Hong Kong: Empreiteiros da Ponte do Delta exigem pagamento de 8,8 mil milhões de dólares

O Governo da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong apresentou aos deputados do Conselho Legislativo um documento em as empresas ligadas projecto da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau exigem um pagamento no valor de 8,8 mil milhões de dólares de Hong Kong. A quantia é mais elevada do que aquela que havia sido acordado previamente entre o Executivo e as empresas.

1.Ponte

Os empreiteiros responsáveis pelas empresas envolvidas na construção da Ponte do Delta do Rio das Pérolas, que liga Hong Kong a Macau e a Zhuhai, reivindicaram ao Governo da RAEHK um pagamento de 8,8 mil milhões de dólares de Hong Kong pelos atrasos e custos excessivos registados em três segmentos da obra ligados ao projecto de infra-estrutura. A notícia foi avançada esta quinta-feira pelo jornal South China Morning Post (SCMP), que indica que a quantia consta de um documento submetido pelo Gabinete de Transportes e Habitação e pelo Departamento de Auto-estradas da antiga colónia britânica aos deputados do Conselho Legislativo, no âmbito de uma reunião em que foi discutido o panorama dos transportes na RAEHK.

De acordo com o South China Morning Post, o documento refere que os dois organismos receberam pedidos de 2,8 mil milhões de dólares de Hong Kong pelo segmento Tuen Mun-Chek Kap Kok,  2,6 mil milhões pela via rápida de acesso a Hong Kong e 3,4 mil milhões pelas instalações transfronteiriças que vão servir a antiga colónia britânica. Os três segmentos integram o projecto geral de infra-estrutura, lembra o diário de língua inglesa.

“[Os] engenheiros consultores mobilizados pelo departamento vão rever a razoabilidade destes pedidos à luz dos contratos, os fundamentos das queixas e documentos relacionados (…) submetidos pelos empreiteiros, e procurar obter as reacções [dos departamentos] relativamente aos estudos realizados”, lê-se no documento, de acordo com o jornal.

O Departamento de Auto-estradas propõe-se “examinar arduamente” cada reclamação, partindo da perspectiva da salvaguarda dos interesses do Governo e garantindo a utilização apropriada dos fundos públicos, aponta o documento, que não indica, contudo, os motivos que levaram às exigências por parte dos empreiteiros. O South China Morning Post refere que, normalmente, as queixas são feitas quando os custos da construção aumentam devido a atrasos.

O documento deixa claro que deverão ser necessários pelo menos um ou dois anos, depois de terminados os projectos, para que os engenheiros consigam concluir a análise às reclamações: “Por outro lado, não pode ser excluído o facto de o Governo poder ter de participar nos processos de negociação, mediação, arbitragem e litígio”, escreve o South China Morning Post, citando o documento.

Desde o início da obra, em 2011 , que a construção da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau tem estado envolvido em controvérsia. A secção da responsabilidade da RAEHK deve estar concluída no final deste ano, com 12 meses de atraso. A obra deverá um custo agravado em 117 mil milhões de dólares de Hong Kong, depois de se terem registado atrasos consecutivos.

 

O Gabinete de Transportes e Habitação instou o Conselho Legislativo a aprovar a manutenção dos serviços de três gabinetes de engenharia por um período até três anos, devido, principalmente, aos atrasos. Isto custará aos contribuintes um valor extra de 8,2 milhões de dólares de Hong Kong por apenas um ano.

Já foram registados, desde 2011, 275 incidentes que resultaram na morte de dez trabalhadores e em mais de seis centenas de feridos.

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