Desde 2016 até agora, mais de 2000 casos foram resolvidos com a ajuda do sistema de videovigilância de Macau, designado “Olhos no Céu”. O número foi revelado pelo adjunto do comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), João Rosa, durante a participação no programa Fórum Macau, da Ou Mun Tin Toi, citado pela TDM Rádio.
No mesmo fórum, João Rosa afirmou que as primeiras 50 câmaras de videovigilância com sistema de identificação facial vão ser instaladas e entrar em fase de teste até ao primeiro trimestre do próximo ano. O mesmo acontece com outras 50 câmaras que vão fazer o reconhecimento das matrículas dos veículos.
Sem adiantar pormenores, João Rosa disse que o Gabinete de Protecção dos Dados Pessoais (GPDP) “prestou as instruções para a protecção da privacidade” dos equipamentos com funções de reconhecimento facial, os quais, segundo defendeu, “vão contribuir para a investigação criminal e o combate ao crime em locais considerados críticos”.
A mesma fonte explicou que as imagens captadas nos edifícios habitacionais vão aparecer pixelizadas. Segundo os números fornecidos pelo Governo, está prevista a instalação e entrada em funcionamento de cerca de 2400 câmaras de videovigilância, em seis fases, até 2023. As 200 câmaras com reconhecimento facial e leitura das matrículas dos veículos estão incluídas na terceira e quarta fases. Em Julho, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) confirmou que “duas ou três” das seis operadoras de jogo de Macau estavam a testar tecnologia de reconhecimento facial nos casinos, mas sem dizer quais.
No final de Maio, Mui San Meng, dos SPU, disse na Assembleia Legislativa – em resposta a uma interpelação do deputado Lam Lon Wai – que o número de câmaras de videovigilância vai ser definido “de acordo com a realidade social”.