Albano Martins diz ser Angela Leong a proprietária de 348 galgos  

 

Angela Leong  garantiu no domingo que não tem responsabilidade sobre o futuro dos mais de 600 galgos do Canídromo, uma vez esta recai sobre os seus proprietários. Albano Martins estranha a afirmação da directora-geral da Companhia de Corridas de Galgos de Macau e garante que é ela a proprietária de 348 desses animais.

1.Angela

Sílvia Gonçalves

 

Angela Leong afirmou no domingo, citada pela Rádio Macau, que o destino a dar aos mais de seiscentos galgos do Canídromo, após o fim da concessão da estrutura, em Julho de 2018, depende dos seus proprietários. Ao PONTO FINAL, Albano Martins diz não entender a posição manifestada pela directora-geral da Companhia de Corridas de Galgos de Macau, pois garante que é ela a proprietária de 348 animais. O presidente da ANIMA acredita que a empresa acabará por vender os galgos para destinos como o Vietname, o Paquistão ou a República Popular da China.

“Basta ir ao site do Canídromo e verificar que neste momento há cerca de 567 galgos activos, que estão a correr. Na prática deve haver 600 e tal [no total], dos quais 348 pertencem ao Canídromo”, assinala Albano Martins, rebatendo a afirmação de Angela Leong, que alegou que estes animais não pertencem à Companhia de Corridas de Galgos de Macau, e que o destino a dar-lhes está nas mãos dos seus proprietários: “[A empresa] sempre foi a maior proprietária de animais. Os proprietários de animais, mesmo que queiram, nunca podem tirar os galgos de lá, porque aquilo faz parte de um acordo com o Canídromo. Nós já tivemos donos de animais que nos quiseram dar os cães. Eles não deixaram e os proprietários acabam por entregar os animais ao Canídromo”.

O presidente da ANIMA detalha um processo que diz determinar que os animais sejam sempre detidos pela Yat Yuen: “Eles é que importam os animais todos e depois vendem a apostadores. Começam com uma base de licitação de 17 ou 15 mil patacas e os animais podem atingir 80 mil em hasta pública. São vendidos aos jogadores, mas ficam no Canídromo”. De acordo com Albano Martins, “o jogador tem que pagar a alimentação do animal, tem que pagar tudo. Mas com a condição de, quando não quiser mais o animal, porque se magoou, porque não está a correr bem, ter que entregar o animal ao Canídromo gratuitamente”, esclarece.

O activista, que assegura que nunca recebeu resposta da Yat Yuen à sua proposta de acolher os galgos para adopção, acredita que o final da linha para estes animais será a comercialização para destinos onde serão utilizados no jogo ilegal: “Já estão a dizer que mandam uns para a Austrália e a Nova Zelândia, mas é para enganar. Quanto muito vai um ou dois, porque eles estão cheios de animais. O resto, vão vender para o Vietname, o Paquistão e a China, sítios onde os animais não vão ser protegidos, vão ser usados para apostas ilegais e vão acabar por ser mortos ou colocados na panela”, antecipa Albano Martins.

 

 

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