Skip to content

Tráfico humano “é um problema de todos”

Setembro 19, 2014

PF 3080-1Cônsul-geral admite que os Estados Unidos também enfrentam este flagelo que apelida de “escravidão moderna”.

 

Sandra Lobo Pimentel

 

Um dos tópicos que abordou no seu discurso aos membros da Câmara de Comércio Americana (AmCham, na sigla inglesa) foi o flagelo do tráfico humano, que Cliff A. Hart apelidou como “escravidão moderna”, apelando a um trabalho e luta conjuntos.

“Trabalhamos também em conjunto na luta contra o tráfico de pessoas, mais adequadamente descrito como escravidão moderna. Como membros da AmCham, estão bem cientes dos efeitos insidiosos do tráfico nas cadeias de fornecimento e mão de obra”.

Cliff A. Hart mencionou “o papel de liderança” que as empresas norte-americanas podem desempenhar no combate ao tráfico ilegal, “pois é uma grande prioridade” de Washington.

Na sessão de perguntas e respostas com a imprensa, o diplomata disse que os Estados Unidos estão “satisfeitos com o nível de cooperação com as autoridades de Macau” nesta matéria, explicando que pretende transmitir que o tráfico humano “é um problema que todos enfrentamos”.

O cônsul-geral admitiu mesmo que se trata de um flagelo também no seu país que procuram tratar de “forma transparente”.

“O que se pode dizer a Macau é que se junte, estamos neste combate juntos e a cooperação é fundamental”.

Cônsul sublinha “forte investimento” norte-americano em Macau

Setembro 19, 2014

Cliff J Hart cônsul geral EUA-001Numa visita ao território, Cliff A. Hart afirmou que o envolvimento norte-americano na região é “estimulante”.

 

Sandra Lobo Pimentel

 

O cônsul-geral dos Estados Unidos para Hong Kong e Macau, Clifford A. Hart, esteve na RAEM para uma visita que incluiu um almoço com membros da Câmara do Comércio americana. O diplomata, que em Agosto do ano passado substituiu Stephen Young, sublinhou o “forte investimento” das empresas norte-americanas em Macau e considerou esse envolvimento “estimulante”.

O cônsul-geral vê as relações com Macau como “maduras”, lembrando que sofreram uma “mudança revolucionária com a liberalização do jogo e a oportunidade de companhias estrangeiras participarem na indústria local”.

Sobre a renovação das concessões de jogo com as empresas norte-americanas, não quis alongar-se, dizendo apenas que será “discutida entre o Governo e as companhias” e que está “optimista que estas serão feitas de forma transparente e justa”.

Falou ainda do papel das relações com a China e a influência na integração do Delta do Rio das Pérolas, entregando ao sector privado a maior responsabilidade. “Penso que a cooperação que poderá haver, ficará dependente das decisões locais, entre as duas regiões especiais e a província de Guangdong, sobre quem serão os melhores fornecedores de serviços. Em muitos casos posso dizer que sinto orgulho que as empresas americanas sejam seleccionadas e permaneçam muito dinâmicas nos anos que vêm”.

Instado a comentar os protestos que têm ocorrido de trabalhadores do sector do jogo, disse apenas sentir-se “encorajado pelas conversações entre os trabalhadores e os empregadores” e que a disputa deve ser gerida de “forma pacífica”.

Sobre outros protestos, nomeadamente, os movimentos pela democracia nas duas regiões, Cliff A. Hart escusou-se a comentar, remetendo para o que já foi dito pela Administração norte-americana. “Acreditamos que Macau tem estabelecidas as liberdades de expressão e de reunião, que foram e permanecerão como cruciais para a estabilidade e prosperidade e estão imortalizadas na Lei Básica”.

Na manhã de ontem decorreu um encontro com Chui Sai On, sobre o qual o cônsul-geral apenas referiu que “concordámos na importância das relações bilaterais e dos interesses comuns e da importância de continuarmos em contacto”, acrescentando que “o Governo de Macau liderado pelo Chefe do Executivo é um importante parceiro dos Estados Unidos e indispensável aos nossos interesses na região”.

