Morte do director do Gabinete de Ligação continua sob investigação, mas PJ descarta possibilidade de crime

1. morte director.jpgA Polícia Judiciária anunciou ontem que a morte de Zheng Xiaosong continua a ser investigada, mas adiantou que o caso não é suspeito e não está relacionado com qualquer crime. Contudo, ainda não se sabe onde está o corpo do director do Gabinete de Ligação e os Serviços de Saúde dizem não ter qualquer informação sobre o caso.

TEXTO: André Vinagre

Na sequência da queda mortal de Zheng Xiaosong, director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau, a Polícia Judiciária (PJ) confirmou ontem que o caso está a ser investigado “de acordo com a lei”, mas que os inspectores já perceberam que não há indícios de crime. “Iniciámos uma investigação de acordo com a lei e passámos o caso para a unidade de investigação. A nossa investigação confirmou que o caso não é suspeito e não está relacionado com crime”, indicou a PJ, acrescentando que está a “terminar o resto da investigação”. Já os Serviços de Saúde dizem não ter nenhuma informação sobre o corpo.

Na noite do passado sábado, 20 de Outubro, Zheng Xiaosong caiu do andar onde vivia, no Bloco 2 do edifício Hung On, na Rua de Luís Gonzaga Gomes, que, segundo a BBC, servia de residência oficial para os funcionários do Gabinete de Ligação e que tem segurança particular. Ao PONTO FINAL, os bombeiros adiantaram que foram chamados por um residente do prédio que ouviu o barulho da queda pelas 19h30, mas não confirmaram a identidade da vítima, já que não foram encontrados documentos de identidade com o corpo. Os bombeiros chamaram então a PJ para que tomasse conta da ocorrência.

Numa nota ontem enviada a este jornal, a PJ relata a sequência dos acontecimentos: “Os nossos inspectores chegaram ao local e confirmaram que o homem tinha caído para a morte. Não foram encontrados documentos com o corpo. Iniciámos uma investigação de acordo com a lei e passámos o caso para a unidade de investigação. A nossa investigação confirmou que o caso não era suspeito e não está relacionado com crime. Na manhã do dia 21 de Outubro confirmámos que o apelido do homem era Zheng e tinha 59 anos. De momento estamos a terminar o resto da investigação de acordo com a lei”. Ainda assim, não foi revelado o paradeiro do corpo nem se foi feita uma autópsia.

Também os Serviços de Saúde (SS) mantêm o silêncio sobre o caso. Na tarde de ontem, durante uma conferência de imprensa sobre um fórum de medicina tradicional chinesa, Cheang Seng Ip, subdirector dos SS, disse não ter qualquer informação sobre o assunto. Questionado sobre se foi realizada uma autópsia, o responsável disse não ter “qualquer informação para dar”. Resposta semelhante deu quando questionado se o corpo está ou esteve no Centro Hospitalar Conde de São Januário: “Realmente, sobre este caso, não tenho nada a dizer. Não tenho informações”.

De acordo com o canal de televisão de Hong Kong RTHK, o vice-presidente do ‘think tank’ que esteve reunido com Zheng Xiaosong na véspera da sua morte, disse que o director do Gabinete de Ligação estava mais apático. Já a deputada Angela Leong disse não ter reparado em qualquer sinal de depressão por parte de Zheng Xiaosong. Recorde-se que, na manhã de domingo, o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau anunciou a morte do responsável numa breve nota onde se lia apenas que Zheng Xiaosong “morreu na sequência de uma queda do andar onde morava” e que este “sofria de depressão”.

 

 

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