Autoridades analisam 25 pedidos de estrangeiros que querem voltar a Macau

Leong Iek Hou (FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO)

Até ao momento, as autoridades sanitárias da RAEM receberam um total de 25 pedidos de estrangeiros que se encontram na região vizinha de Hong Kong e querem entrar em Macau. Alguns processos carecem de documentação extra, encontrando-se em apreciação profunda. A nenhum foi dado um OK.

Gonçalo Lobo Pinheiro

goncalolobopinheiro.pontofinal@gmail.com

A partir de ontem, os estrangeiros vindos de Hong Kong devidamente autorizados pelas autoridades da RAEM podem entrar no território. A medida anunciada há mais de uma semana permitiu que 25 interessados se candidatassem a partir do passado dia 15 de Setembro para entrar em Macau. Até ao momento, nenhum foi autorizado a fazê-lo, sendo que os processos estão em apreciação. “Há 25 pedidos desde o dia 15 de Setembro, a maioria a envolver cônjuges ou familiares próximos. Há ainda dois casos de alunos e dois casos relativos a actividades comerciais relevantes na cidade. Há uma parte das pessoas que ainda estão a entregar documentação, pelo que todos os processos se encontram em apreciação. Não há ainda qualquer autorização de entrada”, revelou Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença.

Recorde-se que os Serviços de Saúde lançaram a benesse, mas referiram logo que o processo não seria fácil. Na altura do anúncio, a mesma responsável afirmou que as autoridades apenas permitiriam a entrada a não-residentes que precisassem de tratar de assuntos urgentes. “Todos têm de requerer e aguardar a análise da nossa parte. E depois, se for concedida permissão, todos terão de se sujeitar a 14 dias de observação médica. Prevemos que não haverá grande procura para isto”, notou, então, Leong Iek Hou, que acrescentou que todos os candidatos terão de ter estado em Hong Kong há mais de 21 dias e apresentar um certificado de teste de ácido nucleico Covid-19 negativo.

A possível criação de uma bolha de viagem entre Macau e Hong Kong, outro tema sempre em cima da mesa nas conferências de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, continua em discussão entre os dois territórios e Pequim, sendo que, até ao momento tudo continua como dantes, reiterou Leong Iek Hou.

Marcação de vacinação aumentou para o dobro

As autoridades revelaram que, após o anúncio que todos os trabalhadores, sejam no público ou do privado, têm de ser vacinados contra a Covid-19 ou, em alternativa, efectuar um teste de ácido nucleico de sete em sete dias, “a vontade da população aumentou, pelo menos, para o dobro”. “Com esse cenário, aumentámos as vagas disponíveis para marcações nos Centros de Saúde”, assumiu Tai Wai Hou, médico e coordenador do programa de vacinação da RAEM.

O mesmo responsável falou ainda sobre as alergias relacionadas com a toma das vacinas. Para Tai Wai Hou, a análise tem sempre de ser feita com a devida ponderação. “Há vários tipos de alergias, mas apenas aqueles indivíduos que têm alergias a algum dos componentes das vacinas é que não se podem vacinar. Quem padece de outras alergias não está nesse grupo de pessoas”, afirmou, assumindo que, claro, “muitas pessoas desconhecem que alergias têm”.

“Se depois da primeira dose não ocorrerem problemas de maior, em princípio as pessoas podem tomar a segunda dose. Claro que há casos pontuais em que a vacinação terá de ser suspensa. Se uma pessoa estiver com gripe, por exemplo, não pode tomar a vacina enquanto não se curar. Ao mesmo tempo quem tiver a diabetes e a tensão arterial desregulada também não pode receber a inoculação”, explicou o médico, que garantiu que idosos, doentes crónicos e pessoas com doenças oncológicas, salvo indicação dos médicos, “devem mesmo tomar a vacina porque são grupos de risco, e se não tomarem as consequências podem ser muito graves”.

Até ao momento, revelaram os Serviços de Saúde, foram emitidos pelas autoridades médicas do território 609 certificados para suspensão ou não toma da vacina. Desses, 196 destinaram-se a grávidas.

Contudo, e desmistificando a questão, garante Lei Iek Hou, as mães que amamentam estão todas convidadas a tomar a vacina contra a Covid-19. “Não há dados que mostrem que mães a amamentar não podem tomar a vacina. Aliás, através da amamentação, as mães conseguem passar aos seus filhos anticorpos. Não é necessário, em condições normais, suspender a amamentação depois de uma inoculação”, explicou a responsável.

Tempo ainda para a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença divulgar que, em estreita relação com o Instituto do Desporto (ID) e em consonância com as regras aplicadas nos Jogos Nacionais que estão a ter lugar em Xi’An, “os participantes da maratona de Macau terão de estar vacinados contra a Covid-19 e ser portadores de um teste de ácido nucleico negativo”. “O ID está ainda estabelecer diversos padrões para as actividades desportivas que virão num futuro próximo.”

Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 649.564 doses de vacinas contra a Covid-19. 348.347 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 45.087 indivíduos e 303.260 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. Nas últimas 24h, ocorreram 24 notificações de eventos adversos (24 eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido nove casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e 15 casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 2.773 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (2.765) considerados adversos ligeiros e apenas oito graves.

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