Novo Macau pede terras suficientes para habitação pública

Setembro 19, 2014

1 ng kuok cheongA Associação Novo Macau pretende que o Executivo reaproveite os terrenos em Macau e na Taipa para fins de habitação pública, não esquecendo os novos aterros, para além do aterro da zona A, que serão reservados, em parte, para habitação pública de diferentes tipos.

O deputado disse à Rádio Macau que “a médio prazo, todos os novos aterros devem ser preparados para oferecer, no futuro, habitação pública, incluindo fracções de habitação económica. Portanto, consideramos que deve haver recursos suficientes de terras, a médio prazo.”

A Associação entregou ontem uma petição a apelar ao Governo que volte a introduzir o sistema de ordenação por classificação dos candidatos, que existia antes da entrada em vigor da actual lei de habitação económica.

Citado pela Rádio Macau, o deputado Ng Kuok Cheong explicou o conteúdo da petição. “A lei e o Instituto de Habitação devem regressar ao antigo sistema e alinhar as famílias, calculando as necessidades. De acordo com o número de famílias em lista de espera para uma habitação económica, o Governo deve delinear um plano para garantir uma oferta suficiente deste tipo de fracções”.

A Rádio recorda que antes de 2011, aquando da entrada em vigor da actual lei da habitação económica, os candidatos eram ordenados de acordo com a classificação obtida e a ordenação determinava a ordem de prioridade na aquisição de habitação económica.

Os factores contabilizados passavam pelo rendimento per capita da família ou o tipo de casa onde morava o agregado no momento em que se candidatava.

Com a nova lei surgiu um sistema novo de “graduação e ordenação”. Os candidatos são ordenados conforme o tipo de agregado familiar a que pertencem e, depois disso, reordenados dentro de cada grupo, consoante tenham idosos ou portadores de deficiência na família, cujo desempate é feito por sorteio informático.

Está em consulta pública até amanhã a revisão da actual lei da habitação económica e sobre as políticas de habitação pública.

Recrutamento central de técnicos superiores em sete meses

Setembro 19, 2014

Existem no total 142 funcionários públicos admitidos através de recrutamento central que foram colocados em diferentes departamentos, afirmou José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública, (SAFP) sublinhando que a selecção dos técnicos superiores diminuiu para um prazo de sete meses.

O director respondia ao deputado Ho Ion Sang, que perguntou de que forma as autoridades estavam a prevenir o desperdício de recursos através de recrutamento ao nível departamental, em lugar de utilizarem o sistema de recrutamento central, que foi implementado em 2012, e ainda que medidas foram tomadas para simplificar estes procedimentos administrativos.

Segundo o deputado, o “boom” de funcionários públicos para 30 mil, um aumento em média de cinco por cento nos últimos 10 anos, não trouxe mais eficiência às entidades governamentais, pelo contrário, originou mais problemas, como sobreposição de funções, processos administrativos mais lentos e comunicação insuficiente entre departamentos.

O director dos SAFP explicou que a legislação actual requer aos departamentos que proponham as suas necessidades de pessoal para o ano seguinte e um plano de recrutamento para três anos até ao final do primeiro trimestre de cada ano.

Quanto à eficiência, José Chu explicou que o mecanismo de garantias, estabelecido em 2007, tem como objectivo melhorar o serviço prestado através de uma recompensa aos funcionários cujo desempenho seja excelente e está a ser desenvolvido de forma gradual.

O director acrescentou ainda que também existe um esquema de avaliação para medir o desempenho e que tem que ser submetido no segundo semestre de cada ano. Caso os resultados não sejam satisfatórios, o funcionário terá que ser colocado em novas funções, podendo mesmo ser transferidos para outros departamentos ou dispensado.

I.L.

Macau preside à Associação de Universidades de Língua Portuguesa até 2017

Setembro 19, 2014

1 RuiMartinsA Universidade de Macau vai assegurar a liderança através do vice-reitor Rui Martins. A organização vai dar especial atenção a Timor-Leste e Guiné-Bissau.

