Festival Fringe abre com coreografia caleidoscópica inspirada no bailado clássico indiano

A 18ª edição do Festival Fringe da Cidade de Macau inaugura-se hoje, no Edifício do Antigo Tribunal, com o espectáculo de dança e malabarismo Sigma”, que se desenrola em geometrias caleidoscópicas através de artes de circo e bailado clássico indiano. O PONTO FINAL apresenta aqui o programa para o fim-de-semana inaugural deste evento, que decorre até ao dia 27 de Janeiro.

Cláudia Aranda

claudia.aranda.pontofinal@gmail.com

A 18ª edição do Festival Fringe da Cidade de Macau, organizado pelo Instituto Cultural, inaugura-se hoje no Edifício do Antigo Tribunal, decorrendo ao longo do mês até ao dia 27 de Janeiro, com uma programação que inclui espectáculos, ‘workshops’, palestras ou até crítica artística. Mais logo, às 20 horas, o festival abre com o espectáculo de dança e malabarismo “Sigma”, que se desenrola por cerca de 50 minutos em geometrias caleidoscópicas através de artes de circo e bailado clássico indiano. Com origem no Reino Unido, o espectáculo é produzido pela companhia Gandini Juggling e pela premiada bailarina e coreógrafa de dança ‘Bharatanatyam’, Seeta Patel. “Sigma”, repete-se no sábado, à mesma hora. A companhia Gandini Juggling tem uma reputação de inovação, expandindo os limites da sua forma de arte, combinando o circo contemporâneo com a dança e a narrativa. As suas produções “tendem a desafiar as percepções do que é malabarismo e forçam o limiar do género com a sua direcção única”, lê-se na página electrónica da bailarina Seeta Patel. Por sua vez, “Sigma”, é uma oportunidade para explorar ainda mais esses diálogos e mostrar a multiplicidade da dança Bharatanatyam, do malabarismo e da percussão. Desenvolvido em parceria com Seeta Patel, especialista em Bharatanatyam, e Kati Ylä-Hokkala e Kim Huynh, malabaristas pioneiros da Gandini Juggling, este trabalho “investiga geometrias, matemática e ritmo indianos clássicos, observando semelhanças e diferenças, processos e arquitecturas coreográficas”, descreve a bailarina.

Na tarde de sábado, dia 12 de Janeiro, às 14 horas, inaugura na Praça Jorge Álvares o espectáculo “Conjunto de Música Urbana Interactiva”, uma instalação criada com base no conceito de disponibilizar diferentes instrumentos prontos a serem tocados numa orquestra ao ar livre, com entrada livre e a duração de apenas 15 minutos. Numa fusão de arte urbana e electrónica, cada instrumento é ligado através de sensores, para alimentar cada pintura com vida e música. O público irá interagir com a instalação e perceber que as pinturas podem desencadear a música. Este espectáculo repete-se por vários dias do calendário do festival, e a diferentes horas.

“Quem sou eu? O que faço aqui? Porque tenho que servir os outros?”, é o mote da peça de teatro que se apresenta no sábado, com repetição no domingo, à mesma hora, às 17 horas, “Sonia”, no terraço do Centro Comercial da Praça do Tap Seac (Casa de Vidro). O dramaturgo local Ma Wai In e o encenador Ku Ieng Un vão apresentar esta peça num espaço ao ar livre. Ao colocar os auscultadores, o público vai ouvir uma história que, “dando vida a personagens não-humanas, reproduz a realidade”, indica a comunicação do IC.

O ‘workshop’ criativo “Janelas Efémeras – Arte Urbana nos Terraços” realiza-se sábado e domingo entre as 13 e as 17 horas, na Ponte 9. Trata-se de uma plataforma de partilha que reúne o artista de rua Barlo, de Itália, e a curadora Filipa Simões e os participantes para criar ilustrações em papel de arroz que retratam pessoas e as suas histórias. Seguindo um método estruturado de participação, os formadores dão orientações relativamente ao tema, extensão e natureza da intervenção, com o objectivo de que desta co-produção resultem bem-sucedidas obras de arte. O número de participantes é de até 10 pares, formados por pais e filhos, ou seja, crianças entre os cinco e os 12 anos e um adulto. A inscrição far-se-á por ordem de chegada, sendo que os idiomas usados incluem o cantonense e o inglês.

Ainda no sábado, entre as 15 e as 17 horas, com entrada gratuita, realiza-se a palestra “Fringe Talk: A Linha Entre a Arte e o Quotidiano”, com o mote: “A arte está ultrapassar os limites e a entrar nas nossas rotinas diárias? Ou já estamos a envolver a arte na nossa vida diária e já não há mais fronteiras?”. A conversa será orientada pelos oradores Pak Sheung Chuen, artista conceptual e crítico de arte, de Hong Kong, a música e escritora Siraya Pai, de Taiwan, a letrista Cherrie Leong e a actriz Lei Sam I, de Macau. Cherrie Leong, formada pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, com especialização em Gestão de Turismo Internacional, actual aluna da Escola de Música do Conservatório de Macau foi coordenadora em 2017 do projecto This is my City. Em 2013 apresentou em Hong Kong o espectáculo Light up The Dreams. A actriz Lei formou-se na Universidade de Artes de Taipé, com especialização em Performance, participou em peças infantis, musicais e trabalhou como actriz de dobragens e professora de teatro.

A fechar este fim-se-semana inaugural do Fringe, realiza-se “O Ciclo da Vida”, um ‘workshop’ de desenho orientado pela norte-americana Morgan O’Hara, no domingo, 13 de Janeiro, entre as 10h30 e as13 e as 14h30 e as 18 horas, no espaço R3, do Centro Comercial da Praça do Tap Seac (Casa de Vidro). Durante este workshop de cerca de seis horas, O’Hara guiará os participantes através de exercícios de desenho, usando sequências de rabiscos, como objecto de investigação, para explorar o fenómeno do inconsciente e como este é estimulado através do acto de desenhar.

 

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