Instituto Ricci discute papel da educação como caminho para o “bem comum”  

 

O Seminário de S. José vai acolher, na quinta e na sexta-feira, um seminário organizado pelo Instituto Matteo Ricci de Macau. Sob o tema “Educação para o bem comum”, os 27 oradores que dão corpo ao certame vão debater temas como o acesso à educação, os modelos económicos e questões como a filantropia corporativa. O evento é aberto ao público em geral.

1.Seminário

 

A educação como caminho para o bem comum. Eis o tema do simpósio organizado pelo Instituto Matteo Ricci de Macau que na quinta e na sexta-feira vai levar ao Seminário de S. José um grupo de 27 especialistas oriundos dos quatro cantos do mundo. Vindos da República Popular da China, da Austrália, Luxemburgo ou da Polónia, os palestrantes vão discorrer sobre o “crescente fosso entre os ricos e os pobres” e as carências no acesso à educação. Stephan Rothlin, actual responsável pelo Instituto Matteo Ricci, espera que o simpósio possa reunir “sugestões concretas sobre como se pode estruturar a educação de forma a ser benéfica para o bem comum”: “A principal preocupação é o fosso crescente entre os ricos e os pobres e as pessoas que estão privadas do acesso à educação. Através deste ângulo, nós pretendemos explorar qual é realmente a percepção do bem comum e [o que pode ser feito] para inspirar os alunos a não se preocuparem apenas com a sua carreira, mas também com a sociedade como um todo”, explicou o mesmo responsável, em declarações ao PONTO FINAL.

Os oito painéis em que se vai dividir a discussão gloabl sobre “educação para o bem comum” vão também abordar questões mais específicas como modelos económicos, o contributo da filantropia corporativa para o “bem comum” e também a “controvérsia” em torno da educação sexual em escolas primárias na República Popular da China.

E a quem se destina este simpósio? “A quem está envolvido na educação, portanto educadores do Governo e também da comunidade”, respondeu Rothlin ressalvando, contudo, que o evento estará aberto ao público em geral.

Entre os oradores do simpósio – onde se contam também professores estrangeiros que se encontram a leccionar no Continente, a par de docentes provenientes da República Popular da China –, Rothlin destaca como “o mais proeminente” Jean-Claude Hollerich, arcebispo do Luxemburgo. Hollerich –  que é também o vice-presidente para o intercâmbio académico da Universidade de Sophia –  é mestre em Teologia e Artes. O académico e líder religioso irá ser um dos palestrantes da primeira sessão plenária, intitulada “O bem comum na prática e teoria educacional”, na qual irá apresentar um estudo sobre a educação no Japão.

 

 

A IGREJA DE S. JOSÉ E O “ESPLENDOR DO BARROCO NA CHINA”

 

No próximo dia 4 de Dezembro, pelas 17h, o Seminário de S. José vai acolher também o lançamento da obra “Macao’s College and Church of St. Joseph: Splendour of the Baroque in China” (O Colégio e a Igreja de S. José de Macau: Esplendor do Barroco na China), da autoria de César Guillen Nuñez. Na monografia, que conta com a chancela do Instituto Matteo Ricci de Macau, o investigador dá a conhecer a contextualização histórica da altura em que o edifício foi construído pelos jesuítas, no século XVIII,  traçando ainda um perfil do que foi o colégio de S. José.

 

 

 

 

 

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