Skip to content

Protestos sem fim à vista

Outubro 23, 2014

Hong Kong Occupy CentralOs líderes estudantis dos protestos em Hong Kong acusam as autoridades locais de não oferecerem algo de significativo que possa levar ao fim das manifestações e dizem estar a considerar abandonar as negociações.

As negociações entre os manifestantes e o Governo de Hong Kong têm sido apontadas como o único meio de pôr fim a um protesto que já dura há quase um mês, sem ter de recorrer à força.

No entanto, a primeira negociação formal, que aconteceu na terça-feira, não surtiu efeitos e terminou com os estudantes a acusar o Governo de ser “vago” nos compromissos que está disposto a fazer.

“Ainda não está decidido se haverá mais negociações no futuro”, disse Alex Chow, secretário-geral da Federação de Estudantes de Hong Kong.

“O Governo tem de arranjar uma maneira de resolver este problema, mas o que oferece não envolve qualquer conteúdo prático”, acrescentou Chow, garantindo que os manifestantes não vão deixar as ruas num futuro próximo.

Os estudantes estão contra a proposta apresentada pelo Governo central para a eleição do chefe do executivo em 2017, que prevê que os candidatos sejam pré-selecionados por uma comissão.

A nomeação civil pedida pelos estudantes foi afastada pelos representantes do Governo local, durante o encontro de terça-feira, que insistiram que Pequim jamais autorizaria esse cenário.

Prometeram, no entanto, informar as autoridades da China Continental sobre os mais recentes acontecimentos e sugerir que fosse criada uma plataforma para discutir a reforma política além de 2017.

Os líderes estudantis consideraram estas ofertas pouco concretas e pediram que o Governo local avançasse com informação clara sobre as consequências dessas promessas.

“O Governo deve indicar, até ao fim da semana, o que este relatório [para Pequim] vai incluir e como é que a nova plataforma pode resolver os problemas que temos agora”, disse Joshua Wong, líder do movimento Scholarism.

Negociadores do Governo satirizados na Internet

Outubro 23, 2014

vaso e leitor cassetesVasos sem flores, leitores de cassetes, recipientes de lixo – tudo tem servido para caracterizar a delegação do executivo da RAEHK ao encontro com os estudantes.

Os negociadores do Governo de Hong Kong que na terça-feira iniciaram o diálogo com os líderes estudantis do movimento pró-democrata que exigem eleições livres em 2017 estão a ser alvo de sátira na Internet.

Comparados a vasos vazios, caixotes do lixo e mesmo aos populares Teletubbies, os membros do Governo de Hong Kong que se reuniram com os cinco estudantes no âmbito de negociações sobre o futuro político da cidade surgem em diversas páginas, nas mais diferentes caricaturas. Uma delas sugere que até o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, não consegue parar de rir ao ver os membros do governo de Hong Kong no debate televisivo.

As conversações de terça-feira foram concluídas sem qualquer resultado concreto dado que as exigências dos estudantes – voto direto para eleger em 2017 o líder do Governo sem qualquer pré-seleção por parte de uma comissão eleitoral – não só não pode ser decidido pelo Governo da antiga colónia britânica, como também não recolhe apoios dentro do Governo, indicações expressas nas próprias entrevistas do chefe do Executivo CY Leung.

Apesar de não terem sido conclusivas, as conversações foram aproveitadas para a sátira sobre os membros do Governo e Carrie Lam, secretária-chefe, foi, por exemplo, retratada como um vaso vazio enquanto o seu colega Raymond Tam foi substituído por um leitor de cassetes.

Noutro cartoon, os negociadores do Governo surgem personificados nos Teletubbies, a popular série de televisão britânica para crianças.

Liga apela ao boicote aos artistas que apoiam manifestantes

Outubro 23, 2014

A Liga da Juventude Comunista da China está a apelar ao boicote aos trabalhos dos artistas que apoiam o movimento pró-democracia em Hong Kong, um apelo respondido por mais de 200.000 cibernautas até ontem.

Os apelos visam particularmente os actores Anthony Wong e Chapman To e a cantora Denise Ho, também conhecida pela defesa dos direitos dos homossexuais.

Os três artistas são pouco conhecidos no ocidente, mas celebridades na China.

A Liga, que lançou o apelo na sua conta oficial de blogue, tem a missão de promover a ideologia comunista entre os adolescentes e jovens adultos chineses.

Este órgão do Partido Comunista Chinês sugere assim a censura na Internet dos nomes dos artistas que apoiam os militantes democratas dos protestos pró-democracia em Hong Kong.

É igualmente proposta a ideia de neutralizar as contas de blogues dos artistas em questão.

Vários artistas, de Hong Kong e Taiwan, adoptaram uma postura prudente sobre as manifestações em Hong Kong, por receio de serem banidos no interior da China, escreve a AFP.

Muitos disseram desejar que a situação não se deteriore, sem no entanto assumirem um apoio público aos manifestantes.

A indústria cinematográfica de Hong Kong está bastante dependente da distribuição das obras no interior da China.

Os actores Andy Lau e Chow Yun-fat, citados pela imprensa, desaprovaram o uso de gás lacrimogéneo pelas forças da ordem de Hong Kong, enquanto a estrela dos filmes de kung fu Jackie Chan se manifestou preocupado com o custo económico do movimento de ocupação do centro financeiro e comercial da antiga colónia britânica.

Wang Zang, o artista de Pequim que publicou um foto em apoio aos manifestantes de Hong Kong, foi detido no início de Outubro.

Polícia impede taxistas de retirar barricadas em Mong Kok

Outubro 23, 2014

Um grupo de taxistas de Hong Kong derrubou ontem as barreiras colocadas por manifestantes em Mong Kok, mas não conseguiu abrir o trânsito na totalidade devido à intervenção da polícia.