 

A Universidade de Macau foi ontem eleita para a presidência da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) no triénio 2014-2017, disse à agência Lusa o vice-reitor Rui Martins.

A eleição dos novos corpos sociais foi realizada por unanimidade, na sequência da apresentação de uma lista única de consenso, durante o XXIV encontro da AULP, que termina hoje.

A Universidade de Macau, que ocupava, desde 2006, uma das vice-presidências da AULP para a Ásia-Pacífico, sucede à Universidade Lúrio (Moçambique) na liderança da organização.

A vice-presidência da AULP vai também ser ocupada pela Universidade de Coimbra (Portugal), Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), e Universidade Mandume Ya Ndemufayo (Angola).

A secretaria-geral da AULP vai ser assumida por Cristina Sarmento, da Universidade de Lisboa. Já o Instituto Politécnico de Lisboa vai continuar a presidir ao Conselho Fiscal, onde o Instituto Politécnico de Macau vai manter a presença.

No triénio 2014-2017, a AULP vai continuar a dar prioridade à organização dos encontros anuais, tendo a associação decidido hoje que o próximo será realizado em Cabo Verde, entre 15 e 17 de Julho de 2015, afirmou Rui Martins, que vai exercer a presidência da associação em representação do reitor, Wei Zhao.

O vice-reitor da Universidade de Macau explicou que a AULP vai continuar a apoiar o programa de intercâmbio da CAPES [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] – entidade brasileira equivalente à Fundação da Ciência e Tecnologia de Portugal -, o qual abrange mais de 50 projectos e envolve mais de 600 professores e alunos do ensino superior.

“Os programas que estão a decorrer e que foram lançados no mandato anterior, de cooperação, por exemplo, do Brasil e dos países africanos [de Língua Portuguesa] e de Portugal são uma prioridade importante”, sublinhou.

Outro objectivo é o reforço da relação entre os diversos países de língua portuguesa, numa altura em que se assiste a um aumento exponencial do número de universidades.

“Só em Angola e Moçambique são cerca de 100 universidades: 72 em Angola, e cerca de 30 em Moçambique. Há todo um espaço de grande apetência pelo ensino superior, e de investigação, e nós vamos contribuir o melhor que pudermos para essa contínua integração de universidades”, salientou, ao apontar que a AULP vai dar “especial atenção à ligação às universidades em Timor-Leste e na Guiné-Bissau”.

“Há todo um diferente nível de desenvolvimento nos diferentes países, que vamos procurar estimular”, adiantou, destacando, pela positiva, a recente criação de uma universidade em São Tomé e Príncipe, onde só havia um instituto politécnico.

Rui Martins invocou ainda a maior interligação entre a AULP e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: “A AULP é mais antiga do que a CPLP, e essa também é uma das áreas que estamos a tentar dinamizar, mas é um plano para o futuro”.

Outra das matérias a estudar é a questão da uniformização dos sistemas de avaliação das universidades lusófonas. “Mas não é uma área muito fácil, porque há um sistema de avaliação em Portugal, há outro no Brasil, os países africanos estão agora a começar a desenvolver os seus sistemas. É uma das áreas que vamos analisar, mas isto não é para um ano ou dois”, explicou.

A AULP vai continuar a atribuir anualmente o prémio Fernão Mendes Pinto, para a melhor tese de doutoramento no espaço de língua portuguesa, e a publicar a Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP), acrescentou.

Fundada em 1986, a AULP reúne cerca de 150 universidades públicas e privadas e institutos politécnicos nos países da CPLP e em Macau.

Mais três empresas obtêm terrenos na Ilha da Montanha

Setembro 19, 2014

1 visão geral ilha da montanhaOs projectos de investimento conseguiram obter os lotes pelo preço inicial de licitação, num valor total de 721 milhões de patacas.

 

Iris Lei

 

Três de 33 dos projectos de investimento propostos pelo Governo de Macau às autoridades da Nova Área de Hengqin, Ilha da Montanha, obtiveram parcelas de terrenos em leilão, segundo informação confirmada pelo Instituto para o Comércio e Investimento (IPIM) e pelo Departamento de Solos e Recursos de Zhuhai.

