Infantários vão reabrir para crianças com menos de três anos a partir de 21 de Setembro

FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS/ARQUIVO

As crianças com idade inferior a três anos vão regressar aos jardins de infância a partir de 21 de Setembro, tendo a decisão sido tomada depois de uma reunião entre a DSEJ e 66 entidades, anunciou ontem Wong Ka Ki, em conferência de imprensa. Já as creches vão continuar encerradas para crianças que não sejam abrangidas pelas medidas cordiais. Os Serviços de Saúde revelaram ainda que o Governo encetou contactos com a GAVI para a aquisição de uma futura vacina contra a covid-19.

Eduardo Santiago

eduardosantiago.pontofinal@gmail.com

A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) autorizou o regresso de crianças com menos de três anos aos infantários a partir dos dias 21 ou 28 de Setembro, anunciou ontem Wong Ka Ki, chefe do departamento de ensino da DSEJ, em conferência de imprensa. O representante da DSEJ explicou que a medida foi tomada após uma reunião com 66 organizações e associações que prestam serviços de educação, e que os jardins de infância vão ter de seguir as orientações específicas para reabrir as portas para as crianças com idade inferior a três anos.

“Na verdade, nós nunca queremos alterar a nossa posição, mas, entretanto, também queremos encontrar oportunidades para permitir às crianças com menos de três anos regressarem à escola. Depois de nos reunirmos com 66 entidades e de fazermos uma análise às medidas implementadas, trocámos impressões sobre o plano que irá permitir o regresso das crianças com menos de três anos aos jardins de infância”, começou por dizer Wong Ka Ki.

De acordo com o representante da DSEJ, os infantários vão ter à disposição duas datas para o regresso das crianças com menos de três anos. “Vão poder começar a receber crianças com menos de três anos a 21 ou 28 de Setembro, sendo que as escolas têm de fazer um ajustamento às medidas, como instalar placas divisórias. Estas duas datas foram definidas para que as escolas possam escolher. Se conseguirem arranjar os preparativos mais rápido podem abrir no dia 21 de Setembro”, indicou Wong Ka Ki.

Para além das instalações de placas divisórias, os infantários são obrigados a seguir uma série de medidas da DSEJ e dos Serviços de Saúde para acolher as crianças. 

“Em primeiro lugar têm de manter certas distâncias, em segundo lugar instalar na sala de aula divisórias, em terceiro ajustar as actividades e as aulas para reduzir o contacto, em quarto lugar reduzir o contacto ao não organizar aulas combinadas, e em quinto lugar reforçar a sensibilização dos familiares, permitindo às crianças irem às aulas”, enumerou o representante da DSEJ, que não avançou o número de crianças abrangidas pela nova medida.

Wong Ka Ki assinalou que a medida não abrange as creches, que assim irão permanecer encerradas para crianças com menos de três anos, salvo excepções relacionadas com as medidas cordiais. “As creches vão continuar fechadas, nada foi alterado em relação às creches. Quanto às medidas cordiais, até agora recebemos 400 pedidos. Depois de verificação há cerca de 300 que podem seguir estas medidas cordiais. A DSEJ tem em consideração a segurança das crianças. Fizemos um ajustamento em tempo oportuno para que os pais e os encarregados de educação tenham outra opção”, afirmou Wong Ka Ki.

Outra das novidades apresentadas pelo representante da DSEJ está relacionada com o início dos testes de rastreio à covid-19 aos estudantes e funcionários das escolas de Macau que vivem do outro lado da fronteira. “O próximo teste vai ser organizado no dia 12 Setembro. Os trabalhadores e estudantes transfronteiriços podem, através do Wechat, ligar à página de internet e depois fazer a marcação do teste ácido nucleico. Podem fazer a marcação do teste ácido nucleico no hospital indicado. As marcações devem ser feitas todas as sextas-feiras”, referiu Wong Ka Ki, citado pela Rádio Macau.

Governo no terreno para adquirir vacina contra a covid-19

Apesar de ainda não haver uma vacina contra a covid-19 no mercado, o Governo já entrou em contacto com a Cimeira Global da Aliança das Vacinas (GAVI) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) para saber mais informações sobre o desenvolvimento de uma vacina eficaz, afirmou Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Doenças Infecciosas e Vigilância da Doença, na conferência de imprensa.

“Estamos a dialogar com a GAVI [Cimeira Global da Aliança das Vacinas]. O Governo já enviou uma carta a dizer que estamos interessados na aquisição de uma vacina e estamos a aguardar uma resposta da GAVI e da OMS. Para além de estarmos em contacto com as associações internacionais também contactámos empresas que têm uma vacina na terceira fase de testes, nomeadamente para saber o grau de desenvolvimento e os critérios utilizados na produção dessas vacinas”, referiu Leong Iek Hou.

Questionada sobre a quantidade de vacinas que o Governo pretende adquirir no futuro, a representante dos Serviços de Saúde assegurou que será para toda a população de Macau. “Queremos adquirir vacinas suficientes para todos os residentes de Macau, mas neste momento a vacina ainda não está pronta. Há muitos países e regiões à procura de vacina e a OMS já disse que os trabalhadores da linha da frente e as regiões mais afectadas iriam ter prioridade”, disse.

No entanto, Leong Iek Hou frisou que a descoberta de uma vacina não significa que as restrições à chegada sejam levantadas. “Até ao momento ainda não há uma vacina que tenha concluído a 3ª fase. As vacinas variam muito na sua acção, algumas, como a do sarampo, atingem 99% de protecção, mas há outras com índice de protecção mais baixo, como a vacina da gripe, que protege entre 60 a 70%. Para a covid-19 ainda não sabemos o resultado. Mesmo depois de termos uma vacina não significa que um estrangeiro não tenha de fazer observação médica à chegada. Mesmo depois de ser vacinado pode ter de ficar em observação médica, mas neste momento ainda é difícil de ter uma resposta concreta”.

DST anunciou alterações ao processo de observação médica nos hotéis designados

Desde 1 de Setembro, todos os residentes de Macau que tenham realizado observação médica num os hotéis designados são obrigados a pagar 5.600 patacas caso repitam a quarentena à entrada no território. Na conferência de imprensa, a chefe da Divisão de Relações Públicas da Direcção dos Serviços de Turismo, Lau Fong Chi, anunciou que há novas regras no pagamento de quarentena para facilitar a verificação dos dados. 

“Devido à dificuldade de verificação se os residentes estiveram em Macau 183 dias consecutivos nos 365 dias que precederam a chegada ao território, vamos implementar um processo em que os hotéis vão deduzir as 5.600 patacas aos residentes na altura do ‘check-in’ e quando fizerem o ‘check-out’ esse montante será devolvido”, explicou Lau Fong Chi.

Em relação à cobrança das despesas dos hotéis designados para quarentena, Leong Iek Hou disse que os dados das pessoas que não pagaram na primeira ronda já foram encaminhados para os Serviços de Finanças. “Sabemos que na primeira ronda houve muitas pessoas que não são residentes de Macau. Na segunda ronda, a maior parte são de Macau. Na primeira ronda, todos os dados das pessoas que não pagaram as despesas já foram encaminhados aos Serviços de Finanças e vamos pedir para que paguem essas despesas”, afirmou Leong Iek Hou.

 

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