de imóveis nos novos aterros sejam apenas residentes de Macau.

Sónia Nunes

Até 20 de Dezembro de 2049, ao final do período de transição. É o prazo que o deputado Ng Kuok Cheong dá ao Governo para garantir que os donos de apartamentos a construir nas novas zonas urbanas são todos residentes de Macau. A ideia é defendida numa pergunta oral ao Executivo, que para responder terá de descer à Assembleia Legislativa.

A proposta de Ng Kuok Cheong, da Associação Novo Macau, é apresentada como a forma de concretizar a política “terras de Macau destinada às residentes de Macau”, defendida pela organização pró-democracia, subscrita pelo Governo e apoiada por 87 por cento da população, segundo um estudo da Universidade de Macau. Além do acesso exclusivo a residentes ao mercado imobiliário dos novos aterros, o deputado defende que o Governo deve proibir a venda dos apartamentos privados a não-residentes para “evitar a especulação”.

Ng Kuok Cheong acusa o Executivo de ter apenas avançado com uma parte da política “terras de Macau destinada às residentes de Macau”, com o Plano de Aquisição de Imóveis para Habitação por Residentes de Macau (PAIHR). O programa prevê a venda das fracções a preços controlados a residentes permanentes cujos rendimentos excedem o máximo fixado para concorrer a uma casa económica (29.700 patacas para agregados de uma pessoa). E, segundo o deputado, “induz em erro a população”.

Após a consulta pública sobre o PAIHR, o Conselho Executivo anunciou a intenção de Chui Sai On, candidato a um segundo mandato à frente do Governo, de aumentar a área residencial no aterro A, junto à Areia preta. A capacidade do terreno aumentou para 32 mil fracções autónomas, sendo que 28 mil serão para habitação pública. “Esta decisão deve ser mais clara e articular-se com a ‘política terras de Macau destinada às residentes de Macau’”, reforça Ng Kuok Cheong.

Em concreto, o deputado pede a construção de mais de 18 mil habitações públicas: as 4400 já prometidas pelo Chefe do Executivo, mais 1400 junto da nova fronteira e mais dez mil no terreno onde estava a ser construído o empreendimento de luxo La Scala, em frente ao aeroporto.

“Como o preço e a renda dos imóveis estão a aumentar de forma contínua, a habitação pública é a única opção para a maior parte dos trabalhadores”, concorda Ella Lei, da Associação Geral dos Operários. A deputada também desafia o Governo a deslocar-se à Assembleia Legislativa para discutir “uma das prioridades mais importantes das acções governativas” – a habitação – e fazer uma promessa.

A pergunta de Ella Lei: “[O Governo] não deveria estar determinado em adoptar políticas específicas para a habitação e prometer que os terrenos não vão ser concedidos aos promotores?”. A deputada entende que “todos os terrenos para os fins habitacionais serão utilizados ou reservados para a construção de habitação pública”.

“Grave desactualização” na lei de contratação pública

Julho 23, 2014

Sónia Nunes

O deputado Mak Soi Sun pede ao Governo que explique por que não revê o regime de aquisição de bens e serviços para evitar actos de corrupção e despesismo. A questão é colocada depois de o Executivo se ter recusado a estabelecer uma data para a avançar com uma proposta de lei durante uma reunião da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa, presidida por Mak Soi Kun. As duas partes – Governo e deputados – concordaram que a actual lei está desactualizada.

“É cada vez maior a verba para aquisição de bens e serviços, nomeadamente, o montante dos concursos de obras públicas (…). Se não for rapidamente revista ou elaborada uma nova lei, isto pode facilmente dar lugar à corrupção”, problematiza Mak Soi Kun, numa interpelação oral ao Governo. O deputado recorda que, no encontro com a Comissão, Finanças, Obras Públicas, Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais concordaram em rever o regime. “Mas, até ao momento, o Governo não tomou a iniciativa”, critica. E pergunta: “Por que razão?”. “As autoridades enfrentam dificuldades e não o podem dizer? Ou trata-se de mera omissão dos dirigentes?”, lança.

Para Mak Soi Kun a lei tem uma “grave desactualização”.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) defendeu já que Macau devia aderir ao Acordo Internacional de Compras Públicas para garantir a concorrência justa às empresas com projectos para concursos do Governo. A secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, afirmou que o Executivo local dá “muita importância” às recomendações da OMC e prometeu “analisar” a questão.

Em 2013 e na resposta às recomendações da OMC, o Governo disse que a adesão ao tratado internacional “não é uma prioridade”.

 

Pereira Coutinho quer casinos a pagar prémios em falta

Julho 23, 2014

1 coutinhoPereira Coutinho entregou ontem uma petição na sede de candidatura de Chui Sai On solicitando o pagamento de prémios de jogo.

