Preocupação dos residentes com a eleição para a Assembleia Legislativa é “normal”

Em resposta a um inquérito, os residentes de Macau mostraram ter preocupações “normais” sobre a eleição para a Assembleia Legislativa, com apenas um pouco mais de 50 por cento dos inquiridos a expressar “preocupação” ou “muita preocupação”.

Elisa Gao   

elisa.pontofinal@gmail.com

 

A comissão de preparação da Macau Creative Wisdom Development Study Association [Associação de Estudo do Desenvolvimento da Sabedoria Criativa de Macau] realizou um inquérito em parceria com o Instituto de Investigação Social e Cultural da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau sobre o grau de preocupação do público em relação às próximas eleições para a Assembleia Legislativa. Os resultados mostram que a preocupação dos residentes locais é “normal”, já que apenas um pouco mais de 50 por cento dos entrevistados disseram que se “preocupam” ou “preocupam muito” com a eleição. As conclusões referem ainda que não é relevante se os entrevistados são ou não eleitores, não havendo diferença óbvia entre os dois grupos.

O inquérito foi realizado entre 16 e 26 de Julho on-line através de questionários electrónicos e reuniu 456 questionários efectivos, dos quais 78,9 por cento são eleitores registados legalmente. Mais de 85 por cento dos votantes registados entrevistados planeiam votar no escrutínio de 17 de Setembro.

Embora as listas de candidatura às eleições para a Assembleia Legislativa tenham sido anunciadas na semana passada (serão confirmadas hoje), 57,2 por cento dos eleitores registados entrevistados ainda não determinaram em quem vão votar. A associação considerou que esta é uma boa notícia para as listas de candidatura, uma vez que ainda há espaço para que conquistem os votos “indecisos”.

De acordo com os mesmos resultados, ontem apresentados à imprensa, 9,2 por cento dos entrevistados participaram de forma directa ou indirecta para auxiliar as listas de candidatura. Numa pergunta colocada sobre a composição dos legisladores, os entrevistados consideraram que “próximo da população” e “independente” são os papéis mais necessários na Assembleia Legislativa, já “as pessoas com antecedentes legais” não saem favorecidas.

Quanto à base de votação, 79,4 por cento dos entrevistados verão os desempenhos regulares dos candidatos e não os seus programas políticos. Lin Guangzhi, director do Instituto de Investigação Social e Cultural da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, considerou que os residentes são mais emocionais do que racionais em relação às eleições, e que a promoção do programa político precisa de ser melhorada.

A Macau Creative Wisdom Development Study Association foi oficialmente inaugurada ontem na Torre de Macau. Michael Pang, vice-presidente da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, é o coordenador da comissão de preparação da associação. À margem da cerimónia inaugural, Michael Pang respondeu à imprensa sobre o período de campanha de duas semanas: “Duas semanas pode ser curto, pode ser considerado nas próximas eleições para a Assembleia Legislativa dar [aos candidatos] três semanas ou mesmo um mês para que os diferentes grupos de candidatura ou candidatos tenham mais oportunidades de modo a que os cidadãos conheçam os seus programas políticos”, salientou Michael Pang.

“Este ano, nós já temos as restrições regulamentares, então devemos seguir os regulamentos actuais. No entanto, devemos discutir as melhorias que podem ser feitas nas próximas eleições. Qualquer regime pode permitir esse tipo de discussão sobre melhorias, a qualquer momento”, considerou ainda.

A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia legislativa (CAEAL) lançou ontem novas instruções, que indicam que “os mandatários das candidaturas, os candidatos e os mandatários da comissão de candidatura devem remover ou eliminar, até à meia-noite do dia 2 de Agosto, todas as informações ou mensagens, divulgadas em quaisquer locais antes da referida data, incluindo na Internet, cujo conteúdo seja susceptível de dirigir a atenção do público para um ou mais candidatos e de sugerir, de forma expressa ou implícita, que os eleitores votem ou deixem de votar nesse candidato ou candidatos”, pode ler-se no comunicado emitido pelo organismo.

Sobre esta indicação da CAEAL, Michael Pang considerou que esta não tem como alvo uma lista específica, mas todas as 25 listas de candidatura. Quando questionado sobre se os vídeos publicados on-line por alguns candidatos onde são mencionados problemas de subsistência das pessoas também devem ser removidos, Pang defendeu: “Se o candidato não diz a que lista de candidatura pertence e pedir às pessoas para votarem nele, eles apenas estão a expressar as suas opiniões, não violam os regulamentos, mas a CAEAL deve ter suas opiniões legais sobre isso”.

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