Caritas realiza 49.º Bazar solidário com os olhos postos num novo lar de idosos

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FOTO EDUARDO MARTINS

Teve início este sábado o 49.º Bazar solidário da Caritas. Desta vez, a novidade é que uma parte do dinheiro angariado pela associação tem como propósito a construção de um novo lar de idosos. Este fim-de-semana, Paul Pun espera ultrapassar os sete milhões de patacas em doações. “Estou feliz e grato”, diz.

 

TEXTO: André Vinagre

Entre sábado e domingo realizou-se a 49.ª edição do Bazar solidário da Caritas, junto ao Lago Nam Van. Este ano, Paul Pun, secretário-geral da associação, quer chegar aos 50 mil visitantes e ultrapassar a barreira dos sete milhões de patacas, com um objectivo: a construção de um novo lar de idosos.

“A esta hora não costuma estar tanta gente”, diz Paul Pun ao olhar para os milhares de pessoas que vão passeando de barraca em barraca neste grande bazar que conta com ‘stands’ de comida, jogos e até um pequeno palco onde há concertos. O secretário-geral da Caritas Macau estima que passem pelo Centro Náutico do Lago Nam Van 50 mil pessoas durante os dois dias. “As pessoas são generosas e querem apoiar a causa da Caritas. Hoje há aqui crianças, famílias, idosos, toda a gente vem aqui passear e aproveitar o ambiente”, refere, acrescentando: “Estou feliz e grato”.

Relativamente ao dinheiro que será angariado pela Caritas neste bazar, Paul Pun diz esperar mais do que no ano passado, quando a associação conseguiu 7,1 milhões de patacas: “Ainda não sabemos quanto dinheiro vamos conseguir, mas estimo que consigamos entre 7 e 8 milhões. Espero eu”. Mas o principal foco não é o dinheiro. Paul Pun diz que “o mais importante é encontrar alguém que consiga ajudar e que seja nosso parceiro, para que consigamos trabalhar juntos e servir a sociedade”.

Uma parte do dinheiro conseguido este fim-de-semana já tem destino: a construção de um novo lar para idosos em Macau. “Este ano, uma parte do dinheiro angariado será para a construção de um lar de idosos. A localização deste lar ainda não vou revelar, mas posso dizer que será na península de Macau, numa zona central. Serão 600 metros quadrados. Este foi o primeiro terreno doado à Caritas desde sempre, há 66 anos”, adianta Paul Pun, que explica que, para este projecto, o orçamento estimado é de entre 700 milhões e mil milhões de patacas. “Ainda não sabemos quanto tempo é que vai levar até que este projecto esteja pronto. Vai demorar bastante, alguns anos”, refere. Sobre uma eventual ajuda do Governo, Paul Pun está confiante: “O Governo ainda não disse com quanto nos vai ajudar, mas sei que eles estão interessados em ajudar. Acredito que eles nos vão ajudar”. É devido à incógnita de qual será a ajuda do Governo que ainda não se sabe ao certo o custo total do projecto: “Vai depender da altura do edifício. Se o Governo pagar por cinco andares ou sete andares, o custo será diferente. O plano ainda terá de ser aprovado. Ainda temos de saber quão alto pode ser o edifício”.

Mas nem todo o dinheiro angariado neste bazar servirá o lar. “Precisamos de uma parte para os custos do dia a dia, serviços de transportes de idosos e deficientes, por exemplo. Também temos que usar uma parte com os residentes mais desfavorecidos que não recebem ajuda do Governo. Mas vamos tentar ficar com um milhão para o novo lar. Nós já temos 850 mil de outras acções de solidariedade. O ponto de partida é 1,8 milhões”, explica Paul Pun. “Não podemos depender só do Governo, queremos angariar dinheiro por nós”, acrescenta.

Para a edição número 50 do Bazar solidário, Paul Pun quer apostar nas parcerias. “No próximo ano queremos utilizar todo este espaço [junto à tenda branca do perto do lago Nam Van] como recepção para receber futuros parceiros. Há quem não queira ir às barracas e jogar jogos, mas que querem saber o que podem fazer para ajudar”.

O secretário-geral recorda que desde 1979 que não falta ao bazar. “Nessa altura tinha uma barraca, quando era estudante”. Comparando com os seus primeiros anos, quando o evento ainda se realizava no Campo dos Operários, Paul Pun confessa que agora é diferente e há menos gente: “Agora é muito diferente, o Campo dos Operários era maior, era o dobro, havia muito mais barracas. A sociedade mudou, toda a gente tem videojogos, o entretenimento é diferente, mas ainda assim é importante preservar este evento de solidariedade simples”. Agora “os jogos não são fantásticos, mas continua a haver interacção entre as pessoas das barracas, os voluntários e os participantes”.

 

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