Polícia Judiciária prendeu primeiro suspeito ligado a vaga de fraudes telefónicas

Nos últimos dias dispararam os telefonemas de pessoas que se fazem passar por funcionários do Governo para cometerem burlas. Na segunda-feira, a Polícia Judiciária deteve o primeiro suspeito, um residente de 28 anos.

João Santos Filipe

joaof.pontofinal@gmail.com

Um residente de Macau, com 28 anos, que declara ser motorista. É este o perfil do suspeito que foi detido pela Polícia Judiciária, na segunda-feira, por alegadamente estar envolvido na recente vaga de fraudes telefónicas.

Segundo explicou um porta-voz da PJ, ao PONTO FINAL, a detenção aconteceu após a denúncia de uma mulher burlada, na segunda-feira de manhã. Nessa altura, a vítima atendeu um telefonema em que lhe foi dito que a chamada tinha origem nos Serviços de Migração. O suspeito mentiu à vítima dizendo que esta estava envolvida num caso criminal e que para que pudesse entrar e sair do território tinha de pagar uma caução de cerca de 230 mil patacas.

Assim, através de cinco transferências, a mulher pagou o que lhe tinha sido pedido, mas mais tarde apercebeu-se que poderia ter sido burlada. Entrou em contacto com as autoridades, que conseguiram identificar as contas para onde o dinheiro tinha sido enviado.

Avisada para o crime, a PJ conseguiu activar o mecanismo para estas situações e ainda suspender as transferências das contas de Macau para o Interior da China, identificando também o alegado criminoso.

Interceptado pela polícia, de acordo com a versão das autoridades, o homem de 28 anos confessou que o seu papel no esquema passava por arranjar as contas para onde as vítimas transferiam o dinheiro, e depois movimentá-lo para outros destinos.

O motorista afirmou igualmente que recebia 500 patacas por cada transferência e que tinha de arranjar outras pessoas para participarem no esquema. O sujeito explicou ainda que tinha começado a burlar pessoas, após o esquema lhe ter sido revelado por amigos.

O indivíduo está igualmente na mira das autoridades por ter cometido outra fraude, neste caso no valor de 11 mil dólares de Hong Kong. Ao PONTO FINAL, o porta-voz da PJ explicou que o caso já foi entregue ao Ministério Público, e que o residente enfrenta duas acusações de burla. As autoridades vão continuar a investigar o caso.

Desde o início do ano foram registados cerca de 796 casos de burla telefónica, sendo que 14 resultaram em prejuízos em diferentes moedas, nomeadamente de 1,7 milhões de yuan, 173 mil dólares de Hong Kong e 10 mil patacas.

Nos últimos dias foram várias as queixas por burla dos cidadãos de Macau, o que também fez com que a Polícia Judiciária tivesse reforçado o alerta para estas situações.

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