Junho, “o mês de Portugal em Macau”

Cinema, música, teatro, literatura. Este ano, as comemorações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas vão prolongar-se por várias semanas. Para além dos “The Gift”, o “mês de Portugal em Macau” traz ainda ao território o escritor José Manuel Saraiva, a obra de Graça Morais e “Balada de um Batráquio”, a curta de Leonor Teles que venceu o Urso de Ouro, em Berlim.

1.Camões

O Cônsul Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vítor Sereno, apresentou ontem, no auditório Dr. Stanley Ho, do Consulado-Geral de Portugal, o programa das celebrações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

A celebração do dia nacional de Portugal estende-se, este ano, por várias semanas, com o objectivo de fazer de “Junho o mês de Portugal” em Macau, adiantou ontem Vítor Sereno: “Esta ideia, dinamizada em conjunto com algumas entidades de Macau, irá ser apresentada em breve e de viva voz ao Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura”. A ideia, explicou Sereno, é fazer de Junho “um momento de mobilização efectiva, um momento de mobilização conjunta, de vários agentes culturais, de vários agentes económicos e institucionais em torno da promoção de Portugal e também das estreitíssimas relações de amizade e de cooperação que nos unem, a esta Região Administrativa Especial”, afirmou.

O Cônsul Geral de Portugal em Macau e Hong Kong defendeu que o conceito “Junho, mês de Portugal” deverá constituir um contributo à diversificação da economia do território: “Estamos a contribuir para esta diversificação através de um elencar de eventos culturais e artísticos ligados a Portugal e à cultura portuguesa”, defendeu Sereno.

A edição inaugural do novo formato das celebrações do 10 de Junho engloba um vasto programa que conta com mais de uma dezena e meia de eventos.

As actividades arrancam a 1 de Junho, estendem-se até 30 de Junho e irão decorrer em vários espaços da cidade. Às comemorações do 10 de Junho, associa-se, a Casa de Portugal, o Instituto Português do Oriente (IPOR), a Fundação Oriente, o Clube Militar e a Livraria Portuguesa. O programa de celebrações conta ainda com o patrocínio do BNU, com o apoio da Fundação Macau e do Instituto Cultural e com a colaboração de outras empresas portuguesas que ajudaram a viabilizar o projecto.

Com o apoio do Clube Militar e nas instalações do organismo, irá decorrer entre 1 e 12 de Junho uma retrospectiva individual de pintura de uma das mais consagradas pintoras portuguesas da actualidade, Graça Morais. A vinda da pintora ao território chegou a estar equacionada, mas acabou por ser cancelada por motivos pessoais, explicou Manuel Geraldes, da direcção do Clube Militar, ao PONTO FINAL.

Ao longo do mês haverá outras exposições: uma de cerâmica no Consulado Geral de Portugal, outra de tapeçaria de Arraiolos na Residência Oficial e ainda uma exposição individual pintura da autoria de Natália Gromicho, na Casa Garden. A artista desloca-se ao território para uma residência artística e um atelier aberto.

Para 2 de Junho está agendado o já anunciado concerto dos “The Gift”, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau. Entre 3 e 13 de Junho, o Clube Militar acolhe uma nova edição do Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal.

Já o escritor José Manuel Saraiva irá estar na RAEM pela primeira vez a convite do Consulado Geral de Portugal. O autor e antigo jornalista do Expresso estará presente, a 8 de Junho, na inauguração da Mostra do Livro Português, uma iniciativa que decorre na Livraria Portuguesa. José Manuel Saraiva conta com vários livros escritos como, entre os quais “Rosa Brava”, “As lágrimas de Aquiles” ou “A última Carta de Carlota Joaquina”.

No capítulo da sétima arte, Macau vai voltar a receber a extensão do Indie Lisboa 2015, sendo a Portugal Film a responsável pela selecção dos filmes. A produtora irá trazer ao território algumas curtas e longas metragens, como “Balada de um Batráquio”, a curta que venceu o Urso de Ouro em Berlim. A mostra de cinema irá decorrer em três sessões, de 11 a 13 de Junho, na Cinemateca Paixão.

No âmbito das artes de palco, destaque para a peça de teatro “Meu jantar com André”, traduzida por Jacinto Lucas Pires e encenada por Manuel Wiborg e representada por Wiborg e por Diogo Dória. Durante a madrugada, foi ontem ainda anunciado, o Café Oriente, no IPOR, estará aberto para a transmissão dos jogos da selecção portuguesa no europeu de futebol.

As cerimónias do 10 de Junho propriamente dito irão decorrer nos locais habituais e nelas se incluem o içar da bandeira no Consulado Geral de Portugal e a tradicional romagem à Gruta de Camões, onde será depositada uma coroa de flores.

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