CLSA defende que pouco mudou com a aposta nos elementos não-jogo

O slogan da diversificação do entretenimento além do jogo foi uma aposta do Governo de Chui Sai On, mas 14 anos volvidos sobre a liberalização da indústria dos casinos pouco mudou no que diz respeito aos elementos não-jogo. As conclusões são do banco de investimento CLSA.

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A bandeira do entretenimento para famílias e dos elementos não-jogo foi uma das apostas do Governo para a segunda fase de desenvolvimento dos empreendimentos turísticos no Cotai, mas, apesar de terem surgido mais oferta na área do jogo e das compras de luxo, pouco mudou em 14 anos. Esta é a opinião do banco de investimento CLSA, num relatório citado pelo portal GGRAsia.

“Macau traçou como meta tornar-se a “Las Vegas do Oriente”, mas além do jogo e do retalho de luxo, pouco mudou em 14 anos. É preciso fazer mais em termos do número de hotéis, espaço para exposições, atracções para famílias, concertos e discotecas”, é escrito no relatório assinado por Oliver Matthew e John Oh. “Isto leva a taxas baixas de retenção [de turistas], com apenas oito por cento dos visitantes a dizer que vão voltar a Macau nos próximos três anos”, consta igualmente no documento.

Apesar do teor das conclusões agora reveladas, o documento produzido pela CLSA prevê um crescimento na taxa de visitantes que regressam a Macau de 8 para 13 por cento.

Outros desafios apontados ao mercado do jogo de Macau, em termos de estadias mais prolongadas e maiores gastos dos turistas, são a falta de aposta nas infra-estruturas locais ao nível de “simples melhorias, como ligações pedestres entre os diferentes hotéis na península e no Cotai.”

 

Bons ventos do Interior da China

 

Mas nem tudo são más notícias para o território, principalmente no que diz respeito à tendência do aumento do número de visitantes provenientes da República Popular da China. Nesse sentido, defende o banco de investimento, os mercados que mais podem lucrar são o do jogo e o retalho de produtos de luxo.

Por outro lado, a CLSA sublinha que é necessário que as autoridades de Macau tomem mais medidas para poderem aproveitar melhor o potencial do visitantes.

Estas medidas são: tornar mais fácil a política de vistos para os visitantes oriundos da República Popular da China, a  execução de um plano de desenvolvimento local “mais estratégico”, a melhoria das infra-estruturas, a  clarificação do processo de renovação das licenças de jogo, maior oferta de elementos não-jogos e eventos, bem como uma maior cooperação entre as seis concessionárias e subconcessionárias de jogo.

Sobre a renovação das licenças de jogo, que expiram entre 2020 e 2022, o banco de investimento diz que é urgente clarificar o processo: “O Governo devia fornecer alguma luz sobre as renovações das concessões ou corre o risco de ameaçar os investimentos futuros”, frisa o relatório.

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