As autoridades de Zhuhai anunciaram também ontem a oferta de mais dois terrenos em leilão, destinadas a finalidade comercial e ao desenvolvimento das indústrias culturais. De acordo com a informação prestada pelo Centro de Comércio e Recursos Públicos de Zhuhai, tratam-se da quarta e quinta ofertas para licitação no período de dois meses.

As autoridades de Zhuhai realizaram no início deste mês um leilão virtual de três terrenos, exclusivamente destinado a empresas de Macau com projectos de investimento seleccionados para o Parque Industrial de Cooperação Macau-Guangdong.

Os três lotes destinam-se a uso comercial, escritórios, convenções e exposições, logística e armazenagem. Cobrem uma área total de 81.500 metros quadrados e foram adquiridos por um valor global de 555 milhões de yuan (721 milhões de patacas).

Os compradores são o grupo Shi Mei Lan, presidido pelo empresário Lucas Lo, também delegado pelo município de Zhuhai à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês; o grupo Dah Chong Hong, listado na Bolsa de Valores de Hong Kong; e a empresa Ieng Loi Investment, promotora de obras públicas local. As três empresas obtiveram os terrenos ao preço inicial de licitação.

Os projectos locais de investimento seleccionados pelo IPIM poderão desenvolver negócios no Parque Industrial de Cooperação Macau-Guangdong na Ilha da Montanha, com uma área de 4,5 quilómetros quadrados e reservada aos sectores da medicina tradicional chinesa, indústrias culturais e criativas, tecnologia da informação, turismo e outros serviços comerciais.

No início de Julho, o IPI divulgou a informação de que sete empresas locais tinham já assinado contratos com as autoridades da Ilha da Montanha com vista a iniciarem ali os seus projectos. Entre estas está o grupo de restauração Future Bright, presidido pelo também deputado Chan Chak Mo, e um projecto cultural – incluindo estúdios de produção audiovisual e centro de formação – proposto por Lao Ngai Leong, delegado por Macau à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

Stephen Wynn dá aula de Gestão em Macau

Setembro 19, 2014

O empresário Stephen A. Wynn vai estar na próxima semana em Macau, onde irá conduzir um seminário no novo ‘campus’ da Universidade de Macau.

O impacto actual e futuro do turismo em Macau serve de mote ao seminário destinado a alunos e professores da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau que vai ser conduzido, na próxima terça-feira, pelo presidente e CEO da norte-americana Wynn Resorts, que detém uma das seis licenças de jogo em Macau.

A Wynn Macau, que explora dois hotéis e um casino em Macau, prepara a sua ‘entrada’ no Cotai, zona entre as ilhas da Taipa e de Coloane, onde todos os operadores de jogo já têm ou preparam-se para ter um espaço.

O novo complexo, o terceiro com a assinatura Wynn, depois do Wynn Macau e do Encore, representa um investimento na ordem dos quatro mil milhões de dólares norte-americanos e tem a abertura prevista para a primeira metade de 2016.

O “Wynn Palace” vai incluir 1700 quartos de hotel, uma dezena de restaurantes, um ‘spa’, espaços comerciais, clube nocturno e instalações para convenções e entretenimento, com Steve Wynn a prometer uma “forte componente de receitas provenientes da vertente extra jogo”.

No cômputo dos primeiros oito meses do ano, os casinos facturaram 250,37 mil milhões de patacas, valor que traduz um aumento, em termos anuais, de 8,1 por cento.

Contudo, os casinos de Macau fecharam Agosto com receitas de 28,87 mil milhões de patacas, num mês que marcou a terceira diminuição homóloga consecutiva: caíram 6,1 por cento em relação a Agosto de 2013, após quedas anuais homólogas de 3,6 e 3,7 por cento em Junho e Julho, respectivamente, as primeiras registadas desde 2009.

Em Agosto, a Wynn figurava no quinto lugar do ranking das operadoras de jogo, com uma quota de mercado pouco acima dos 10 por cento.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 86 outros seguidores