Chui Sai Peng e Kou Hoi In querem Macau a pagar hospital para a Grande Baía

Apesar do território estar a construir um hospital nas Ilhas, Chui Sai Peng e Kou Hoi In querem que o governo invista numa unidade hospitalar em Zhongshan, para promover o treino dos médicos locais, o tratamento dos residentes e ainda uma maior integração.

João Santos Filipe

joaof.pontofinal@gmail.com

 

Os deputados José Chui Sai Peng e Kou Hoi In defendem que o Governo deve investir num Hospital em Zhongshan, no âmbito do projecto de integração Grande Baía. De acordo com os legisladores, a contribuição para o hospital poderia fazer com que os médicos locais tivessem outras oportunidades de formação, ao mesmo tempo que garantia o acesso dos residentes à cidade do Interior da China para cuidarem da sua saúde.

“Sugerimos a realização de estudos inovadores sobre a construção de um hospital de alta tecnologia numa das cidades da Grande Baía, onde a RAEM possa ter um papel dominante nessa unidade hospitalar”, leu José Chui Sai Peng, numa interpelação em nome de ambos.

Na cabeça dos deputados a cidade para o investimento já está escolhida: “A cidade de Zhongshan, posicionada como centro modal regional, com uma localização adequada, e a beneficiar das vantagens do Corredor de Ligação Shenzhen-Zhongshan está neste momento a orientar o seu desenvolvimento para a indústria dos ‘cuidados gerais da saúde’”, apontou o primo do Chefe do Executivo.

Na intervenção de ontem na Assembleia Legislativa, os deputados não avançaram com soluções para o facto de nem todos os residentes de Macau conseguirem vistos de entrada para o Continente, nem o mecanismo através do qual o investimento deve ser feito.

No passado o Governo de Macau deu, através da Fundação Macau, 100 milhões de yuans para a Universidade de Jinan. O donativo foi explicado com o papel da instituição do Interior da China na formação de estudantes do território. Porém, o facto de Chui Sai On ser o vice-presidente do Conselho Geral da Universidade de Jinan, assim como o valor do montante, levou várias pessoas para as ruas em manifestações contra o Chefe do Executivo. O caso terminou com alguns dos manifestantes sob custódia policial.

“Pode também prestar esses serviços médicos aos doentes de outras cidades da Grande Baía, como forma de acelerar, melhorar e fortalecer o processo de integração regional, para que Macau desempenhe um papel ainda maior na construção de uma zona de elevada qualidade de vida integrada”, afirmou Chui Sai Peng, sobre a sugestão para que a RAEM pague pela saúde de residentes de outras províncias.

Segundo o deputado este caso não seria único, uma vez que, segundo diz, a Universidade de Hong Kong já criou uma unidade hospitalar na cidade de Shenzhen.

Actualmente, Macau está a investir no Hospital das Ilhas, que se prevê esteja concluído a 80 por cento em 2019. Existem também no território o Centro Hospitalar Conde São Januário, unidade pública, e o Hospital Kiang Wu, que é privado e é gerido pela família do Chefe do Executivo.

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