Filmes portugueses na Cinemateca Paixão para celebrar Mês de Portugal

Entre os dias 5 e 6 de Junho, a Cinemateca Paixão recebe a 5ª Mostra de Cinema Português em Macau, com nove películas de realizadores portugueses divididas por três sessões. No âmbito das comemorações do Dia de Portugal, a Casa Garden recebe, no sábado, um espectáculo de marionetas de Elisa Vilaça, intitulado “O Arraial”.

Eduardo Santiago

eduardosantiago.pontofinal@gmail.com

O filme “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”, do realizador Tiago Guedes, abre esta sexta-feira, às 21h30, na Cinemateca Paixão, a 5ª Mostra de Cinema Português em Macau, no âmbito do programa oficial de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Entre 5 e 6 de Junho, o evento organizado pela Portugal Film, Fundação Oriente e Casa de Portugal irá apresentar nove películas de realizadores portugueses, divididas por três sessões.

Devido à situação pandémica da Covid-19, as restrições forçaram alterações significativas à proposta original, nomeadamente o cancelamento de um workshop com o realizador Jorge Jácome e a redução do formato da 5ª Mostra de Cinema Português de Macau.

Com o apoio institucional do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, do Instituto Português do Oriente, da AICEP e da associação XCESSU, o filme escolhido para a sessão de abertura foi “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”, de 2019, do realizador Tiago Guedes. A película é uma adaptação de uma peça de Tiago Rodrigues, director do Teatro Nacional D. Maria II e vencedor do Prémio Pessoa 2019, que aborda a temática da ausência e da dor do crescimento. Nesta adaptação para cinema, Tiago Guedes escolheu Maria Abreu – que recebeu o Prémio Revelação nos Caminhos do Cinema Português -, para contar a história de uma menina que, para resolver um problema, decide partir em busca da única pessoa que julga poder ajudá-la: o primeiro ministro. Acompanhada por um urso de peluche com tendências suicidas, a personagem percorre a cidade de Lisboa à procura da solução para os seus problemas.

Para sábado, estão agendadas duas sessões de curtas com alguns dos filmes portugueses que passaram pelos principais festivais de cinema internacionais. A primeira sessão começa às 19h00 com a mais recente curta de Catarina Mourão, “O Mar Enrola na Areia”, que se estreou no festival suíço Visions du Réel. O documentário conta a história de uma personagem que vagueava pelas praias portugueses durante o Estado Novo, e que vivia da caridade dos banhistas. De barbas brancas e fato negro ou branco, “O Homem do Apito” atraía crianças com o seu apito ao pescoço e contava-lhes histórias. 

A realizadora construiu um retrato ficcional desta personagem misteriosa a partir de filmes de família para explorar o espaço sensorial da praia. Na mesma sessão, fazem ainda parte os filmes “Em Casos de Fogo” de Tomás Paula Marques, que venceu a competição de filmes de escola no Festival de San Sebastian; o filme “Invisível Herói” de Cristèle Alves Meira, que se estreou na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2019, e o filme “Past Perfect” de Jorge Jácome, que se estreou na competição de curtas do Festival de Berlim do ano passado.

Na segunda sessão de curtas, agendada para as 21h30 de sábado, vão ser exibidos os filmes “Poder Fantasma”, de Afonso Mota; “Estas Mãos São Minhas”, de André Miguel Ferreira, que venceu o prémio Novíssimos na edição do ano passado do IndieLisboa e o filme “Raposa”, de Leonor Noivo, que foi premiado no FIDMarseille. A sessão encerra com a animação “The Marvelous Misadventures of the Stone Lady”, de Gabriel Abrantes, que estreou na Quinzena dos Realizadores de Cannes, em 2019, e que conta a história de uma escultura que foge do Museu do Louvre. “Cansada de ser um ornamento arquitectónico banal, uma escultura foge do Louvre para se confrontar com a vida real das ruas de Paris”, pode ler-se na sinopse divulgada pela organização.

Espectáculo de marionetas na Casa Garden

No sábado, a Casa Garden acolhe, às 17h00, o espectáculo de marionetas “O Arraial”, de Elisa Vilaça, que conta a história da paixão de uma peixeira por um polícia. A apresentação será feita a partir da interacção entre teatro físico e os típicos Robertos portugueses. A história de amor entre uma peixeira e um polícia é transportada para uma festa de arraial tipicamente portuguesa, onde um gato matreiro tenta roubar o peixe da peixeira. Folclore, tourada e muitas referências à cultura portuguesa acompanham o espectáculo onde a música dá lugar ao texto. 

 

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