Professores apelam ao Governo por revisão da administração da DSEJ

FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS/ARQUIVO

Um grupo de professores de escolas públicas dirigiu uma carta aberta à secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, apelando à DSEJ para uma revisão da distribuição dos docentes originalmente contratados para a Escola Oficial de Seac Pai Van, em Coloane. Nessa carta, publicada através do portal All About Macau, os requerentes afirmaram ainda que vão recorrer ao CCAC pela imposição de horas extraordinárias sem compensação. 

Miguel Fan

miguelfan.pontofinal@gmail.com

Um grupo de professores de escolas públicas direccionou uma carta aberta a Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, questionando o novo recrutamento para a Escola Oficial de Seac Pai Van, em Coloane. Na carta, que tinha sido publicada no portal All About Macau a 19 de Junho, os professores em causa revelaram que foram da equipa originalmente contratada para o planeamento do funcionamento dessa escola em Coloane. Os docentes alertaram ainda que têm sido impostas horas extraordinários pelas escolas sem compensação, afirmando que vão denunciar ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC). 

Os requerentes, que se identificam como “um grupo de professores desesperados”, referiram que tinham sido confirmados os seus cargos da Escola Oficial Seac Pai Van há cerca de dois anos, mas não chegaram a ser colocados. Porém, verificaram que a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) voltou recentemente a realizar um concurso de recrutamento para essa escola em Coloane, designada “CN6a” na altura, o que os levou a questionar a decisão das autoridades. “Então não fomos nós os recrutados para a ‘CN6a’? Sentimo-nos muito tristes, como se tivéssemos sido abandonados”, escreveram na carta.

Os professores envolvidos na carta aberta, que trabalham actualmente em escolas públicas, assinalaram ainda a falta de recursos humanos, o que resulta em sobrecarga de trabalho. Acrescentam ainda que o sector de gestão dessas instituições académicas não lhes permite solicitar compensação pelas horas extraordinárias. “Nós, enquanto professores de escolas públicas, também somos humanos. O departamento de gestão não nos deve responsabilizar pela falta de pessoas na escola”, defenderam. Por essa questão, esse grupo de professores revelou que irá proceder a acções de provedoria de justiça no CCAC. 

Na petição, os professores apontam para o facto de que determinadas escolas públicas e a nova Escola Oficial de Seac Pai Van carecem de determinadas disciplinas devido à falta de docentes. Como resultado, explicaram, os docentes têm recebido reclamações constantes dos encarregados dos estudantes. “Como é que explicamos essas falhas humanas aos cidadãos? Devemos dizer que se trata de incompetência do departamento de gestão?”, questionaram. 

O grupo de docentes criticou ainda o departamento de gestão na DSEJ, afirmando que “as complicações das relações interpessoais” e “os responsáveis obviamente fazerem elogios aos superiores para manterem o cargo”. Assim, os professores pediram à secretária para rever a situação com vista a recriar um “sector de educação eficaz e sem corrupções”, e implementar a reforma de administração pública. 

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