O universo de personagens de Miloza Ma aberto aos mais pequenos

Gatos, centauros e criaturas alienígenas foram as figuras ontem desenhadas por um grupo de crianças de Macau durante o workshop conduzido por Miloza Ma. A ilustradora de Hong Kong procurou com a oficina explorar a criatividade dos jovens e ensiná-los a trabalhar com o acrílico sobre tela.

Fotografia: Eduardo Martins

 

Miloza Ma, ilustradora de Hong Kong, abriu ontem as portas do universo por si criado e que tem vindo a preencher com as suas personagens repletas de cor e de olhos expressivos a um grupo de crianças do território. Durante o workshop de criação de figuras em acrílico os participantes recriaram quem tinham ao seu lado aplicando o seu próprio filtro que resultou em telas com gatos, criaturas alienígenas, centauros e batalhas galácticas. Os quadros e pinturas de Ma espalhados pela galeria da Fundação Rui Cunha e que compõem a exposição “The Imaginative World of Miloza” (O Mundo Imaginado de Miloza), patente até sábado, serviram de inspiração aos trabalhos dos pequenos artistas.

O workshop de ontem não foi a primeira experiência de Ma a trabalhar com crianças. A ilustradora tem vindo a desenvolver oficinas com jovens de Hong Kong durante as quais os ensina a pintar as esculturas por si criadas. As figuras pertencem à sua marca “Brain Child”, criada em 2010, vivem no planeta “Green Brain” e têm a aptidão de atribuir capacidades sobre-humanas a quem beber um sumo por elas produzido. Ao PONTO FINAL, Miloza Ma contou que se encontra actualmente em negociações com empresas com quem contactou durante uma exposição em Hong Kong para produzir e comercializar as figuras da “Brain Child”.

Apesar de ter criado a sua própria marca em 2010, não seria até três anos depois que se viria a dedicar inteiramente ao seu trabalho como artista. Nos últimos quatro anos participou em exposições colectivas e a solo, venceu competições de criação de figuras em Hong Kong e Taipé e foi reconhecida como uma das ilustradoras notáveis de 2016 pela “Asia Art and Design Platform” (Plataforma Asiática de Arte e Design).

Os trabalhos agora expostos na Fundação Rui Cunha acompanham o percurso de Ma ao longo destes últimos anos através de uma selecção de algumas pinturas e ilustrações que a artista tem vindo a apresentar. Entre elas contam-se três representações de “Alice no Mundo das Maravilhas” que integraram o projecto “H-Y-P-H-E-N”, pensado para desafiar artistas a reinterpretarem conhecidas histórias de fantasia.

“A conexão entre o ser humano e o espaço sideral através do espírito humano que é tão grande como o universo” foi o mote por detrás da exposição “Cosmic Spirit” (Espírito Cósmico) contou a artista. Para a produção de obras como “Depression” (Depressão) e “Nightmare” (Pesadelo), onde uma rapariga está a ser puxada da sua cama e tenta a todo o custo escapar, Ma contou que foi procurar inspiração ao livro que estava a ler na altura – “Sex Matters: From Sex to Superconsciousness” (O Sexo Importa: Do Sexo até à Superconsciência) do escritor Osho. “Os temas de cada exposição dependem do livro que eu estiver a ler nessa altura porque assim consigo chegar a uma variedade temática maior” explicou.

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