Surf Hong: Presidente do ID diz não dar importância a alegados despedimentos

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FOTO EDUARDO MARTINS

Depois dos alegados despedimentos de alguns dos nadadores-salvadores por parte da empresa Surf Hong na sequência da greve que os trabalhadores fizeram no passado mês de Agosto, Pun Weng Kun, presidente do Instituto do Desporto (ID), disse não ter quaisquer informações e acrescentou: “Quanto ao procedimento interno desta empresa, nós não damos importância. Damos mais importância aos serviços prestados, se tem recursos humanos suficientes e se seguem as condições contratuais. Essa é a nossa maior preocupação”. Ontem, depois da cerimónia de Pai San, a propósito do Grande Prémio, Pun Weng Kun disse ainda que “o ID se preocupa mais com os serviços que devem prestar num determinado período, se tem recursos suficientes e nadadores suficientes para prestar os serviços”.

Questionado sobre se o contrato com a Surf Hong vai continuar em vigor, o presidente do ID respondeu que “o contrato vai terminar no princípio do próximo ano e na altura vamos ponderar e considerar através dos procedimentos adequados e procurar empresas adequadas”. “Durante este período acreditamos que deve haver outras empresas ou entidades interessadas em concorrer”, acrescentou.

Alexis Tam, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, também presente neste evento, considerou a situação “lamentável”. “É lamentável porque só soube há pouco tempo através dos jornais que havia vários nadadores-salvadores que tinham sido despedidos. Pessoalmente lamento, sou contra”.

“Se os trabalhadores foram despedidos, a empresa não o devia ter feito por isso deve ser punida”, acrescentou, remetendo o assunto para a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). “Houve ali uma falha qualquer, por isso é que acho que a DSAL tem de fazer qualquer coisa para punir a empresa”, referiu.

Recorde-se que, no início desta semana, o deputado Sulu Sou denunciou que vários nadadores-salvadores que tinham feito greve em Agosto tinham sido despedidos pela Surf Hong. Os funcionários alegavam salários em atraso, horas extra não pagas e horas a mais de trabalho, por exemplo, como justificação para terem avançado para a greve em Agosto. O ID vai aplicar uma penalização superior a 10 milhões de patacas à empresa pelos dias em que o funcionamento das piscinas foi afectado e a DSAL, que já tinha dito não ter recebido nenhuma queixa pelos alegados despedimentos, ontem anunciou que iria multar a empresa em 230 mil patacas por não proporcionar tempo de descanso suficiente aos trabalhadores. A.V.

 

 

 

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