Ella Lei e Leong Sun Iok reiteram necessidade de apoio a trabalhadores afectados pela pandemia

FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

Os parlamentares Ella Lei e Leong Sun Iok emitiram um comunicado de imprensa conjunto apelando para que haja apoio e consideração pelos trabalhadores afectados pelas medidas de prevenção da epidemia. Instaram também para que o público se mantenha informado e preste atenção à informação do Governo, e que as operadoras promovam mais medidas de apoio para os seus trabalhadores afectados.

Joana Chantre

joanachantre.pontofinal@gmail.com

Os deputados Ella Lei e Leong Sun Iok enviaram um comunicado redações apelando ao apoio aos trabalhadores afectados pelas medidas de prevenção da pandemia. O apelo surge em resposta ao aparecimento de mais três casos de infecções locais e que levaram o Governo a anunciar um estado de prevenção imediata devido à possibilidade de surto local, com testes à população em massa e reforço das medidas de controlo nas fronteiras.

No comunicado, os deputados afirmam que esperam que as empresas com meios para o fazer forneçam apoio de alojamento aos empregados transfronteiriços na medida do possível, e estudem a formulação de um mecanismo para fornecer assistência às empresas ou empregados afectados para superar as dificuldades. Foi mencionada também a possibilidade de ser posto em práctica um mecanismo para ajudar as empresas ou empregados afectados a ultrapassar os tempos difíceis.

Ella Lei e Leong Sun Iok apontam que o Governo, tendo aprendido com a experiência anterior, lance agora uma proposta mais reforçada onde a ordem e as disposições serão melhoradas nesta nova ronda de testes em massa.

Visto isto, instam também o público em geral a fazer reservas antecipadas e a prestar atenção à informação do Executivo, especialmente à situação de espera nos postos de testes. Os deputados mencionam ainda que tendo em conta os casos anteriores de infecção em alguns pontos de controlo universais, espera-se que o Governo forneça equipamento de protecção adequado ao pessoal dos postos e que todos trabalhem em conjunto para prevenir a epidemia.

Os primeiros a serem afectados foram os residentes nas zonas de código vermelho e amarelo e empregados que podem ter dificuldade em viajar entre os dois locais devido às novas medidas de desalfandegamento. De acordo com um aviso emitido por Zhuhai, das 18h do dia 26 às 00 horas do dia 29, excepto para certos grupos de pessoas, todo o tráfego via Zhuhai-Macau será suspenso e as pessoas sujeitas a 14 dias de observação médica isolada. Esta medida afecta dezenas de milhares de residentes de Macau e empregados estrangeiros que vivem no continente. No passado, sob as restrições de imigração, alguns empregadores qualificados forneceram vários tipos de apoio aos seus empregados. Espera-se que mais empresas possam fornecer apoio aos seus empregados e que os hotéis possam disponibilizar quartos a preços favoráveis para eles, referem os deputados.

Os dois casos confirmados foram comunicados nas áreas de código vermelho e amarelo. Mais de 400 pessoas estiveram envolvidas e dezenas de pessoas foram classificadas como contactos próximos.

Segundo a Ella Lei e Leong Sun Iok, as pessoas em causa não vão poder ir trabalhar como habitualmente devido às restrições e, por isso, as suas famílias podem não ter rendimentos durante este período, esperando-se que as empresas forneçam medidas de apoio para os trabalhadores afectados, e não reduzam os seus benefícios.

Os deputados referem que, caso seja possível, as empresas devem também conceder licenças com vencimento para reduzir o impacto no pessoal. No passado, algumas das operadoras implementaram medidas “um mais um” para os trabalhadores afectados para permitir que usufruam de alguns dos benefícios, como receber parte do seu salário para assegurarem algum rendimento durante este período. É esperado que outras empresas com capacidade para o fazer ofereçam assistência também, salientam os legisladores.

Mencionaram que apesar de as empresas, na maioria, compreenderem e cooperarem com as medidas do Governo para prevenir a epidemia, é preciso ter em conta que “o novo vírus pode não desaparecer”, e que o risco de futuros surtos é difícil de avaliar. Dessa forma, sempre que for descoberto um caso local, as medidas preventivas serão estritamente aplicadas e muitas actividades económicas e sociais serão certamente canceladas, com o Governo a aplicar medidas de encerramento obrigatório, conforme apropriado. É de notar que a recorrência da epidemia terá um impacto significativo nas empresas e trabalhadores em causa, sublinham.

Por fim, reiteraram a sua sugestão de que o Executivo, ao mesmo tempo que enfrenta a epidemia, deveria também considerar a formulação de um mecanismo para prestar assistência aos empregados das empresas afectadas para os ajudar a ultrapassar a situação.

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