Agnes Lam pede voos directos entre Macau e os países de lusófonos

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Fotografia: Eduardo Martins

Como forma de combater os possíveis prejuízos que o Aeroporto de Macau eventualmente terá depois da inauguração da Ponte Hong Kong – Macau – Zhuhai, a deputada Agnes Lam pediu a criação de voos directos para os países de língua portuguesa. “Não podemos ignorar os desafios e ameaças enfrentados por Macau, especialmente pelo aeroporto”, diz a deputada.

TEXTO: André Vinagre

Numa interpelação escrita remetida ao Governo, a deputada Agnes Lam pede o estabelecimento de voos directos com os países de língua portuguesa para garantir que Macau continua a ser uma plataforma de intercâmbio entre a China e os países lusófonos, como forma de antecipar os possíveis resultados da competitividade decorrente da entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong – Macau – Zhuhai. “Macau, como plataforma de intercâmbio entra a China e os países de língua portuguesa, pelo menos deve munir-se de voos directos com os países de língua portuguesa para garantir que esta plataforma exerça as suas funções”. “O Governo vai promover o estabelecimento de voos directos com os países de língua portuguesa? Se sim, como vai fazê-lo?”, questiona a também professora da Universidade de Macau.

Segundo a deputada, “apesar de alguns limites relativos à qualificação de circulação na fase actual, com o desenvolvimento da Grande Baía Guangdong – Hong Kong – Macau, acredita-se que haverá um aumento da taxa de utilização e diminuição dos limites, de modo a atingir uma ligação mais estreita entre as cidades localizadas ao longo das duas margens do Rio das Pérolas”. Por isso, a parlamentar questiona se o Governo estudou a influência que a ponte terá no aeroporto: “O Governo já avaliou a influência exercida pelo funcionamento da Ponte Hong Kong – Macau – Zhuhai sobre o aeroporto de Macau?”. Agnes Lam pergunta também se o Governo já fez um estudo sobre quando vai abrir rotas de autocarro directas entre Macau e o aeroporto de Hong Kong. Na interpelação, a legisladora pergunta ainda se o Executivo tem planos para expandir o aeroporto “em resposta à tendência mais recente do desenvolvimento regional”. “Em caso afirmativo, “quando será anunciada a data e como será implementado?”, pergunta.

“Vale a pena notar que enquanto a ponte traz oportunidades de integração na região, não podemos ignorar os desafios e ameaças enfrentados por Macau, especialmente pelo aeroporto”, lê-se na interpelação da parlamentar, que acrescenta ser “obrigatório que o posto fronteiriço aeroportuário, onde se recebem os passageiros de longa distância, tenha bastante competitividade para garantir capacidade de atracção de visitantes a Macau”. “A entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong – Macau – Zhuhai irá resultar numa tensão de competitividade que não pode ser menosprezada”, refere Agnes Lam.

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