Parlamento português aprovou voto de pesar pela morte de Liu Xiaobo

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O parlamento português manifestou esta quarta-feira o seu pesar pela morte do dissidente chinês Liu Xiaobo, cuja luta contrariou um “modelo político”, na República Popular da China, que “fecha constantemente os olhos aos direitos, liberdades e garantias”.

O voto, apresentado pelo partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), foi aprovado com os votos do PS, PSD, BE, CDS, PAN, os votos contra do PCP e a abstenção do PEV.

Quando os deputados do PCP se levantaram para votar contra, ouviram-se comentários como “Tiananmen”, “Lembram-se de Tiananmen?”.

Liu lutou a negociação “pela libertação pacífica” dos estudantes presos após as manifestações pró-democracia”.

Foi condenado a 11 anos de prisão pelos tribunais chineses por subscrever um texto que “exigia uma reforma política na China” e recebeu o Nobel da Paz em 2010, lê-se no texto. O dissidente chinês Liu Xiaobo morreu, aos 61 anos, em 13 de Julho, na província de Liaoning, onde o Nobel da Paz de 2010 estava hospitalizado com cancro do fígado.

Liu Xiaobo esteve detido mais de oito anos por “subversão”.

Foi o primeiro Prémio Nobel a morrer privado de liberdade desde o pacifista alemão Carl von Ossietzky, que morreu em 1938 num hospital quando estava detido pelos nazis.

 

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