Coreia do Norte ameaça responder com “mar de fogo” aos Estados Unidos

A Coreia do Norte ameaçou ontem responder com “mar de fogo” a qualquer acção militar ou sanções dos Estados Unidos, no dia seguinte à adopção pela ONU de novas medidas de pressão contra Pyongyang.

“No dia que os Estados Unidos se atreverem a provocar a nossa nação com armas nucleares ou com sanções, o território norte-americano ficará submerso num inimaginável mar de fogo”, advertiu o diário oficial norte-coreano Rodong Sinmun.

Em editorial, o jornal acusou os Estados Unidos e aliados de manterem uma política hostil contra o país asiático e de arriscarem a autodestruição, sublinhando a necessidade de a Coreia do Norte ter armas nucleares para a sua defesa.

“O empenho do grupo [do Presidente norte-americano Donald] de Trump de manter este atoleiro só terá como consequência motivar mais o nosso exército e dar mais razões à República Popular Democrática da Coreia para ter armas nucleares”, destacou o diário do Partido dos Trabalhadores.

“A capacidade de empreender uma potente guerra dissuassora é uma escolha estratégica de defesa do nosso povo, que já atravessou um conflito bélico horrendo”, acrescentou.

As sanções adoptadas no sábado pelo Conselho de Segurança da ONU aumentam a pressão sobre o regime de Kim Jong-un ao proibir aos Estados-membros da ONU a compra de várias exportações norte-coreanas, reduzindo até mil milhões de dólares por ano os rendimentos de Pyongyang.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou a China e a Rússia pelo apoio dado à resolução apresentada pela ONU, que reforça as sanções já impostas à Coreia do Norte.

“O Presidente aprecia a cooperação da China e da Rússia para garantir a adopção desta resolução”, indicou em comunicado a Casa Branca.

 

China pede novas negociações sobre programa nuclear de Pyongyang

O Governo chinês pediu entretanto o regresso de todas as partes às negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. Numa declaração, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, pediu aos outros Governos para retomarem as negociações a seis, entre a Coreia do Norte, Estados Unidos, Rússia, Japão e Coreia do Sul, além de Pequim.

Wang afirmou que “o objectivo é trazer a questão nuclear na península [coreana] de volta à mesa das negociações e procurar uma solução através das negociações, até que a desnuclearização e estabilidade na península sejam alcançadas”.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afirmou já que Washington quer negociar com a Coreia do Norte, mas advertiu que as negociações não serão produtivas se Pyongyang continuar a pretender manter as suas armas nucleares.

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