Surf Hong multada em mais de 10 milhões de patacas. Empresa já foi notificada

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FOTO EDUARDO MARTINS/ARQUIVO

A empresa gestora dos nadadores-salvadores das piscinas de Macau foi ontem notificada pelo Instituto do Desporto relativamente à multa que lhe será aplicada depois das queixas de tratamento injusto e salários em atraso que motivaram uma greve dos funcionários. O ID ainda não tem o valor total da multa, mas será sempre superior a 10 milhões de patacas.

TEXTO: André Vinagre

A empresa Surf Hong foi ontem informada pelo Instituto do Desporto (ID) que terá de pagar uma multa de mais de 10 milhões de patacas devido aos prejuízos causados pelos dias em que as piscinas públicas de Macau não funcionaram. Ao PONTO FINAL, o ID explicou que foram contabilizados todos os dias em que o serviço das piscinas foi “afectado”, quer devido à greve dos nadadores-salvadores quer devido a outros factores que não estejam relacionados com esta disputa laboral, entre 17 de Agosto e 31 de Outubro. Será agora aplicada uma penalização por cada dia de serviço afectado. O valor diário da multa a aplicar não foi revelado.

O valor total da multa, que será calculada através do montante a ser aplicado por cada dia em causa, também não foi revelado pelo ID. Segundo o instituto, ainda falta finalizar “alguns procedimentos administrativos” para fazer uma estimativa do valor total da multa. Recorde-se que, no passado domingo, o presidente do ID, Pun Weng Kun, tinha falado numa multa que chegava aos 10 milhões de patacas. Agora, o instituto diz que esse valor é apenas uma estimativa e que o montante será sempre superior aos 10 milhões.

A penalização aplicada à Surf Hong deverá ser apenas monetária, referiu o ID, remetendo para as declarações de anteontem do presidente do instituto, que não referiu nenhuma outra sanção. A concessão das piscinas também se vai manter até ao próximo ano, altura em que o contrato expira.

Recorde-se que, a 20 de Agosto, os 24 nadadores-salvadores que trabalham para a Surf Hong, acompanhados pelo deputado Sulu Sou, deram conta do tratamento injusto imposto pela empresa, que incluía as excessivas horas de trabalho a que estavam sujeitos, a ausência de férias, ausência de folgas e de seguro para acidentes de trabalho. Além disso, os trabalhadores denunciaram também que tinham sido forçados a assinar acordos para trabalhar horas extra sem serem pagos. A greve durou três dias e levou ao encerramento temporário das piscinas de Cheoc Van e Dr. Sun Yat-sen. Os nadadores-salvadores reuniram posteriormente com representantes da empresa, com o Instituto do Desporto e com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e acabaram por voltar ao trabalho nas piscinas enquanto o caso estava a ser investigado pelas autoridades responsáveis.

“Se descobrirmos que a empresa violou o contrato, em termos de qualidade de serviço ou de gestão de pessoal, vamos aplicar sanções. Nós vamos exigir à adjudicatária que coordene os seus funcionários de acordo com a lei e o ID vai continuar a realizar a supervisão”, referiu em Agosto o vice-director do ID, Lam Lin Kio.

 

 

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