Foi lançado concurso para alvarás de táxis movidos a energia eléctrica

Os candidatos a 100 alvarás de táxis exclusivos para veículos eléctricos vão poder utilizar os 119 lugares de estacionamento com carregamento para viaturas movidas a energia eléctrica existentes nos auto-silos de Macau, mediante pagamento da taxa exigida pelos parques de estacionamento. A DSAT admite que esta medida experimental de protecção ambiental, que promove a utilização de táxis eléctricos, com emissões nulas de CO2, tem custos elevados para os candidatos aos alvarás.

 

Cláudia Aranda

 

Há cerca de 1500 táxis a circular em Macau, mais 100 por chamada e, em breve, haverá outros 100, movidos a energia eléctrica, a juntarem-se à frota existente. A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) lançou ontem o concurso público para 100 alvarás de táxis, exclusivos para veículos eléctricos. As propostas devem ser entregues até às 18 horas do dia 8 de Março, na DSAT. O acto público de abertura das propostas – e leilão – realizam-se a 10 de Março, no Fórum de Macau. “No dia 10 realizamos o acto público, vamos abrir estas propostas, quem oferecer o preço mais elevado conseguirá o alvará”, explicou ontem o sub-director da DSAT, Luís Correia Gageiro, em conferência de imprensa.

Sobre a possibilidade de o Governo vir a substituir todos os veículos de transporte público por viaturas movidas a energias limpas, com emissões nulas de CO2, o responsável referiu que essa seria “a proposta ideal”. Mas que, para já, “esta medida de protecção ambiental está a ser introduzida a titulo experimental”. “Se acharmos que é adequado vamos, nas futuras concessões de alvarás de táxi, ou na sua prorrogação, ter alguma exigência com a protecção ambiental”, garantiu o responsável da DSAT, acrescentando que o Governo pretende que “os táxis sejam substituídos por veículos eléctricos com energias limpas”. Mas antes vai ser necessário avaliar o desempenho dos veículos e ouvir as vozes do sector.

 

Táxis podem abastecer nos auto-silos

 

Luís Correia Gageiro alertou os candidatos aos 100 alvarás de táxis para ponderarem bem os custos associados a este tipo de veículos e assegurarem esquemas de carregamento das viaturas eléctricas. O responsável indicou que os candidatos aos alvarás de táxis eléctricos poderão utilizar os 119 lugares de estacionamento com carregamento para viaturas movidas a energia eléctrica existentes nos parques de estacionamento. Luís Correia Gageiro referiu, também, que este ano “não é necessário pagar nenhuma taxa para o carregamento dos veículos eléctricos” mas, no futuro, o Governo deverá alterar essa gratuitidade.

Além disso, para estacionar nesses lugares de carregamento nos auto-silos, “é necessário pagar uma pequena taxa durante a noite e durante o dia, duas taxas diferentes, por isso os candidatos aos alvarás têm que prestar atenção quanto à forma e custo de carregamento”, alertou o sub-director da DSAT.

As vantagens na aquisição deste tipo de viatura estão na isenção do imposto sobre veículos motorizados e no menor custo de utilização, garantiu a DSAT.

O preço base de cada alvará é de 200 mil patacas, ao qual acresce o selo da verba no valor de 10%, devendo ser paga também uma caução no valor de 50 mil patacas. O titular do alvará compromete-se a utilizar apenas veículos eléctricos, com lotação para quatro passageiros, sem contar com o condutor. Os veículos terão de ser equipados “com Sistema de Navegação Global por Satélite” e os dados recolhidos devem ser enviados à DSAT “para fins de análise de trânsito”.

Os alvarás terão um prazo máximo de validade de oito anos e “são improrrogáveis e intransmissíveis”, a contar da data da emissão, explicou Luís Correia Gageiro. Podem candidatar-se ao concurso as pessoas singulares portadores de bilhete de identidade de residente ou os titulares de direito de residência na RAEM.

A DSAT informou ainda que considera que os actuais cerca de 1500 táxis em circulação, mais 100 por chamada, são números “aceitáveis”. “Claro que vamos acompanhar o ritmo de desenvolvimento de Macau, mas até este momento, consegue satisfazer as necessidades dos cidadãos, bem como dos turistas”, afirmou o sub-director do organismo.

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