Boom. Carlos André destaca “crescimento muito forte” do português

O responsável pelo Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau, Carlos André, destacou o crescimento exponencial do ensino da Língua Portuguesa na República Popular da China. O docente defende que cerca de 80 por cento dos alunos chineses que estudam português acabarão por trabalhar em tradução.

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Pedro André Santos

O professor Carlos André foi um dos intervenientes no âmbito da conferência “Interpretação e Tradução: experiências, realidades e perspectivas”, uma iniciativa que hoje culmina no Instituto Politécnico de Macau (IPM). À margem do evento, o docente da instituição de ensino superior e coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa destacou o crescimento que tem sido registado em torno do ensino da Língua Portuguesa na República Popular da China, defendendo a necessidade de reforçar o investimento neste campo.

“O português esta a crescer muito no Interior da China e nenhum de nós tem a capacidade de prever até quando. Estamos a assistir a um ‘boom’ muito forte no domínio do português, e portanto temos que investir cada vez mais. Em Macau, só o IPM é que faz esse investimento estratégico, sempre voltado para o Interior da China”, recorda o académico. “Os frutos estão a começar a ver-se, mas ainda vamos ter que esperar muito tempo e investir muito para que isto estabilize”, apontou o responsável pelo Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau.

Apesar de o trabalho do IMP ter vindo a reflectir melhorias nesse domínio, Carlos André admitiu que a instituição ainda está longe de atingir um nível de “estabilização” sendo, por isso, necessário “continuar a procurar melhorias”.

Aos jornalistas, o responsável referiu também que os professores da República Popular da China que ensinam português “têm um objectivo muito claro” que passa pelo domínio da tradução: “Em relação ao futuro dos alunos universitários chineses que se dedicam ao português diria que em 80 por cento dos casos será para fazer tradução, que é aquilo que é mais forte para eles. Os nossos colegas da China, quando vêm aqui, procuram uma de duas coisas: aprofundar os seus conhecimentos e as técnicas no ensino do português, ou melhorar as suas competências do domínio da tradução”, apontou.

Em relação ao seu futuro, o também professor honorário do Instituto Politécnico de Macau frisou que não perderá essa condição por se ir embora do território, esperando manter ligações à instituição após a sua saída, por motivos de reforma: “Acredito que vou continuar a ter muitas ligações a Macau. Ainda recentemente assinámos em Lisboa um protocolo entre o IPM e a Fundação Escola Portuguesa de Macau no qual estive directamente envolvido, e nesse quadro seguramente continuarei a cooperar”, concluiu.

 

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