Pansy Ho poderá ressuscitar proposta de criação de companhia low-cost de aviação

Uma nova proposta da empresária Pansy Ho para a criação de companhia aérea de baixo custo poderá vir a ganhar forma, até porque o Governo deverá pronunciar-se ainda este ano sobre a manutenção da posição privilegiada da Air Macau. A hipótese é avançada pelo South China Morning Post, que não conseguiu confirmar a possibilidade com a filha do magnata Stanley Ho.

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A posição privilegiada da Air Macau poderá ter os dias contados. A notícia é avançada pelo South China Morning Post, que escreve na edição de domingo que a revisão do estatuto da empresa poderá conduzir a uma nova proposta da empresária Pansy Ho para lançar uma companhia área low-cost no território. A possibilidade de o território poder vir a dispor de uma segunda companhia aérea deverá tornar-se clara no final deste ano, altura em que a entidade responsável pela aviação civil do território irá receber um relatório intercalar de consultores sobre o desenvolvimento da indústria. O Governo deverá então decidir se mantém o actual panorama após o término da concessão da Air Macau, em 2020.

Citado pelo diário em língua inglesa, Law Cheung-Kwok, especialista em política de aviação da Universidade Chinesa de Hong Kong – especialista que não está envolvido na elaboração do relatório – lembrou que a tendência geral no sector da aviação passa por liberalizar o sector: “Eu defendo a liberalização do número de companhias aéreas e outros serviços de apoio em operações de aviação em Macau”, afirmou Law. “Como a Air Macau é controlada principalmente pela Air China e também é parceira da Cathay Pacific, o facto de existir apenas uma companhia aérea que tenha uma posição de mercado dominante em Hong Kong e Macau sugere que haja um regime mais liberalizado para a operação de novas Companhias aéreas em Macau”, assinalou ainda o investigador.

A Autoridade de Aviação Civil de Macau disse que estudaria os “prós e contras” do relatório final, quando este for apresentado no final do ano. De acordo com o South China Morning Post, o prazo significa que Pansy Ho Chiu-king, presidente da Shun Tak Holdings e filha de Stanley Ho Hung-Sun, poderá ficar tentada a fazer uma terceira tentativa de lançar uma companhia aérea. A primeira tentativa da empresária de criar uma companhia aérea low-cost em Macau caiu por terra em 2004. Pansy Ho tentou depois erguer a Jetstar Hong Kong, com o apoio da companhia de bandeira australiana Qantas e da China Eastern, mas não conseguiu obter aprovação regulamentar de Hong Kong, em 2015.

Foi a própria empresária a fomentar o boato depois de falar ao jornal The Australian, no mês passado, sobre a possibilidade de relançar a Jetstar Hong Kong: “Eu acho que pode ter sido o momento errado e eu acredito que ainda pode haver oportunidades”, disse Ho ao jornal, depois do fracasso com que se deparou há dois anos: “Eu acredito que haverá oportunidades, simplesmente porque toda a região na qual estamos a operar também está a evoluir”, acrescentou. Já uma porta-voz da Shun Tak Holdings, consultada pelo mesmo jornal, disse que não ter nada a dizer sobre os comentários de Pansy Ho.

O South China Morning Post refere ainda um executivo da indústria que esteve envolvido numa iniciativa anterior para iniciar uma companhia aérea low-cost em Macau, que sugeriu que uma oportunidade para obter uma nova licença está para breve. A mesma fonte terá colocado o enfoque no monopólio da aviação do território. “Há um jogo. Se você quiser começar uma companhia aérea em 2020, é importante começar a colocar as bases agora – mesmo que não estivesse pronto para sair publicamente”, referiu. Citando o monopólio sobre os serviços de assistência em terra do Aeroporto de Macau, a mesma fonte, não identificada, acrescentou: “Se você puder quebrar os vários monopólios e obter a atenção política para dizer que Macau não deve ter um regime de licença de companhia exclusiva uma vez que a Air Macau teve 25 anos para agir em conjunto, permitiria que Macau e a Grande Baía não caíssem mais atrás de outros centros asiáticos de actividade [de baixo custo]”.

Já uma fonte próxima de Pansy Ho, citada pela mesmo diário – que disse não estar autorizada a falar em público – deu uma resposta enigmática às questões  colocadas pelo South China Morning Post: “Você tentou juntar os pontos, mas isso não está a vir dela, e não posso dizer sim ou não neste momento”, referiu a mesma fonte.

 

 

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