Golfinho branco chinês foi encontrado morto em Cheoc Van

O alerta foi dado na manhã de ontem: um golfinho branco chinês, espécie  em vias de extinção que habita as águas do Delta do Rio das Pérolas, foi encontrado morto junto a um condomínio de Cheoc Van. O animal terá sido abalroado por uma embarcação.

 

Ainda não eram 9 horas da manhã de ontem quando a Sociedade Protectora dos Animais de Macau (ANIMA) recebeu o alerta de que um golfinho branco chinês –uma espécie ameaçada –  tinha sido encontrado sem vida na pequena marina do condomínio privado dos Jardins de Cheoc Van, situado a meio termo entre as praias de Cheoc Van e de Hác Sá. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) foi avisado de imediato, assegura o presidente da ANIMA, Albano Martins, que explicou ao PONTO FINAL que, através de fotografias que lhe chegaram, o animal “tinha sinais claros de que foi cortado”:“Foi apanhado por um barco, acredito eu”, afirmou o dirigente.

De acordo com Albano Martins, o IACM terá contactado a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA): “Em regra, nós resgatamos o animal e levamo-lo para o canil, só que como este animal estava no mar, informámos o IACM que, por sua vez, informou quem tem a incumbência de gerir as águas, que é a DSAMA”, explicou o presidente da ANIMA.

O Canal Macau, da Teledifusão de Macau, avançou que o IACM revelou que o corpo do animal foi retirado do local e enterrado de imediato. A emissora pública de teledifusão não conseguiu, ainda assim, obter informações sobre se foram feitas análises para determinar as causas da morte do animal.

O golfinho branco chinês, que tem o estuário do Rio das Pérolas como habitat, é uma espécie que tem vindo a enfrentar, nos últimos anos, várias ameaças, como o tráfego marítimo intenso, a pesca excessiva e o aumento da poluição da água, a par do desenvolvimento de infra-estruturas de grande dimensão, como é o caso da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau ou da construção de aterros em locais conquistados ao mar.

Albano Martins disse ao PONTO FINAL que os problemas que envolvem esta espécie nunca foram abordados pela organização que dirige junto do Governo, uma vez que a ANIMA nunca teve em mãos um caso semelhante: “Neste momento, a ANIMA tem mais de 10 mil pessoas que contactam, ao longo do ano, a associação, que começa a entrar em todas as áreas. A prova é que hoje tivemos este contacto. As pessoas contactam-nos a nós e só depois é que procuram as autoridades. Fazemos de intermediários”, indicou o dirigente. J.F.

 

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