EUA interceptam com êxito míssil balístico em exercício no Alasca

EPA/US DEFENSE MISSILE AGENCY

Os Estados Unidos interceptaram com êxito um míssil balístico de médio alcance, num contexto de crise com a Coreia do Norte, que lançou na sexta-feira um novo míssil intercontinental, capaz de atingir território norte-americano.

No domingo, os Estados Unidos lançaram de um avião C17, sobre o Pacífico, um míssil que foi detectado, seguido e interceptado pelo sistema THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), baseado no Alasca, precisou a agência encarregada da luta antimísseis (MDA).

Também no domingo, dois bombardeiros supersónicos B-1 norte-americanos sobrevoaram a península coreana numa demonstração de força para a Coreia do Norte.

Os dois aparelhos foram escoltados por caças sul-coreanos, ao sobrevoarem uma base aérea perto de Seul, antes de regressarem à base de Guam, de acordo com um comunicado da forças do Pacífico dos Estados Unidos.

A missão foi uma resposta aos testes de dois mísseis intercontinentais pela Coreia do Norte, realizados este mês, acrescentou. Analistas disseram que de acordo com os dados obtidos em relação ao segundo teste norte-coreano, uma maior parte dos Estados Unidos, incluindo Los Angeles e Chicago, estão agora ao alcance das armas do regime comunista.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiram “tomar todas as medidas necessárias” para proteger o Japão.

Abe acrescentou que o Japão vai desenvolver medidas concretas para aumentar a capacidade do sistema de defesa, em cooperação com os Estados Unidos, e garantir a segurança da população japonesa.

No domingo, Pyongyang garantiu que ia responder em caso de provocações militares de Washington.

O teste do míssil intercontinental “destina-se, desta vez, a enviar uma severa advertência aos Estados Unidos, que multiplicam declarações insensatas, agitam freneticamente sanções e uma campanha para pressionar” Pyongyang, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado publicado pela agência oficial KCNA.

Por seu lado, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, considerou “ser inútil” convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre este problema, dado que Pyongyang viola constantemente as resoluções das Nações Unidas.

“Na realidade é ainda pior, porque envia a mensagem ao ditador norte-coreano de que a comunidade internacional está hesitante”, afirmou.

A ONU aplicou seis regimes de sanções contra Pyongyang desde 2006, que reforçou vigorosamente em duas resoluções, adoptadas no ano passado.

 

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