Chui Sai On declarou o fim da crise económica e fala em oportunidades

O Chefe do Executivo diz que a crise económica chegou ao fim, mas no que diz respeito à habitação considerou que o conceito “Terras de Macau para as Gentes de Macau” transmite uma ideia errada sobre o território.

João Santos Filipe

joaof.pontofinal@gmail.com

 

O Chefe do Executivo anunciou ontem, na Assembleia Legislativa, o fim da crise económica que começou em 2014, quando as receitas do jogo caíram de forma acentuada. Chui Sai On prevê agora um ano de 2018 com boas oportunidades geradas pelo desenvolvimento da Grande Baía e as políticas nacionais.

“Depois de uma fase de ajustamento aprofundado, a economia de Macau já está estabilizada. Nos últimos dois anos conseguimos, ao abrigo da Lei Básica, manter as despesas ao nível das receitas e estou confiante que em 2018 vamos ter boas oportunidades de desenvolvimento”, afirmou o líder do Governo de Macau.

Ao longo de dois anos e dois meses, entre Junho de 2014 e Julho do ano passado, as receitas do jogo registaram sempre quebras face ao período homólogo, que fez o território entrar em recessão. Na origem da crise do jogo esteve a campanha contra a corrupção no Interior da China.

Todavia, para aproveitar as oportunidades que vão surgir, o Chefe do Executivo alertou que é preciso “preparar e mobilizar toda a população do Território”, principalmente ao nível dos recursos humanos. “Internamente não digo que estejamos com dores de cabeça, mas a pressão é grande”, frisou.

“Os jovens têm de se preparar e agarrar as oportunidades que são criadas. Há que conhecer e dominar os diferentes conhecimentos jurídicos tanto de Macau como da China”, acrescentou.

 

Habitação mereceu críticas

 

Foi na área da habitação que se ouviram as maiores críticas ao trabalho do governo, todas vindas dos deputados eleitos por sufrágio directo, apesar de Chui Sai On dizer que está comprometido com a política “habitação para todos”.

“O Chefe do Executivo prometeu abertura de concursos para a atribuição de habitações económicas. Mas até hoje no terreno junto à Avenida Wai Long as obras nem começaram”, acusou a deputada dos Operários.

Por sua vez, Song Pek Kei, a número três de Chan Meng Kam, afirmou que a palavra-chave na actuação do governo é “esperar”, e que a solução já não se resolve apenas com a oferta de habitações sociais e económicas.

Chui Sai On respondeu que a criação de qualquer tipo novo de habitação pública será apenas estudado após Setembro, quando for apresentado um estudo sobre as necessidades de habitação da população.

Já quando foi questionado por Ng Kuok Cheong sobre a adopção do conceito “Terras de Macau para as Gentes de Macau”, que defende que só residentes permanentes possam comprar habitações nos  novos aterros, o líder do governo frisou que o “conceito vai levar as pessoas a acreditarem num conceito errado porque as pessoas vão pensar que as habitações são só para residentes”.

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