Plano de Apoio a Jovens Empreendedores vai ampliar âmbito de beneficiários

Os empresários com experiência de negócios também vão poder candidatar-se ao Plano de Apoio a Jovens Empreendedores. A informação foi avançada ontem pelo Conselho Executivo, que salientou que, desde 2013 – quando o programa de empréstimos arrancou –, já foram atribuídos 246 milhões de patacas e quase metade dos apoios foram canalizados para o comércio a retalho.

Joana Figueira*

joanafigueira.pontofinal@gmail.com

 

O Plano de Apoio a Jovens Empreendedores vai alargar o âmbito de beneficiários, passando a incluir não só aqueles que criem o seu primeiro negócio próprio mas também os empresários com experiência de negócios. A verba de apoio, sem juros, mantém-se no valor máximo de 300 mil patacas a cada beneficiário, com idade compreendida entre os 21 e os 44 anos. As alterações ao regulamento administrativo do plano, que também prevê o reforço dos trabalhos de formação e a simplificação dos procedimentos e formalidades dos pedidos, foi aprovada pelo Conselho Executivo.

As condições relativas à frequência de cursos de formação sofreram adições. De acordo com Leong Heng Teng, “o jovem empreendedor deve ter concluído curso de formação relacionado com o empreendedorismo com duração não inferior a 42h, e pode ser dispensado da frequência dos cursos de formação se possuir grau académico de ensino superior ou diploma de cursos de duração não inferior a um ano, na área de gestão de empresas”.

Será o Conselho Administrativo do Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização (FDIC) a confirmar as habilitações académicas dos candidatos ao apoio do Governo. Por outro lado, os requisitos para pedido de apoio passam a excluir o jovem empreendedor que tenha “sido beneficiário de qualquer verba de apoio reembolsável concedida pelo (FDIC)”.

Já os empresários comerciais beneficiários vão passar a ter de “apresentar, em cada 180 dias a contar da data da aquisição da verba de apoio, documentos comprovativos da aplicação da verba de apoio”. Altera-se ainda o prazo de reembolso do montante e as formalidades administrativas simplificam-se com “a interconexão de dados entre entidades”.

 

COMÉRCIO A RETALHO ARRECADOU QUASE METADE DOS EMPRÉSTIMOS

 

Quase metade dos empréstimos que o Governo concedeu a jovens para abrirem negócios nos últimos quatro anos foram utilizados para comércio a retalho, anunciou também ontem o Conselho Executivo. O Plano de Apoio a Jovens Empreendedores arrancou em Agosto de 2013 e, desde então, atribuiu 246 milhões de patacas a 1,037 projectos, ou seja, cerca de dois terços dos pedidos apresentados foram aprovados.

Destes, 533 ou 48 por cento correspondiam a atividades de comércio a retalho, num total de 118 milhões de patacas. Se às lojas juntarmos o comércio por grosso (6,9 por cento), o número de projectos sobe para 605 e 135 milhões de patacas.

Os restaurantes e hotéis são a segunda actividade mais popular neste programa de financiamento, com 101 (12 por cento do total) projectos aprovados em quatro anos com 29,5 milhões de patacas. Em terceiro lugar ficam os serviços prestados às empresas, 104 ou 7,2 por cento do total, com 17,8 milhões de patacas.

 

*com Agência Lusa

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