Suncity favorito a ganhar uma 7.ª licença em Macau

FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS

O director executivo da empresa especializada em jogo 2NT8, Alidad Tash, disse ontem à Lusa que o grupo Suncity, o maior angariador de apostadores VIP do mundo, é favorito a ganhar uma sétima licença em Macau, em 2022. “É possível que venha a acontecer e eles são provavelmente o principal candidato (…), até porque são chineses e esse é um importante critério que o Governo de Macau vai ter em conta” para o anunciado concurso público, explicou à margem da sua intervenção na 13.ª Global Gaming Expo Asia (G2E Asia), que terminou ontem em Macau.

O Governo já anunciou que vai lançar um concurso público, mas não adiantou quais os requisitos, as especificações e o número de licenças que pretende atribuir dentro de três anos, sendo que actualmente há seis operadores a explorarem o jogo (três concessionárias e três subconcessionárias), metade chineses e outra metade com maioria de capital norte-americano.

“Penso que nenhum chefe do executivo vai querer ter sete operadores, quatro dos quais norte-americanos ou estrangeiros”, até porque com o actual cenário “já existe pressão ao nível do Governo” para garantir que o capital maioritário das operadoras seja predominantemente chinês.

Na quarta-feira, o director executivo do grupo Suncity revelou, em entrevista à agência Lusa, que pretende concorrer às concessões de novas licenças de jogo em Macau. “Até agora só houve rumores, não há ainda um comentário oficial [por parte do Governo], mas se houver alguma hipótese de participarmos no concurso público, adorávamos entrar na licitação sobre as concessões”, disse Andrew Lo à Lusa.

O Suncity domina cerca de metade do mercado das apostas VIP na capital mundial do jogo, com 17 salas VIP no território e está presente em todos os grandes operadores na capital mundial do jogo, Melco, MGM, SJM, Galaxy e Wynn e ainda com salas de jogo VIP na Coreia do Sul, Filipinas e Cambodja. O especialista de jogo Alidad Tash sublinhou que o grupo Suncity “é muito agressivo” e ilustrou a ideia com as últimas movimentações no mercado, com investimentos na Rússia, Coreia do Sul, Vietname e inclusive em Macau.

“Todos os actores querem ser realizadores. Todos os ‘junkets’ ou aqueles que gerem pequenos casinos querem ser um dos grandes operadores e donos de um ‘resort’ integrado”, defendeu, para concluir: “Quando é que se tem uma outra oportunidade como esta, se não em Macau de 20 em 20 anos?”.

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