Não-residentes com autorização de permanência podem inscrever-se para vacinação a partir de amanhã

FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

As autoridades anunciaram ontem que os não-residentes que não estão a trabalhar mas que têm uma autorização de permanência em Macau vão poder inscrever-se para serem vacinados a partir de amanhã. No entanto, vão ter de pagar 500 patacas pelas duas doses da vacina. Na conferência de ontem, os Serviços de Saúde admitiram que a baixa taxa de inoculação está a prejudicar as negociações relativas a um futuro passaporte de vacinação.

André Vinagre

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

A partir de amanhã, também os não-residentes que apesar de não estarem a trabalhar têm autorização para permanência em Macau vão poder inscrever-se para serem vacinados contra a  Covid-19. O alargamento do âmbito do plano de vacinação foi ontem anunciado pelas autoridades de saúde em conferência de imprensa. Também os estudantes não residentes vão poder inscrever-se para serem inoculados. Porém, enquanto que para estes estudantes a vacinação é gratuita, os não-residentes com autorização de permanência em Macau terão de pagar 500 patacas pelas duas doses da vacina.

Estes dois grupos vão poder inscrever-se para a vacinação a partir do dia 9 de Abril, e vão poder receber a vacina da Sinopharm a partir do dia seguinte e a vacina da BioNTech a partir de 12 de Abril. Leong Iek Hou, coordenadora do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, garantiu que serão disponibilizadas informações claras para os não-residentes se poderem inscrever para serem inoculados. O alargamento da vacinação para não-residentes com autorização de permanência abrange os agregados familiares dos trabalhadores não-residentes.

Esta é a terceira fase do plano de vacinação. Inicialmente, a vacinação estava disponível apenas para cidadãos prioritários. Numa segunda fase, o plano de vacinação foi aberto aos residentes comuns. Por fim, no passado dia 9 de Março, também os trabalhadores não-residentes puderam inscrever-se para serem vacinados.

Na conferência de imprensa de ontem, Tai Wa Hou, coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19, voltou a dar conta do pouco interesse da população em relação à vacinação. A taxa de vacinação está agora nos 6%, ou seja, “abaixo do previsto”, admitiu o responsável. Até à tarde de ontem pouco mais de 27 mil pessoas tinham as duas doses da vacina, 16 mil com a Sinopharm e 11 mil com a BioNTech. Há ainda cerca de 41 mil pessoas com a primeira dose da vacina. De acordo com o responsável, apesar de Macau ter capacidade para vacinar cinco mil pessoas por dia, tem vacinado, em média, mil pessoas diariamente.

Segundo Tai Wa Hou, a baixa taxa de vacinação está a afectar a capacidade de Macau negociar políticas de entrada e saída com outros territórios. Questionado sobre a possibilidade de ser lançado um passaporte de vacinação para os residentes de Macau, o responsável explicou que quanto mais alta for a taxa de vacinação, mais fácil será negociar com outras regiões a adopção de um passaporte de vacinação. “Actualmente só podemos negociar com o interior da China”, assumiu.

As autoridades de saúde foram também questionadas acerca das dúvidas em relação à vacina da AstraZeneca, mas garantiram que o Governo mantém os planos para a importação das 400 mil doses desta vacina, que devem chegar no terceiro trimestre do ano.

Em relação aos defeitos nas embalagens detectadas nas vacinas mRNA, as autoridades de Macau dizem continuar à espera das conclusões do relatório de investigação da BioNTech. Até lá, essas vacinas serão armazenadas.

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