Bandeira ao contrário também em Coloane

Os Serviços de Alfândega abriram um processo interno de natureza disciplinar com o objectivo de apurar responsabilidades, depois da bandeira da República Popular da China ter sido hasteada ao contrário por duas ocasiões, em outros tantos dias consecutivos.

O organismo liderado por Alex Vong Iao Lek convocou ontem a imprensa para rectificar informações que tinham sido previamente avançadas e que identificavam como falsa uma fotografia, divulgada nas redes sociais, com a bandeira nacional hasteada de forma irregular na Ponto Cais de Coloane. Inicialmente desmentido pelos Serviços de Alfândega, o caso remonta a 4 de Julho, um dia depois de um episódio da índole ter ocorrido no Terminal Marítimo do Porto Exterior.

Num comunicado enviado às redacções, os Serviços de Alfândega reconhecem que, ao contrário do que foi inicialmente avançado, a bandeira da República Popular da China foi, de facto, hasteada de forma errónea também na Ponte Cais de Coloane: “Após uma investigação meticulosa, os Serviços de Alfândega confirmaram que a bandeira içada na ponte cais naquele dia, estava apropriada, pelo que a foto em questão foi julgada erradamente como uma fotomontagem”.

Depois de uma investigação mais profunda, e de se ter aconselhado com a Policia Judiciária, o organismo liderado por Alex Vong decidiu abrir um processo disciplinar com o objectivo de conduzir uma investigação mais aprofundada. Na nota de imprensa ontem emitida, os Serviços de Alfândega pedem desculpa por terem induzido em erro não apenas a comunicação social, mas também o próprio Gabinete do Secretário para a Segurança.
Num outro comunicado, o gabinete de Wong Sio Chak qualificou como “inaceitável a confusão causada pela comunicação dos Serviços de Alfândega” e exigiu que sejam apuradas responsabilidades em ambos os casos, sendo que os resultados devem ser apurados e divulgados o mais depressa possível.

Na nota de imprensa, o secretário para a Segurança sublinha “que as bandeiras nacional e regional representam as imagens do País e da RAEM, razão pela qual todos os agentes e demais pessoal das forças de segurança necessitam de aprender a protege-las e usá-las”.

Da parte dos Serviços de Alfândega chega a garantia de que o organismo retirou importantes lições de ambos os casos, de tal forma que já tinha fortalecido as instruções permanentes e medidas de supervisão, tendo reforçado ainda os pressupostos de formação.

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