Indonésia: Habitat dos orangotangos em risco

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Um grupo de conservação ambiental alertou que quase um quinto da floresta que serve de santuário aos orangotangos na parte indonésia do Bornéu foi ocupado e danificado, ameaçando os esforços de reabilitação de uma espécie sob ameaça.

O porta-voz da Borneo Orangutan Survival Foundation, Nico Hermanu, disse que cerca de 340 hectares da floresta de Samboja Lestari, em Kalimantan Oriental, foram invadidos e ocupados por pessoas que vieram de outras zonas da Indonésia e que cortaram árvores e plantaram cultivos.

Muitas empresas agro-alimentares e populações locais incendeiam deliberadamente zonas da floresta para limpar o terreno e ocupar com plantações.

Estas actividades decorrem perto de uma “escola da floresta”, que acolhe 20 orangotangos a viver de forma semi-independente e a aprender a encontrar comida sozinhos, a construir ninhos e outros comportamentos essenciais à sobrevivência desta espécie, em risco.

A fundação comprou aos locais, ao longo dos anos, o terreno para instalar o santuário de 1.850 hectares e recuperou a floresta naquela zona, onde agora vivem 170 orangotangos.

Hermanu afirmou que a fundação avisou os residentes de que estão a invadir o santuário de Samboja Lestari, “mas as actividades continuaram”.

A polícia local recusou-se a actuar e recomendou conversações “que não resolveram nada”, afirmou.

A fundação está agora a procurar a ajuda do governo local, da província de Kalimantan oriental, para garantir os seus direitos sobre a terra.

O número de orangotangos no Bornéu e na ilha indonésia de Samatra, reconhecidos como espécies diferentes e ambos classificados como em risco ou em vias de extinção, respectivamente, por organizações ambientais, caiu drasticamente desde a década de 1970.

Os orangotangos são espécies protegidas na Indonésia e na Malásia, mas a desflorestação reduziu drasticamente o seu ‘habitat’ natural, depois de perto de 40 por cento da floresta do Bornéu ter desaparecido desde o início da década de 1970.

Na próxima década, os ambientalistas prevêem que uma ainda maior parte da floresta venha a ser devastada e convertida em terreno agrícola.

A Borneo Orangutan Survival Foundation, uma de várias organizações dedicadas a conservação do orangotango, detém também uma concessão por 60 anos de cerca de 86 mil hectares de floresta no Bornéu, que comprou ao Governo em 2011.

Cerca de um quarto tem condições adequadas para a reabilitação de orangotangos.

 

 

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