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Recontagem não altera mandatos

Setembro 23, 2009

A inclusão nos resultados finais de grande parte dos votos que tinham sido declarados inválidos não influi na distribuição dos doze mandatos de deputado no sufrágio directo para a Assembleia Legislativa. Dois dias depois de encerradas as urnas, muda apenas a expressão absoluta das votações, a beneficiar sobretudo os Operários, os Kaifong e a lista de Chan Meng Kam.

Maria Caetano

Dois dias depois de encerradas as urnas das eleições para a Assembleia Legislativa a recontagem e inclusão de novos votos, antes considerados nulos, não tiveram expressão significativa nos resultados finais da votação.
Não foram postos em causa os mandatos de deputados distribuídos de acordo com os resultados provisórios, havendo porém algumas listas que engrossaram substancialmente a sua votação.
De todas, foi a União para o Desenvolvimento que mais beneficiou da reconsideração dos critérios que inicialmente determinaram a nulidade de 6539 votos, dos quais 5467 (84 por cento) acabaram por ser validados após o processo de nova verificação realizado pela Assembleia de Apuramento Geral.
A lista dos Operários, com a numeração 12, acabou por receber mais 1012 votos, alcançando um total de 22.101 boletins de votos válidos creditados na sua plataforma política.
Também a União Promotora para o Progresso acabou por receber mais 991 votos, para um total de 15.033, o que não chega para eleger um segundo deputado ao hemiciclo, mas permite ainda assim ultrapassar a votação obtida pela Nova União para o Desenvolvimento de Macau liderada por Angela Leong, passando a ser a quarta mais votada.
Entre as listas que mais votos receberam por via da recontagem levada a cabo pela Assembleia de Apuramento Geral está ainda a Associação de Cidadãos Unidos de Macau, de Chan Meng Kam, que recebeu mais 768 carimbos dos eleitores apostos ao boletim de voto de forma a terem gerado dúvidas entre os responsáveis pela contagem de votos neste processo eleitoral.

Falhar o quadrado

Ontem, durante o processo de revalidação dos boletins anulados, o organismo encarregue de enviar os resultados finais do escrutínio à Comissão de Assuntos Eleitorais mostrou vários exemplares onde o símbolo de voto do carimbo estava um pouco por todo o lado na superfície dos boletins, menos no sítio onde deveria estar – uma grande quadrícula, que não deveria deixar margem para dúvidas sobre o local onde assinalar a intenção de voto.
Muitos dos eleitores preferiram, no entanto, apor o carimbo exactamente sobre o nome ou símbolo das listas candidatas – talvez com o propósito de tornar mais clara qual a lista da sua predilecção.
O certo é que a opção acabou por deixar mais dúvidas que certezas, levando a que os resultados finais das eleições para a Assembleia Legislativa só viessem a ser totalmente apurados ao início da noite de ontem – eram 20h10 -, perto de 48 horas depois de terem sido encerradas as urnas.
A recontagem acabou por não baralhar as contas ou alterar mandatos, mas retirou ‘pequenas vitórias’ a algumas das listas. A título de curiosidade, a Nova Esperança de Pereira Coutinho perdeu o estatuto de vencedora no posto de votação de Coloane. De entre 49 votos inicialmente classificados como nulos, 44 acabaram por ser validados pela Assembleia de Apuramento Geral, permitindo aos Kaifong ultrapassarem a Nova Esperança em sete votos nos resultados das urnas da Escola Luso-Chinesa de Coloane.
Na validação de grande parte dos votos nulos das 28 assembleias de voto de Macau, a Associação Próspero Macau Democrático alargou a votação para 16.907 (mais 484); a Nova Esperança passou a contar 13.159 votos (mais 257); a Associação Novo Macau Democrático subiu aos 11.303 (mais 280); a União de Macau-Guangdong alcançou 10.827 votos (mais 486). Também a Aliança para a Mudança aumentou a expressão do seu apoio para 8191 votos (mais 336); e a União para o Progresso e Desenvolvimento passou a ter 5556 votos (mais 185).
Com novos votos validados inferiores a uma centena, o Observatório Cívico engrossou a votação para 5396, com mais 67 votos; a Associação de Apoio à Comunidade e Proximidade do Povo obteve mais 58 votos, para um total de 2392 boletins validados a seu favor; a Equipa de Justiça alargou o apoio para 1671 votos, com mais 44; a Associação de Activismo para a Democracia alcançou mais 22 votos, para 1162; a Voz Plural captou mais 26 votos, para um total de 931; e a Aliança da Democracia e de Sociedade – a menos votada de todas as listas – conquistou mais nove votos, para 265.

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