Caixotes do lixo, placas de madeira e varas de bambu foram retiradas por membros de uma associação de taxistas e colocadas em carrinhas, ao mesmo tempo que os manifestantes tentavam impedir a destruição das barricadas, sentando-se sobre o material ou abraçando os objectos, descreve o South China Morning Post.

A polícia interveio para acalmar os ânimos e evitar violência.

“Conseguíamos remover as barreiras, mas a polícia disse que iria causar o caos”, disse Eddir Ng Yip-pui, director-geral da Associação de Operadores e Condutores de Táxis.

Na segunda-feira, o Supremo Tribunal de Hong Kong emitiu uma medida cautelar que proíbe a ocupação da zona de Mong Kok. A ordem judicial foi tomada na sequência de queixas interpostas por operadores de transportes públicos para que as ruas, que foram tomadas pelos manifestantes, recuperassem a normalidade.

Eddir Ng Yip-pui disse que os taxistas não vão regressar ao local para nova tentativa, mas devem avançar com um pedido para o tribunal “estender a medida cautelar na sexta-feira”.

O taxista não excluiu a possibilidade de uma acção “de grande escala”, se a decisão do tribunal for favorável.

Galaxy atrasa obras no Cotai

Outubro 23, 2014

1 Galaxy. jpgA operadora de jogo pediu mais três anos ao Governo para terminar a expansão do novo empreendimento do grupos. As obras deverão agora só estar concluídas em 2020.

Patrícia Silva Alves

As obras do Galaxy no Cotai, previstas para terminar em 2017, vão afinal acabar em 2020. O pedido de alargamento do prazo de construção, feito pela operadora em Janeiro deste ano, foi aprovado pelo Governo, de acordo com um despacho publicado ontem em Boletim Oficial. Segundo a Galaxy o atraso ficou a dever-se à construção nos lotes I e II (284.609 metros quadrados).

“Estamos a aumentar a flexibilidade no desenvolvimento dos lotes I e II, o que nos vai permitir alterar e reposicionar a acomodação nos nossos resorts de nível internacional”, justificou, sem mais, Buddy Lam, vice-presidente das relações públicas da operadora de jogo, ao PONTO FINAL.

No pedido feito ao Governo, a Galaxy requeria a alteração dos lotes de construção e também os fins para os quais seriam usados.

Em Janeiro de 2014, a concessionária apresentou um novo pedido de revisão da concessão com vista “à eliminação, nos lotes I e II, a unificar, das finalidades ‘hotel-apartamento de quatro estrelas’ e ‘estacionamento do hotel-apartamento de quatro estrelas’, passando as respectivas áreas brutas de construção a integrar as finalidades ‘hotel de cinco estrelas’ e ‘estacionamento de hotel de cinco estrelas’”. A operadora pediu também a “alteração do prazo para a apresentação do projecto de arquitectura de cada um dos lotes e conclusão das respectivas obras”, lê-se no despacho assinado pelo chefe de gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Wong Chan Tong.

No documento fica ainda a saber-se que o prazo de conclusão das obras passa para 20 de Outubro de 2020, ou seja, três anos depois do acordado entre o Governo e a Galaxy em 2009.

Na altura, os lotes I e II previam a existência de dois hotéis de cinco estrelas e dois apart-hotéis de quatro. Agora, segundo o despacho publicado ontem, vai afinal ser construído um único hotel de cinco estrelas, com uma área total de 865 098 metros quadrados.

Recorde-se que, de acordo com os planos apresentados pela Galaxy Macau no final de 2013, a segunda fase do empreendimento deverá estar terminada em meados de 2015. A Galaxy não esclareceu ao PONTO FINAL se a extensão de prazo pedida ao Governo vai comprometer o prazo de inauguração da segunda fase do empreendimento.

Na recta final ano passado, a Galaxy também reviu em alta os custos que teria com o empreendimento. Passou de 16 mil milhões de dólares de Hong Kong para 19,6 mil milhões.

Abriram 217 novos restaurantes em 2013

Outubro 23, 2014

A cada dois dias abriu um novo restaurante em Macau em 2013, em média. De acordo com os dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC), em 2013 abriram mais 217 novos restaurantes e estabelecimentos de comidas – um aumento de 13 por cento em relação ao ano anterior.

Ainda segundo os “Resultados do inquérito aos restaurantes e similares 2013”, as receitas destes estabelecimentos aumentaram 23 por cento e as despesas 24 por cento.

Já quanto à contribuição deste sector para a economia, a DSEC estima que tenha aumentado 76 por cento em 2013 sobretudo devido à compra de equipamentos pelos novos estabelecimentos de comidas e restaurantes. Ao todo, este ramo de actividade contribuiu em 3,25 mil milhões de patacas para a formação bruta de capital fixo.

Receitas das empresas de MICE cresceram 13%

Outubro 23, 2014

Em 2013, as receitas das empresas de organização de conferências e exposições cresceram 13 por cento para 232 milhões de patacas.

Estas informações referem-se às 38 empresas da área que responderam ao inquérito ao sector dos serviços elaborado pela Direcção de Serviços de Estatísticas e Censos e que inclui as áreas da administração de imóveis, actividades de segurança, serviços de limpeza, publicidade e organização de conferências e exposições.

Entre todas estas actividades, a que mais contribuiu para a economia foi a publicidade. Em 2013, este ramo de actividade contribuiu em 36 milhões de patacas para a formação bruta de capital fixo, um aumento de seis por cento em relação ao ano anterior.

Ao todo, em 2013 existiam 421 empresas de publicidade e empregavam 1167 trabalhadores – um aumento de 20 por cento em relação a 2012.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 88 outros seguidores