Eric Fok despede-se de Macau com exposição “Antes da Partida”

Eric Fok apresenta hoje a sua mais recente exposição intitulada “Antes da Partida” onde vai mostrar por volta de dez das suas obras, em tela, e também desenhada em móveis, marcando assim a sua despedida de Macau, de onde vai partir para Taiwan para fazer o seu doutoramento em Arte.

Joana Chantre

joanachantre.pontofinal@gmail.com

“Antes da Partida” é o nome da mais recente exposição do artista local Eric Fok, que se vai realizar hoje no AFA- Art For All Macau, às 18h30. O curador da exposição, André Lui, levantou um pouco o véu sobre o que se vai encontrar na exposição. “Isto vai ser uma exposição individual do Eric Fok e chama-se ‘Antes da Partida’ porque vai ser a sua última mostra de trabalho antes da sua partida para Taiwan, onde planeia tirar o seu doutoramento em Arte”, começa por explicar o arquitecto de profissão.

Eric Fok é um artista de 31 anos que apesar da sua jovem idade conta já com um currículo reconhecido em Macau. Depois de se ter licenciado no Instituto Politécnico de Macau com o curso de Artes Visuais, Eric tem vindo a destacar-se no panorama artístico do território com os seus trabalhos, distinguidos na série “Ilustrated Exhibition – Feira de Bolonha de Livros de Criança”, que fez ‘tour’ nas maiores metrópoles do mundo.

“O estilo dele é um pouco a parecer mapas antigos falsificados. É muito provável que muitos já tenham visto trabalhos dele por Macau, os seus desenhos são tal e qual uma gravura da época do Renascimento”, disse André Lui. O curador refere-se ao estilo do artista, muito semelhante ao estilo arcaico da época do Renascimento. “É algo um tanto surreal e ele joga com alguns elementos históricos também modernos, fala da alogia da mudança e a história de Macau”, assinala.

Nesta exposição o artista vai não só exibir trabalhos novos, como algumas das obras que já são bastante antigas. “Ele já começou há uns anos com o tema ‘Paraíso’, portanto uma parte das obras da exposição faz parte ainda desta exposição antiga. Mas há também obras feitas nos últimos anos durante este período que ele esteve em Macau, fechado e isolado tal como nós todos. Ele trabalhou todos os dias a tentar desenvolver alguns novos temas e aqui nesta exposição as pessoas poderão ver algumas tentativas novas. Por exemplo, pode-se ver que surgem alguns elementos ligados com a imigração, com o envolvimento desse problema, também há uma obra sobre o 25 de Abril em Portugal. Agora os temas dele estão mais variados, não são só mapas”, garante ao PONTO FINAL.

O artista, que considera Wong Ka Long, Luís de Camões, Jao Tsung-I e Matteo Ricci as suas maiores fontes de inspiração, pediu a André Lui para que fosse o curador deste seu evento de “despedida”. “Acho que o que se pode experienciar aqui é uma mostra de transição de mudança ou de tentativa dela antes de se mudar para Taiwan, porque ele fez o mestrado em Taiwan e agora vai partir outra vez para o mesmo sítio para tirar o doutoramento”, acrescenta. Quanto aos desenhos expostos, André Lui revela que serão cerca de 10, em tamanhos diferentes, sendo que um deles vai chegar até a 1,20 metros de altura, tal como outras obras de desenhos feitos em móveis. “É um género de caixas de madeira onde se podem guardar coisas”, conclui o curador.

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