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Ho Weng Pio é sócio da Macau Empresa Social

Abril 16, 2014

2974-1Construtor do Sin Fong faz parte da sociedade que vai gerir o empréstimo para reconstrução do prédio.

Sónia Nunes *

O construtor do Sin Fong que o Governo responsabiliza pelo estado de degradação do edifício, Ho Weng Pio, é sócio da Macau Empresa Social, Limitada. É esta a sociedade que vai gerir o empréstimo de 210 milhões de patacas avançado por dois grupos de empresários para a reconstrução do edifício.

O fundo para os moradores do Sin Fong, selado deste Outubro de 2012 por risco de derrocada, tem como grande financiador a Associação dos Conterrâneos de Jiangmen (fundada por Sio Tak Kong, um dos principais investidores de Macau) que garante 160 milhões de patacas, o equivalente a 60 por cento do custo estimado para a reconstrução do prédio. Em segundo lugar surge o grupo de empresários liderado por António Ferreira, vice-presidente da Associação de Beneficência Tong Sin Tong, que anunciou um empréstimo de 50 milhões de patacas. As duas organizações decidiram deixar o dinheiro ao cuidado da Macau Empresa Social.

António Ferreira não revelou a identidade dos “dois ou três amigos” que adiantaram os 50 milhões de patacas, mas negou qualquer relação a Ho Weng Pio. Ho Weng Chio, irmão do empresário e administrador da construtora do Sin Fong (a Weng Fok, subsidiária da principal empresa de Ho Weng Pio, a Ho Chun Kei), é membro da Tong Sin Tong.

A associação de beneficência é dona de 32 apartamentos e parques de estacionamento no Sin Fong. Pretende usar fundos próprios para pagar as despesas de construção, segundo o presidente, Chui Sai Cheong, também deputado.

Ho Weng Pio nega qualquer envolvimento no empréstimo sem juros aos moradores. O empresário afirmou ao PONTO FINAL que não teve conhecimento nem do crédito, nem da gestão do dinheiro pela Macau Empresa Social, na qual diz não ter poder de decisão por não fazer parte da administração.

A sociedade, sem fins lucrativos, foi criada em 2009 para dar cursos de formação a desempregados e tem cinco administradores, com destaque para Chui Sai Cheong, o empresário Ma Io Lai, o deputado Fong Chi Keong e Eddie Wong, arquitecto e membro do Conselho Executivo. Ho Weng Pio é um dos 30 sócios, todos com uma quota de 100 mil patacas, ao lado de Peter Lam e Liu Chak Wan, ambos do Conselho Executivo; do deputado e presidente da Associação de Construtores Civis de Macau, Tommy Lau; e de Mak Soi Kun, também deputado e presidente da Associação de Indústria da Construção de Protecção Ambiental de Macau.

Mak Soi Kun é ainda vice-presidente da Associação de Conterrâneos de Jiangmen.

As duas organizações que estão a financiar o empréstimo para o Sin Fong estão ainda a negociar quanto vai ser distribuído por cada apartamento e prazos para o crédito ser saldado, segundo João Vong, porta-voz dos moradores. * Com P.S.A. e Iris Lei

Terreno de Sio Tak Hong em Ka Ho desvalorizou

Abril 16, 2014

Capital Estate declarou perdas superiores a 170 milhões de patacas com alterações ao projecto e actualização do prémio de concessão.

Sónia Nunes

A holding de investimentos Capital Estates, do empresário e fundador da Associação de Conterrâneos de Jiangman Sio Tak Hong, diz que o terreno que o grupo detém em Ka Ho sofreu uma desvalorização de 171,2 milhões de dólares de Hong Kong desde Julho de 2013. O projecto de construção para o lote aguarda ainda aprovação do Governo.

O grupo pretendia usar o terreno, com cerca de dez mil metros quadrados, para construir 46 casas residenciais de luxo, com uma área bruta de construção superior a 15 mil metros quadrados. O projecto foi alterado a pedido das Obras Públicas para um empreendimento de “baixa densidade”: prevê agora a construção de seis residências.

