Taxistas querem aumento da bandeirada para 29 patacas

1. taxisNuma petição enviada à Assembleia Legislativa (AL), a que o PONTO FINAL teve acesso, um grupo de taxistas sugere o aumento da bandeirada para os primeiros mil metros das actuais 19 patacas para 29. A carta, assinada por cerca de 1700 cidadãos que se auto-designam como “todos os motoristas efectivos de táxis”, deu entrada no hemiciclo no passado dia 7 de Junho e foi ontem objecto de análise na 3ª Comissão Permanente da AL. O aumento do valor actualmente cobrado é justificado pelos signatários com o propósito de eliminar a “pequena parte dos taxistas que difamou o sector”, ou seja, que cobrou excessivamente os seus clientes.

O “ajustamento das tarifas” proposto na petição inclui também uma taxa adicional de 30% depois das 23 horas porque, “como são poucos os passageiros depois das 23 horas, é difícil suportar as despesas com o aluguer do táxi e o combustível”, pode ler-se na carta. “A cobrança excessiva realizada por uma pequena parte dos taxistas, que difamou o sector, deve-se aos preços elevados dos produtos, e à oferta ser maior do que a procura e os critérios para a cobrança de tarifas estão desactualizados”, justificam os proponentes. Recorde-se que, em Julho do ano passado, a bandeirada aumentou de 17 para 19 patacas e foi criada uma taxa adicional de cinco patacas se o percurso começar no Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa ou na Universidade de Macau.

Os signatários dizem discordar por unanimidade da proposta de que só as empresas podem ser detentoras de licença de táxis, “pois os que têm necessidades reais são os motoristas”. “O Governo não pode recorrer ao pretexto da gestão fácil para fugir às suas responsabilidades”, atiram os taxistas, pedindo a demissão de Raimundo do Rosário “se [o secretário] não tem capacidade de gestão”. Os proponentes afirmam também que o Executivo “não deve intervir nos assuntos relacionados com a definição do horário de trabalho e das limitações das horas de trabalho” e pedem que seja permitido parar nas linhas contínuas e descontínuas amarelas para apanhar ou deixar sair passageiros.

Após a reunião de ontem da 3ª Comissão Permanente da AL, Vong Hin Fai, presidente do grupo de trabalho, disse que a petição vai integrar a análise na especialidade do Regime Jurídico do Transporte de Passageiros em Automóveis Ligeiros de Aluguer. Os deputados estão agora a trabalhar num relatório sobre a carta que será depois integrado no parecer final da comissão sobre a proposta de lei. Questionado várias vezes pelos jornalistas quanto ao conteúdo da petição, Vong Hin Fai recusou avançar quaisquer pormenores. C.V.N.

 

 

 

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