Mulher usa identidades falsas para burlar comerciante em 70 mil renminbis

FOTOGRAFIA PF

Um homem foi burlado em 70 mil renminbis durante um negócio de troca de moeda. A suspeita é uma mulher, residente de Macau, que terá usado identidades falsas e capturas de ecrã adulteradas. A mulher está acusada de burla de valor elevado e falsificação informática.

André Vinagre

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

Uma mulher burlou um homem em 70 mil renminbis num esquema de troca de dinheiro. Depois de algumas trocas bem sucedidas de renminbis para patacas, o homem acabou por transferir à mulher a quantia de 120 mil renminbis, tendo a mulher apenas transferido o equivalente a 50 mil.

O caso foi detalhado na manhã de ontem numa conferência de imprensa especial da Polícia Judiciária (PJ). O queixoso, um comerciante de Macau, denunciou a burla em Outubro do ano passado e as autoridades verificaram que foi em Julho de 2020 que começaram as trocas de moeda entre a vítima e a suspeita.

Em Setembro do ano passado, a mulher pediu ao homem, que tinha conhecido nas redes sociais, que trocasse 17.125 renminbis por 20 mil patacas. Depois de alguma demora para completar a transacção, a suspeita acabou por depositar o valor na conta da vítima através de uma aplicação de pagamentos electrónicos para que depois a vítima enviasse o equivalente.

As trocas de dinheiro entre os dois sucederam-se. No entanto, ainda em Setembro do ano passado, a suspeita terá criado mais duas identidades falsas na internet para pedir à vítima para trocar dinheiro. No total, as três pessoas pediram ao homem para trocar cerca de 150 mil patacas por 120 mil renminbis. Depois de a vítima ter feito a transferência do equivalente a 120 mil renminbis, recebeu apenas 50 mil renminbis, tendo perdido então 70 mil renminbis.

A PJ verificou depois que tinha sido a mulher a criar as outras duas identidades falsas. A mulher foi detida na noite de sábado, quando tentava atravessar a fronteira das Portas do Cerco. Segundo o porta-voz da PJ, a mulher admitiu o crime e que criou identidades falsas e capturas de ecrã adulteradas para enganar o homem.

Na conferência da tarde, a PJ deu conta de um outro caso de burla de valor elevado e de cheque sem provisão. Este caso envolve quatro vítimas. Uma das vítimas comprou na internet produtos secos do mar com sucesso, por isso avisou os amigos de que havia uma mulher que vendia estes produtos por preços baixos. Os quatro amigos juntaram-se depois para comprar estes produtos secos, tendo pago no conjunto 539.500 patacas. No entanto, não receberam os produtos.

O grupo chegou ao contacto com a suspeita que, para compensar, lhes passou um cheque no valor de 700 mil patacas. No entanto, quando as vítimas foram ao banco para levantar o montante foi-lhes dito que o cheque não tinha provisão. A arguida negou o crime.

Outro crime detalhado na conferência de imprensa das autoridades policiais também tem a ver com a troca de dinheiro. A vítima transferiu para o suspeito a quantia de 100 mil dólares de Hong Kong e ficou à espera de receber 90 mil renminbis. No entanto, recebeu mais tarde uma mensagem a avisar que a transferência não tinha sido procedida com sucesso. O suspeito fugiu depois para o interior da China e tentou voltar a Macau na passada quinta-feira, quando foi detido pelas autoridades locais. O homem negou o crime.

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