Mão-de-obra importada continua em queda

Depois de quase uma década em que o número de trabalhadores não residentes cresceu de forma exponencial, a tendência é agora contrária. No final de Junho trabalhavam no território cerca de 179 mil trabalhadores importados. O sector da construção civil tem sido o mais afectado. No período de um ano, o número de operários nos estaleiros caiu 25,5 por cento.

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A mão-de-obra importada de Macau continuou a diminuir em Junho, fixando-se em 178.694 trabalhadores não residentes, com o sector da construção a registar a maior quebra, indicam dados da Polícia de Segurança Pública (PSP).

De acordo com os dados, disponíveis no portal da Direcção para os Assuntos Laborais, o sector da construção perdeu 11.435 destes trabalhadores (25,5 por cento) em relação a Junho de 2016.

Macau perdeu 3.765 trabalhadores do exterior no intervalo de um ano (2,1 por cento) e 83 em termos mensais, ou seja, face a Maio, de acordo com os dados.

A República Popular da China é a principal fonte da mão-de-obra importada de Macau, com 113.590 trabalhadores (63,5 por cento), mantendo uma larga distância das Filipinas, que ocupa o segundo lugar (27.498). Em terceiro lugar, surge o Vietname (14.833).

O sector dos hotéis, restaurantes e similares absorve a maior fatia (49.905), seguido do da construção civil (33.322).

A forte diminuição registada foi atenuada pelo aumento do número de trabalhadores no exterior nos hotéis, restaurantes e similares (mais 2.455), de empregados do comércio por grosso e retalho (980), de empregados domésticos (mais 2.277) ou de trabalhadores do sector de actividades imobiliárias e serviços prestados às empresas (mais 1.240) face a Abril de 2016.

A mão-de-obra importada equivalia a 45,8 por cento da população activa e a 47,3 por cento da população empregada, estimadas no final de Maio.

Portadores do chamado ‘blue card’, os trabalhadores não residentes apenas podem permanecer em Macau enquanto estiver válido o contrato de trabalho, sem direito de residência.

Apesar de perfazerem mais de um quarto da população de Macau (27,5 por cento dos 648.300 habitantes no final de Março), os trabalhadores não residentes não contam, por exemplo, com um mandatário formal de uma associação de imigrantes no seio da Concertação Social.

A ala laboral tem assento, mas a situação dos trabalhadores não residentes difere da dos locais, sendo regulada por uma lei específica. Em 2008, os trabalhadores não residentes na Região Administrativa Especial de Macau ultrapassaram, pela primeira vez, os 100 mil.

Macau contava, no final de 2000, 27.221 trabalhadores não residentes, 39.411 em 2005, 110.552 em 2012, 170.346 em 2014, 181.646 em 2015 e 177.638 em 2016.

 

 

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