A mudança, com um corte na área bruta de construção para cerca de cinco mil metros quadrados, fez com o terreno desvalorizasse 120,5 milhões de dólares, declarou a Capital Estates num relatório entregue à Bolsa de Hong Kong na semana passada. O grupo estima ainda uma perda de 50,7 milhões de dólares por causa da actualização do valor prémio das concessões de terreno.

Sio Tak Hong, dono do Hotel Fortuna, aguarda ainda autorização do Governo para avançar com a construção de outro projecto habitacional em Coloane, no terreno onde foi encontrado um fortim das Forças Armadas Portuguesas.

Moradores livres na escolha do construtor do Sin Fong

Abril 16, 2014

Mak Soi Kun garante que Associação dos Conterrâneos de Jiangmen não vai indicar empreiteiro para a reconstrução.

O deputado e vice-presidente da Associação dos Conterrâneos de Jiangmen, Mak Soi Kun, nega qualquer tentativa de influência do grupo no projecto de reconstrução do edifício Sin Fong, apesar do financiamento de 160 milhões de patacas para a obra. O empresário é também administrador da Sociedade de Engenharia Soi Kun, gerente-geral da Companhia de Construção Civil Nam Kwong.

Mak Soi Kun afirmou ontem que serão os moradores do Sin Fong a escolher a empresa que vai reconstruir o prédio. A associação de Jiangmen, fundada por Sio Tak Hong, não vai indicar nenhuma empresa, nem sugerir construtores entre os sócios, disse o deputado em declarações à imprensa chinesa.

O grupo explicou também a escolha da Macau Empresa Social para gerir o fundo. “Há muito trabalho por fazer. Demolir, reconstruir, tratar do registo, pagar imposto, etc. É muito trabalho. Achamos que esta empresa tem competência”, disse Chan Pou Sam, também vice-presidente da associação.

Plano director vai demorar três a cinco anos

Abril 16, 2014

1 plano directorOs trabalhos para a elaboração do plano director vão começar até ao final do ano e a consulta pública para a política de reserva de terrenos é lançada em Maio.

Inês Santinhos Gonçalves

Os trabalhos para a elaboração do plano director devem começar no final deste ano, mas só se espera que estejam concluídos num prazo entre três e cinco anos, avançou ontem o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io durante uma sessão de perguntas e respostas com os deputados.

Antes do início desses trabalhos, porém, será realizado um “estudo estratégico do desenvolvimento urbano” e ainda “um conjunto de estudos específicos” relacionados com o trânsito, ambiente, património, paisagem e equipamentos públicos. A população poderá também pronunciar-se sobre o plano proposto. Terminada esta fase de “consenso social”, o Governo vai avançar para o projecto do plano urbanístico em si, contando com o parecer do Conselho do Planeamento Urbanístico. “Segundo as estimativas iniciais [os trabalhos] poderão ser concluídos entre três a cinco anos”, afirmou o secretário.

Quanto às Plantas de Condicionamento Urbanístico, Lau Si Io lembrou que agora, após a entrada e vigor da Lei de Planeamento Urbanístico, os pedidos têm de ser alvo de um parecer das “entidades competentes” que será depois colocado online durante 15 dias para recolha de opiniões – só depois é que as plantas poderão ser emitidas.

Até 4 de Abril, o Governo recebeu 111 pedidos de plantas, 80 destes apresentados antes da entrada em vigor da lei. Após o novo diploma entrar em vigor, o Executivo emitiu cartas com o fim de saber se esses pedidos se mantinham – uma parte dos requerentes cancelou os pedidos, divulgou ontem o Governo. Na próxima semana, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes vai começar a trabalhar nas Plantas de Condicionamento Urbanístico.

Em relação ao projecto “Fecho da Baía da Praia Grande”, “os serviços competentes estão ainda a acompanhar o plano”, já que estão em causa “questões fulcrais relacionadas com o centro histórico de Macau”, o que implica uma articulação com a Lei de Salvaguarda do Património, disse Lau Si Io.

Ontem na Assembleia, o secretário avançou ainda que a consulta pública sobre a política “Terras de Macau para gentes de Macau” vai ser lançada na primeira metade de Maio.

Entre a habitação económica e social

Abril 16, 2014

O Instituto de Habitação registou 36 casos de candidaturas a habitações públicas que não tiveram fracções atribuídas por não se qualificarem nem para a habitação económica nem para a pública.

