Novo Macau quer ajudar Au Kam San e Ng Kuok Cheong a organizar vigília e exposição sobre Tiananmen

Depois de o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) ter negado a realização da exposição de fotografias de Tiananmen por, segundo o organismo, os espaços estarem todos lotados, a Associação Novo Macau disponibilizou-se para ajudar a União de Macau para o Desenvolvimento da Democracia na organização da mostra e da vigília de 4 de Junho. “Espero que os organizadores lutem até ao fim”, afirmou Sulu Sou.

André Vinagre

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

Pelo segundo ano consecutivo não se vai realizar a exposição itinerante que mostra imagens e documentos sobre o massacre de Tiananmen e, por isso, a Associação Novo Macau quer saber como é que pode ajudar os organizadores, a União de Macau para o Desenvolvimento da Democracia, de Au Kam San e Ng Kuok Cheong.

À margem da conferência de imprensa sobre o plano director, Sulu Sou, vice-presidente da Novo Macau, comentou a rejeição do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) à exposição dos democratas e referiu que, apesar de a Novo Macau não ser a organizadora da iniciativa, os democratas têm “a responsabilidade de dar apoio a essas actividades, especialmente no que toca à protecção dos direitos humanos”.

“A curto prazo, nós vamos comunicar com os organizadores da exposição e discutir como é que a Associação Novo Macau pode ajudar”, afirmou o deputado.

Há um ano, o IAM tinha justificado a rejeição da exposição com as preocupações pandémicas. Este ano, o organismo liderado por José Tavares disse que todos os locais onde a União de Macau para o Desenvolvimento da Democracia queria expor as imagens ao longo do próximo mês já estavam reservados. Ao PONTO FINAL, o presidente do conselho de administração do IAM disse não se recordar de quais os eventos marcados para as datas e locais em causa.

Sulu Sou disse que “esta não é uma boa desculpa”. “No ano passado, as razões tinham a ver com a prevenção da pandemia, mas, passado um ano, a situação pandémica é outra. Então, eles já não podem usar a mesma justificação para interferir no direito à reunião”, disse. O democrata alertou que, “se o Governo não quer ter mais conflitos sociais, deve coordenar os espaços públicos para aprovar os pedidos das associações sociais para realizarem actividades”.

“Espero que os organizadores lutem até ao fim porque eles têm muitas maneiras de lutar”, afirmou o deputado democrata, chamando a atenção para os mecanismos judiciais disponíveis para que a exposição ainda se possa realizar. Há também a opção de a exposição poder vir a ser realizada noutras datas, assinalou Sulu Sou.

Também quanto à vigília da noite de 4 de Junho, Sulu Sou mostrou-se disponível para dialogar com Au Kam San e Ng Kuok Cheong. “Nós vamos continuar em comunicação com os organizadores da vigília e, se necessário, a Novo Macau vai usar todos os meios para dar apoio”, disse.

No ano passado, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) não permitiu que a vigília da noite de 4 de Junho se realizasse por preocupações com a pandemia. Na sequência, a Novo Macau apresentou um pedido para que se realizassem “mini vigílias” de cinco pessoas no Largo do Senado, mas o CPSP também recusou o pedido.

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