Cláudia Aranda

O deputado José Pereira Coutinho entregou ontem na sede de candidatura de Chui Sai On uma petição solicitando intervenção no pagamento de prémios alegadamente ganhos em slot machines de duas concessionárias locais.

Na carta pede-se que “paguem aquilo que é devido”, explicou ao PONTO FINAL o deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), entidade a que recorreu Ip Choi Peng, um empresário local, que se queixou de não ter recebido dois prémios.

Em causa estão recompensas de 21 milhões de dólares de Hong Kong, dos quais 12 milhões correspondem a um prémio no Venetian e outros nove milhões no MGM. Ip terá gasto um total de 80 mil dólares de Hong Kong nos dois incidentes ocorridos em Maio, num intervalo de cinco dias.

O “senhor Ip tem esperança que o candidato ao Chefe do Executivo oiça o pedido de um residente permanente de Macau”, explicou Pereira Coutinho, acrescentando que a petição é feita no seguimento “da promessa recente” de Chui Sai On de “querer ouvir os cidadãos de Macau que tivessem queixas”.

Os deputados Pereira Coutinho e Leong Veng Chai haviam já apresentado uma petição ao Governo, em Junho, a pedir a intervenção nos casos de negociações de prémios obtidos nas máquinas electrónicas.

“Quando insistimos com o Governo para que interviesse para obrigar as concessionárias a pagarem, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) demitiu-se das responsabilidades, dizendo que os pareceres de empresas internacionais da área de jogo consideram que ele [o apostador] não tinha ganho os prémios porque as máquinas estavam avariadas”, disse o deputado.

Pereira Coutinho considera “muito estranho” não ter havido “um processo de investigação”. Este “não é um caso isolado”. “Temos provas que 133 casos de máquinas avariadas ocorreram desde o ano passado até ao corrente ano, desses 133 casos, três tiveram a intervenção da DICJ nas negociações de bastidores para pagamento de prémios de valores mais reduzido”, procedimento que Pereira Coutinho considera “muito oculto”.

 

Governo diz que seguro obrigatório para médicos “é viável”

Julho 23, 2014

A 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa reviu ontem o prazo previsto para terminar a discussão da polémica proposta de lei sobre o erro médico. Cheang Chi Keong, que preside ao organismo, diz que o debate está a “correr bem” e pode ficar concluído antes de 2016.

A falta de um seguro para os profissionais de saúde era um dos pontos mais críticos da proposta do Governo, mas as negociações avançaram. “A Autoridade Monetária já fez uma apresentação e entende que tecnicamente a introdução de um seguro obrigatório é viável. Esta mensagem é, de facto, muito positiva, porque logo no início pensámos que era inviável e esta solução nem sequer foi incluída na proposta de lei”, disse Cheang Chi Keong, em declarações reproduzidas pela Rádio Macau.

A questão, recordou, esteve a ser discutida durante sete meses. “Registámos com muito agrado este resultado e o trabalho pode ser antecipado e não ir até 2016”, admitiu o deputado.

A Assembleia Legislativa entra de férias a partir do dia 15. No regresso, em Outubro, a Comissão irá analisar os temas mais importantes da proposta, como o centro de mediação e a comissão de perícia que irá avaliar os casos de erro médico.

Cheang Chi Keong, ainda segundo a Rádio Macau, disse que a criação de um seguro médico obrigatório pode fazer com que já não seja previsto criar o centro de mediação de conflitos. Alguns deputados propõem que as seguradoras possam também entrar na arbitragem.

A criação de um regime de seguro médico obrigatório, ressalvou Cheang, está ainda dependente da conclusão de estudos sobre o prémio e o valor da indemnização.

Certificado do aeroporto demora dois anos a ser emitido

Julho 23, 2014

1 aeroportoEm 2012, o Aeroporto de Macau pediu um certificado de operação, de acordo com as exigências legais. A Autoridade de Avião Civil levou dois anos a avaliar e emitir o documento.

A Autoridade de Avião Civil emitiu ontem o certificado de aeródromo – ou seja, de operação – ao Aeroporto Internacional de Macau. O pedido partiu do próprio aeroporto, após a entrada em vigor de novas exigências legais que estabeleceram requisitos mais rigorosos em relação às condições de operação dos aeroportos civis, em Junho de 2012.

O pedido de certificado foi apresentado em Dezembro de 2012. Desde então, a Autoridade de Aviação Civil esteve a avaliar o processo. Em nota à imprensa, o organismo explicou que “foram revistos uma série de documentos de forma detalhada para verificar se respeitam a regulamentação em vigor e as circulares aeronáuticas relativas às operações do aeroporto”. Foram também conduzidas inspecções no local que resultaram em pedidos à Administração de Aeroportos para que corrigisse “determinados aspectos detectados no decurso das mesmas” – não são indicados quais. Dois anos depois, o certificado foi emitido.

