Leather Motel acolhe “feira da ladra” no último fim-de-semana de Agosto

A loja Leather Motel está a organizar um mercado de vestuário “vintage”, joalharia, produtos artesanais, clássicos e antiguidades. A “feira da ladra” vai  decorrer no fim-de-semana de 26 e 27 de Agosto e dá continuidade a uma iniciativa que já se realiza desde há cinco anos.

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Joana Figueira

No 3º andar do Centro Polytex, na Marginal da Areia Preta, esconde-se a Leather Motel. Enfiada num edifício industrial, a loja, fundada por Eddie Lam em 2014, foge ao comercialismo que toma conta da maioria dos espaços espalhados pelas ruas de Macau e está nos antípodas de boa parte das lojas dos grandes centros comerciais, onde os artigos de luxo prefiguram o cenário dominante. Na Leather Motel, a aposta começou por ser na venda de casacos de pele, antiguidades com cunho norte-americano e acessórios para gatos, mas depressa houve espaço, por exemplo, para organizar e acolher eventos.

No próximo mês, nos dias 26 e 27, Eddie Lam organiza pela sexta vez uma “feira da ladra” nas instalações que possui no Centro Polytex. Para o certame estão convidadas lojas de Macau e de Hong Kong, que vão apresentar vestuário “vintage”, joalharia, produtos artesanais, clássicos, antiguidades ou mesmo tatuagens: “São coisas que não se encontram nos grandes espaços comerciais mas que estão por toda a parte em Macau”, disse Lam ao PONTO FINAL.

“O mercado vai acontecer na Leather Motel, uma área com cerca de 900 metros que permite às lojas e aos convidados terem um sítio agradável para fazer compras, especialmente no calor do Verão”, apontou Eddie Lam. O empresário e empreendedor sublinha que lojas de Hong Kong têm participado na “feira da ladra” desde o seu arranque, em Agosto de 2014.

“Não somos a primeira loja num edifício industrial e o nosso ‘flea market’ não é o primeiro a ser realizado num edifício industrial em Macau. Mas esta pode ser uma forma de revitalizar tanto estes espaços como o negócio que se pratica em Macau”, afirmou Lam.

O fundador do Leather Motel considera que o desenvolvimento deste nicho de mercado e da cultura “vintage” – que tem vindo a mostrar-se e a afirmar-se cada vez mais um pouco por todo o mundo – constitui uma mais valia para o território: “A minha loja e outras não estão localizadas nas comuns lojas de rua devido aos preços absurdamente elevados das rendas e contratos curtos. Os nossos produtos, tal como a cultura ‘vintage’ não são, de forma alguma, comuns”, sublinha.

A vontade é, no fundo, “fazer com que o ‘flea market’ reúna muitas lojas especiais no mesmo lugar e dar a conhecer às pessoas locais que elas existem”, revelou Eddie Lam.

Impõem-se, no entanto, desafios a este ramo de negócio no território, apesar da evolução e do surgimento de lojas que partilham um conceito semelhante, como é o caso da loja Vintage Market: “O financiamento é o elemento mais desafiante. O nosso maior rendimento é a renda que cobramos pelo aluguer do espaço; contudo, não cobre, na verdade, todo o trabalho que temos em mãos: design, produção, publicidade, ou mesmo materiais necessários como cadeiras e mesas”, explicou Eddie Lam.

O “Flea Market” vai decorrer das 14h às 21h, no Sábado e no Domingo. A entrada é livre.

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