Pedro Chiang já não está na lista da Interpol

Nenhum dos condenados à revelia no caso Ao Man Long consta, agora, da lista da Interpol.

João Paulo Meneses

putaoya@hotmail.com

 

A Interpol retirou Pedro Chiang da sua lista de “pessoas procuradas”, o mesmo acontecendo com outros dois cidadãos procurados pela justiça de Macau no âmbito da condenação de Ao Man Long, a mulher do ex-secretário, Camila Chan, e Ho Meng Fai.

Mas se nos casos de Camila Chan e de Ho Meng Fai não é claro quando é que isso sucedeu, relativamente a Pedro Chiang o PONTO FINAL pode garantir que até há poucas semanas o empresário com nacionalidade cambojana e portuguesa ainda constava dessa lista.

É aliás a segunda vez que a Interpol retira Chiang desta lista.

Em 2010, depois de um pedido de busca por parte do Comissariado contra a Corrupção e de uma decisão do Tribunal de Instrução Criminal, a Interpol anulou a procura. As informações divulgadas pela Interpol eram falsas e o Tribunal determinou que fosse feita uma correcção, disse na altura o advogado de Pedro Chiang ao PONTO FINAL.

Sobre o que agora determinou a saída da lista, não é claro o que tenha ocorrido.

O PONTO FINAL contactou a Interpol, mas aguarda ainda uma resposta. O advogado João Miguel Barros não esteve disponível para prestar declarações.

Ainda assim, uma fonte da Polícia Judiciária – que em Portugal faz a ponte com a Interpol – lembrou que se Pedro Chiang entrou na lista a pedido da justiça de Macau, só poderia sair com uma ordem das autoridades locais.

Esta segunda presença na lista de “pessoas procuradas” pela Interpol durou cerca de dois anos.

Em Março de 2014 o Tribunal Judicial de Base condenou Chiang a três anos e três meses de prisão por corrupção passiva. No ano seguinte, em função de um novo mandado de captura internacional, a ficha do empresário voltou à lista.

Pedro Chiang saiu de Macau em 2007 com destino ao Camboja, ainda antes de ser chamado a prestar declarações durante a fase de investigação do caso Ao Man Long. Pelo menos desde 2009 que vive em Portugal, receando ser extraditado para Macau, como contou na única vez que falou publicamente (uma entrevista ao jornal Expresso, em que foi fotografado em Lisboa, junto ao Rio Tejo).

A fonte da PJ portuguesa, contactada pelo PONTO FINAL, diz que Pedro Chiang, nestes anos, nunca foi uma preocupação, de tal forma que a Judiciária nunca procurou saber onde vive ou que actividades tinha. Por não ter morada conhecida em Portugal, nunca foi notificado das sentenças.

Condenado duas vezes em Macau (a primeira, em 2011, a seis anos e dez meses pelo pagamento de subornos para adjudicação de terrenos e aprovação de obras), Pedro Chiang tem à sua espera, por cumprir, uma pena de 10 anos de prisão.  

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