“Os diversos sectores da sociedade estão muito atentos ao trabalho do IC”

Mok Ian Ian definiu como principais prioridades o processo de classificação dos estaleiros navais de Lai Chi Vun e o Plano de Gestão e Salvaguarda do Centro Histórico. Afirmando sentir a pressão do novo cargo, a nova presidente do Instituto Cultural não esqueceu outras áreas como as indústrias culturais e criativas e a criação do Centro de Intercâmbio Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotografia: Eduardo Martins

Catarina Vila Nova

No dia em que tomou posse como nova presidente do Instituto Cultural (IC), Mok Ian Ian definiu como prioridades para o cargo que agora assume o processo de classificação dos estaleiros navais de Lai Chi Vun e o Plano de Gestão e Salvaguarda do Centro Histórico de Macau. “[Estes] são, se calhar, os trabalhos agora mais importantes”, afirmou a dirigente em declarações aos jornalistas. A dramaturga e encenadora assumiu sentir a “pressão desta nomeação”, mas voltou a defender a sua experiência “de muitos anos na função pública”, à semelhança do que havia já feito em declarações ao PONTO FINAL, no dia em que foi conhecida a sua nomeação.

“O trabalho do IC abrange uma área muito larga desde a conservação do património até à divulgação e sensibilização [da população]. Isto para mim é muito desafiante e agora os diversos sectores da sociedade estão muito atentos ao trabalho do IC”, assumiu Mok Ian Ian. A nova dirigente afirmou que, “em cada sociedade, existe quase sempre este conflito entre conservação e desenvolvimento”, reiterando a necessidade da cidade se desenvolver. “Nos documentos de consulta [pública], o IC tomou esses aspectos em conta e está a reflectir sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação”, considerou.

Porém, não foram esquecidas outras áreas de actuação do IC. Mok Ian Ian disse que um dos trabalhos mais importantes para este ano será a criação do Centro de Intercâmbio Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa, previsto para Julho, e também a formação do pessoal da área das artes e o incentivo das novas ideias nas indústrias criativas. “Com a sua paisagem cultural única, cor e espírito, a cultura de Macau tem condições para ser uma parte indispensável na cultura da região, do país e até mesmo do mundo”, afirmou.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que presidiu à cerimónia de tomada de posse da nova presidente, assumiu que a “pressão sentida” por Mok Ian Ian “não é pouca”. Porém, Alexis Tam garantiu que a dramaturga “tem capacidades para desempenhar o cargo de presidente do IC” e afirmou ter “grande expectativas”. “Creio que Mok Ian Ian vai sentir um elevado sentido de missão para elevar os trabalhos de protecção cultural. Os trabalhos de protecção do património cultural são um dos trabalhos prioritários da área da cultura. Esta é uma das missões da nova presidente”, declarou.

Mok Ian Ian torna-se, assim, a quarta dirigente do IC no espaço de apenas um ano, sucedendo a Cecília Tse que apresentou a sua carta de demissão a 29 de Janeiro por motivos de doença. Tse, por sua vez, assumiu o cargo após Leung Hio Ming se ter demitido da mesma posição na sequência da contratação irregular de funcionários para o organismo. Guilherme Ung Vai Meng foi o último presidente a permanecer no cargo durante um longo período de tempo – sete anos – até Fevereiro do ano passado.

 

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