O certificado tem uma validade de cinco anos, após os quais a Administração de Aeroportos tem de submeter um pedido de renovação. A Autoridade de Aviação Civil promete continuar a fiscalizar a segurança operacional do aeroporto através de “auditorias e inspecções regulares”.

Recorde-se que o Aeroporto Internacional de Macau, com 25 mil partidas e chegadas nos seis meses entre Janeiro e Junho deste ano, recebeu 2,6 milhões de passageiros, mais 300 mil pessoas que no período homólogo do ano passado.

Não católicos fora da Sé

Julho 23, 2014

Igreja nao catolicosA Sé Catedral de Macau colocou um novo cartaz com o fim de manter a ordem, onde se lê “Não católicos, por favor não avancem”. Especialistas consideram um sintoma da situação limite a que chegou Macau.

Inês Santinhos Gonçalves

À entrada da Sé Catedral de Macau um novo cartaz recebe quem entra: “Não católicos, por favor não avancem”. O PONTO FINAL foi alertado para a existência do aviso por uma crente indignada, mas foi recebido com compreensão tanto por membros da Igreja como por arquitectos especializados nas questões do património. Discordam da forma como a mensagem é expressa, mas alertam que o excesso de turistas está a ameaçar a paz dos locais de culto.

“É muito desagradável que as pessoas estejam a rezar e sistematicamente venham pessoas que não respeitam o silêncio e inclusivamente tiram fotos”, comenta o padre Luís Sequeira. O jesuíta admite que a escolha de palavras não é a melhor, mas percebe a opção. “A compreensão que tenho limita-se a essas razões. O número de turistas aumentou e não sendo católicos, não têm hábitos muito cívicos, fazem barulho, não estão habituados ao respeito de um lugar de culto”, diz. Há mesmo casos, conta, de turistas que se colocam na fila para receber a comunhão. “Avançam por ali a fora e vão à comunhão sem consciência nenhuma”, conta. “O pessoal já tem alguma prática para os detectar”, explica. Recorde-se que, segundo o código do Direito Canónico, a Eucaristia é reservada a pessoas baptizadas.

O antigo superior dos Jesuítas lembra que a Sé já teve um aviso a pedir silêncio e não foi bem-sucedido. “[A expressão] ‘não católicos’ dá uma ideia mais clara aos chineses. É uma generalização mais compreensível para os turistas” considera.

Sequeira concorda que a mensagem “pode levar a uma exclusão um pouco estranha” de “uma faixa de pessoas que são capazes de respeitar o culto”, pessoas que “mesmo como turistas conseguem ouvir um pouco a voz de Deus”. “Para esses é restritivo, é excessivo. Podem sentir-se um bocadinho mal, é um anúncio que pode deixar má impressão”, diz.

O jesuíta admite que o chamado turismo religioso pode ser “um momento de pré-evangelização” e para que essa vertente não se perca sugere a intensificação de visitas guiadas feitas por profissionais religiosos.

Não foi possível falar com o Bispo de Macau, que se encontra actualmente fora do território.

Jogar à defesa

A Sé Catedral faz parte da lista de imóveis classificados como património de Macau. Os arquitectos Rui Leão e Francisco Vizeu Pinheiro lamentam que um espaço nobre da cidade esteja a ser limitado a locais e turistas, mas chamam a atenção para a dificuldade de conciliar o propósito da igreja com o volume de turistas.

“O facto de a igreja lá ter posto o aviso é sintomático de um problema, é difícil fazer a gestão dos turistas na cidade. Mas realmente é uma pena”, comenta Rui Leão, membro do conselho do património. “Se não há um entendimento entre todas as pessoas que usam o espaço tem de se jogar à defesa”, diz. Para o vice-presidente da Associação dos Arquitectos, esta situação “é um exemplo do que é Macau”, já que no passado “não havia esse tipo de rigidez”.

Rui Leão defende que o Instituto Cultural deve impor directivas para as instituições no centro histórico. “Não se devia ir de 8 para 80. É importante haver um certo tipo de regras. O Instituto Cultural pode estabelecer regras e pôr lá um guarda, não é difícil de fazer”, sugere. “A cidade está devassada, temos de reagir, mas de forma institucional, não cada um por si”, remata.

Já Vizeu Pinheiro defende ser necessário “mais explicações do que apenas dizer ‘não católicos’”, mas admite que “quando há demasiados turistas começam a gerar problemas”. “De facto, a Igreja deve estar aberta a todos”, comenta. No entanto, “a gestão do património e do turismo tem de ser uma coisa integrada”.

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