Pequim cria agência de investigação militar inspirada no Pentágono

O Governo Central quer avançar para a criação de uma unidade de investigação militar direccionada para a alta tecnologia, com o propósito de rivalizar com o Pentágono. As autoridades chinesas consideram que a inovação tecnológica se converteu num elemento central de desenvolvimento.

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A China fundou uma agência de investigação militar de alta tecnologia, inspirada no Pentágono dos Estados Unidos da América, para desenvolver equipamento de última geração, avançou esta quarta-feira a televisão estatal CCTV.

O Comité de Gestão da Investigação Militar foi criado no início do ano e responde directamente à Comissão Militar Central, o braço político do exército chinês, liderado pelo Presidente da China, Xi Jinping.

O novo organismo visa competir com a Agência de Projectos de Investigação Avançada de Defesa dos EUA (DARPA, na sigla em inglês), criadora da Internet ou do sistema GPS: “A Internet, os sistemas de posicionamento global, caças furtivos, armas electromagnéticas ou a lazer e outras tecnologias avançadas, estão quase todas vinculadas à DARPA”, explica uma reportagem difundida pela CCTV.

“No mundo actual, a inovação tecnológica converteu-se num elemento central”, acrescenta. “Para conseguir uma vantagem competitiva no âmbito militar, devemos esforçar-nos por promover a investigação científica”.

Numa longa reportagem, o programa refere as reformas empreendidas pelo Partido Comunista Chinês, incluindo a reforma de Exército de Libertação Popular e o ambicioso programa de modernização das Forças Armadas do país.

Com a reforma lançada por Xi, o Governo chinês espera eliminar o carácter soviético do seu exército, tornando-o mais ligeiro, rápido e funcional, enquanto moderniza as forças navais, numa altura em que a República Popular da China reforça a sua presença militar em águas disputadas no Mar do Sul da China.

Em Março passado, o Governo Central anunciou a entrada em operação do caça furtivo de quinta geração J-20, o seu modelo mais avançado de aviação, convertendo-se no terceiro país dotado com este equipamento, a seguir aos EUA e Rússia.

Este mês, a República Popular da China enviou soldados para a sua primeira base militar além-fronteiras em seis décadas, no Djibuti, sugerindo uma mudança na sua estratégia para África, onde nos últimos anos tem reforçado a sua influência.

 

 

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