Poderes do Pensamento Político quer afirmar-se como a voz dos trabalhadores da função pública  

 

A lista número 10, liderada por Nelson Kot e António da Conceição Lopes, promete fazer com que a voz dos trabalhadores da função pública passe a ser ouvida com mais força na Assembleia Legislativa. Entre as prioridades da candidatura está a construção de mais fracções habitacionais para os trabalhadores da administração pública.

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João Santos Filipe

Uma lista que pretende dar mais força à voz dos funcionários públicos no hemiciclo para alcançar uma verdadeira defesa dos interesses dos profissionais do sector. Foi desta forma que Nelson Kot e António da Conceição Lopes, candidatos número um e número dois da lista número 10, Poderes do Pensamento Político, explicaram a razão que os levou a concorrer às eleições de Domingo.

“Tem havido propostas para a defesa dos interesses dos funcionários públicos, mas não foram bem sucedidas. Queremos que haja mais uma voz na Assembleia Legislativa para conseguir estes objectivos. Sentimos que os trabalhadores da função pública precisam de estar mais representados”, explicou António da Conceição Lopes, ao PONTO FINAL.

O vice cabeça-de-lista da “Poderes do Pensamento Político” considera que é necessário construir mais habitações para os funcionários públicos, o que não tem acontecido nos últimos anos. Esta será uma das lutas prioritárias, caso algum dos candidatos da lista Poderes do Pensamento Político seja eleito: “A construção de mais habitações para os funcionários públicos é a medida mais urgente. Agora as casas estão muito caras e muitos funcionários não conseguem ter dinheiro para pagar uma primeira prestação ou mesmo para arrendar”, justificou.

 

Mais transparência na contratação

 

Por outro lado, o cabeça-de-lista da candidatura, Nelson Kot, explicou, em português, a necessidade de se trabalhar mais em prol da transparência na contratação pública: “O caso das contratações no Instituto Cultural é muito perigoso porque mostra que as chefias podem contratar quem quiserem”, começou por dizer. “Mas existe um regime da Função Pública, que define que as pessoas têm de passar pelo concurso público, todas. Haver tanta gente a ser contratada sem passar por esse processo é uma injustiça. Queremos que estes casos sejam resolvidos”, frisou Nelson Kot.

Sobre o modo como funciona a função pública, António da Conceição Lopes apontou o dedo às promoções e pediu mais justiça: “Queremos que a administração seja mais transparente. Às vezes há pessoas com as habilitações necessárias e a promoção nunca avança. Mas se houver boas relações com o pessoal de cima, ou se houver outras ligações importantes, nesses casos nem é preciso habilitações para alcançar um lugar de topo”, considerou.

 

O candidato abordou igualmente o trabalho desenvolvido nos últimos anos por José Pereira Coutinho, candidato e deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM): “Não podemos dizer que não tenham feito nada. Eles fizeram muitas coisas em prol dos funcionários públicos, mas porque é só uma voz na Assembleia Legislativa quase ninguém lhes liga”, sublinhou.

No que diz respeito às comunidades portuguesa e macaense, os candidatos assumem que a sua eleição vai permitir que as pessoas tenham mais um canal para serem ouvidos na Assembleia Legislativa.

António da Conceição Lopes explicou também a ausência do debate em português da TDM: “Queríamos muito participar, mas naquela data era mesmo impossível. Tínhamos outros compromissos que tentei adiar e mudar, mas não foi possível. Ainda pensámos em enviar outras pessoas da lista, mas não falavam português”, explicou.

 

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