Estes são casos de pessoas que não atingem o limite mínimo de rendimento mensal para apresentarem candidatura à habitação económica, mas que ultrapassam o limite máximo de património líquido para se candidatarem à habitação social. Em debate com os deputados na Assembleia Legislativa, Kuok Vai Han, presidente substituta do Instituto de Habitação, prometeu estudar a situação de modo a resolver o problema – a solução, disse, pode passar pela revisão dos critérios de admissão das candidaturas.

Kuok Vai Han anunciou também que a legislação relativa à habitação social vai ser revista este ano. I.S.G.

Sufrágio universal sem calendário

Abril 16, 2014

Inês Santinhos Gonçalves

O Governo de Macau não estabeleceu qualquer calendário para a adopção do sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo, e é essa informação que consta no relatório que já apresentou às Nações Unidas.

Ontem, o Governo esteve na Assembleia Legislativa para responder às interpelações dos deputados, mas apenas uma questão foi endereçada a Florinda Chan: para quando um calendário para o sufrágio universal? A pergunta partiu do pró-democrata Au Kam San e mereceu questões adicionais de mais três deputados.

Quando, no ano passado, Macau apresentou o seu primeiro relatório sobre os direitos humanos, o comité da ONU respondeu com 13 recomendações finais, sobre as quais a RAEM tinha de voltar a pronunciar-se no espaço de um ano – ou seja, este mês. Um desses pontos dizia respeito ao sufrágio universal, previsto no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e assinado por Macau.

O relatório já foi entregue tanto à ONU como ao Governo Central, garante a secretária para a Administração e Justiça. E em breve será disponibilizado na Internet. No entanto, e apesar das recomendações das Nações Unidas, “o Governo não dispõe de nenhum roteiro ou calendarização para o sufrágio universal. Macau não pode copiar o regime de outras regiões”, afirmou Chan.

A secretária passou, depois, a palavra a assessor jurídico Zhao Xiang Yang, também membro do conselho consultivo da reforma jurídica, que afastou o estabelecimento de prazos, pelo menos sem antes ser alterada a Lei Básica: “Caso no futuro Macau opte por esta solução, então temos de alterar a Lei Básica, e para alterar o seu conteúdo é bastante complexo. Sem isto não podemos avançar para a calendarização”.

Quarta-feira de cinzas para Chui Sai On

Abril 16, 2014

1 ka ho betoneiraO Chefe do Executivo debate hoje soluções para a poluição com os moradores de Ka Ho.

Maria Caetano

O líder do Governo, Chui Sai On, desloca-se esta tarde à povoação de Ka Ho, em Coloane, onde pretende reunir-se com moradores e também com a população dos dois estabelecimentos escolares localizados nesta zona de Macau, de grande concentração de indústrias poluentes e da qual tem partido fortes críticas relativamente à actuação do Executivo no que diz respeito ao controlo da qualidade ambiental.

Segundo uma nota oficial sobre a agenda de Chui Sai On, este pretende deslocar-se à fábrica de cimento de Ka Ho – um dos principais motivos de queixas dos moradores da povoação –, à Escola Dom Luís Versiglia, à Escola de São José de Ka Ho e à povoação local, tendo marcados dois debates nas últimas duas paragens. Já no final do dia, o Governo pretende apresentar “medidas de aperfeiçoamento da qualidade do ar”.

Em causa está o grande número de partículas suspensas – poeiras e cinzas – resultantes do fabrico de cimento, dos trabalhos de construção do túnel de Ka Ho, da circulação de veículos pesados, e do depósito de cinzas volantes resultantes da incineração de resíduos nas centrais de Macau. Ka Ho é também o local onde se encontra instalada a central térmica da CEM, para produção de electricidade – um dos processos industrias mais poluentes do território que, contudo, estará suspenso devido à paragem no abastecimento de gás natural à concessionária.

Recorde-se que, este mês, foi publicada uma nota oficial do Governo na qual este dava conta de uma exigência do Chefe do Executivo aos departamentos seus subordinados para que fosse encontrada uma solução para melhorar a qualidade do ar de Ka Ho. Chui Sai On comprometeu-se a anunciar medidas mitigadoras.

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