Serviços de Saúde querem 35 médicos portugueses  

Macau tem agora 34 médicos portugueses. Em pouco tempo podem ser mais 35, se correrem bem os dois processos de recrutamento em curso. Para especialidades diferentes e… ordenados (ligeiramente) diferentes.

 

João Paulo Meneses

 

A Direcção dos Serviços de Saúde (DSS) tem nesta altura em curso dois processos de recrutamento de médicos especialistas em Portugal. Se tudo correr bem, poderão vir para Macau mais 35 médicos durante este ano.

No final do ano passado, os Serviços de Saúde anunciaram, através da página eletrónica da Ordem dos Médicos, a intenção de recrutar 21 médicos especialistas em Portugal, processo que teve a fase de candidaturas terminada até 31 de Dezembro.

Dessa primeira iniciativa resultou a recepção de 35 candidaturas, mas cinco não correspondiam ao perfil de recrutamento em curso (alguns enfermeiros candidataram-se, por exemplo).

Ficaram 30 processos para avaliação, mas na verdade apenas 11 correspondiam às especialidades requeridas: gastrenterologia, imagiologia, neurologia, nefrologia, pediatria, cirurgia geral, cirurgia torácica, cirurgia vascular, cirurgia metabólica, pneumologia, geriatria, psiquiatria e anatomia patológica. Para imagiologia e pediatria havia quatro vagas, seguindo-se a gastroenterologia e neurologia, ambas com duas. As restantes nove especialidades tinham uma vaga disponível.

Os Serviços de Saúde iniciaram então a análise dos processos, que incluem entrevistas aos seleccionados.

Desconhece-se nesta altura se a DSS vai aproveitar a disponibilidade dos médicos que pretendem vir para Macau, mesmo não sendo nas especialidades inicialmente equacionadas.

Em meados de Fevereiro surge novo anúncio, novamente através da página da Ordem dos Médicos portuguesa: agora são 14 especialistas para trabalhar no Conde S. Januário.

As especialidades médicas procuradas são diferentes das desejadas no concurso anterior: cardiologia (três vagas), ortopedia (três), oftalmologia (três), otorrinolaringologia (duas) e anestesiologia (três).

O processo de candidatura termina a 13 de Março – não há, portanto, números disponíveis – e conta com o apoio da Ordem dos Médicos.

A remuneração destes médicos será fixada consoante a experiência profissional, mas os dois anúncios apresentam uma variação curiosa.

Assim no primeiro processo é dito pela DSS que o vencimento irá variar entre MOP82.917,00 e MOP112.050,00, enquanto no segundo há mais duas mil patacas a servir de incentivo: o intervalo varia entre MOP84,915,00 e MOP114.750,00, todos eles prestando 45 horas semanais de trabalho.

Os dois concursos exigem o domínio da língua inglesa.

 

Hospital das Ilhas

A DSS justifica os dois processos de recrutamento da mesma forma: “perante o crescimento e desenvolvimento da medicina verificou ser necessário e urgente recrutar médicos especialistas em Portugal”.

A verdade é que a concretizar-se a contratação de 35 médicos, Macau mais que duplica o número destes profissionais.

É que, de acordo com os últimos números divulgados pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, Macau contava no final do ano passado com 34 médicos e 10 enfermeiros portugueses, num total de 59 profissionais oriundos de Portugal.

O mesmo Alexis Tam revelou também que “a construção do novo hospital das ilhas e do Centro de Controlo das Doenças Infecto-contagiosas, assim como a presença de muitos portugueses, justificam que se continuem a recrutar profissionais de saúde altamente qualificados de Portugal”.

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