Sulu Sou quer debate na AL pelo fim do abate de animais vadios

FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

O deputado apresentou, junto da Assembleia Legislativa (AL), um pedido para que seja realizado um debate sobre os animais vadios em Macau. Na opinião de Sulu Sou, o Governo deve substituir o abate destes animais pelo programa de captura, esterilização e devolução às ruas. 

André Vinagre

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

Sulu Sou quer realizar um debate na Assembleia Legislativa (AL) sobre o destino dado pelo Governo aos animais vadios de Macau. O deputado democrata sugere que o Executivo deve substituir o abate dos animais errantes pelo programa de captura, esterilização e devolução às ruas. A proposta de debate vai ser votada na reunião plenária que se vai realizar quinta-feira.  

Na nota justificativa que acompanha a proposta de Sulu Sou, o democrata lembra que no dia 4 de Abril se assinalou o Dia Mundial dos Animais de Rua. Segundo números do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), entre 2007 e 2020, foram capturados 7.520 cães vadios, dos quais 5.565 foram abatidos. Ou seja, em média, morrem no canil municipal 33 cães por mês. Além disso, foram capturados 3.691 gatos, dos quais foram abatidos 453.

“Por trás destes números cruéis, estão vidas preciosas”, sublinha o democrata, acrescentando que “a captura e o abate nunca conseguem acompanhar o crescimento exponencial da reprodução, tanto mais que o abate infinito não se compadece com o espírito de protecção dos animais”.

O programa que Sulu Sou sugere consiste na captura de animais vadios, para efeitos de esterilização e vacinação, para depois serem devolvidos ao local de origem ou a outras áreas, como reservas naturais, por exemplo. O deputado eleito pela via directa nota mesmo que muitas associações e voluntários manifestaram disponibilidade para colaborar com as autoridades na promoção de acções de sensibilização, bem como na gestão do programa.

Este programa já foi utilizado pelas autoridades entre 2007 e 2015. Segundo dados do antigo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), citados pelo deputado, em 2007, foram capturados 1.875 gatos vadios. Esses gatos foram depois esterilizados e devolvidos, sob os cuidados dos voluntários. O número de abates caiu para seis, em 2009. Ainda assim, o programa acabou por ser suspenso em 2015. Por isso, diz Sulu Sou, a reactivação deste plano “tem sido, nos últimos anos, uma forte solicitação da sociedade”. 

“A reprodução descontrolada dos animais vadios põe em causa o seu bem-estar, e releva para a higiene e segurança ambiental. Trata-se de uma questão incontornável, pois não se deve continuar a pensar ‘longe da vista, longe do coração’. Apesar da falta de consenso, no Governo e na sociedade, sobre os pormenores da aplicação do referido programa, é urgente realizar estudos para encontrar uma solução, isto é, aperfeiçoar o programa ou adoptar outras medidas mais adequadas”, escreve Sulu Sou no pedido de debate no hemiciclo.

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