Clarinete e violino. O encontro de dois intérpretes locais no palco da Fundação Rui Cunha     

 

A Fundação Rui Cunha acolhe na próxima semana um recital dividido em duas partes e entregue a jovens músicos do território. À violinista Hio Cheng Leng segue-se o clarinetista Nelson Gageiro, que apresentará um reportório que oscila entre os clássicos e as referências contemporâneas, com o propósito de estender ao público a diversidade que a música contempla.

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Sílvia Gonçalves

 

O clarinetista Nelson Gageiro apresenta-se na Galeria da Fundação Rui Cunha a 26 de Julho, às 19 horas, para um recital que cruza o clássico com um registo mais contemporâneo. O músico de Macau, actualmente a estudar em Paris, vai interpretar peças de Kokai Rezso, de Rossini e Michele Mangani, mas também uma sonata para clarinete de sua autoria. Gageiro pretende regressar a Macau daqui a dois anos, depois de terminada a formação na capital francesa, mas reconhece a dificuldade de construir uma carreira musical no território.

“Tocarei uma música que escrevi. Vou tocar Rossini [Fantasia para Clarinete e Piano], Kokai Rezso [Danças Húngaras], Michele Mangani [Fantasia] e ainda uma música composta por mim [Sonata para Clarinete]”, contou Nelson Gageiro ao PONTO FINAL. O músico de 23 anos, filho de pai português e mãe macaense, espera, com o recital da próxima semana, ampliar o conhecimento do público sobre um instrumento que o acompanha há já uma década: “Espero levar as pessoas a conhecer mais sobre clarinete e mais sobre a música de agora, sobre uma nova era de música. Não só os clássicos, mas uma nova era de música”.

E o que levou o músico a optar pelo reportório que levará ao público da fundação? “Escolhi Rossini e Mangani, estes dois compositores, para representar a música clássica. E tenho quatro peças de Rezso e a minha peça, peças de compositores de uma nova era. Quero mostrar às pessoas que a música é tão diversificada, não é só os clássicos”. Já sobre a peça que compôs, a que chamou “Sonata para Clarinete”, o músico diz apenas que esta “fala sobre a vida”.

Nelson Gageiro, que tem pela frente mais dois anos de formação em Clarinete na École Normale de Musique de Paris, conta que pretende regressar a casa depois de concluído o percurso formativo: “Sim vou voltar, para fazer música em Macau”. O jovem clarinetista assume, contudo, o que diz ser a dificuldade de construir uma carreira musical no território: “É muito difícil fazer música em Macau, mas eu tenho que tentar, porque nasci em Macau, penso que devo fazê-lo”. O concerto da próxima semana não é, de resto, uma estreia do músico perante o público da cidade: “A solo será a minha terceira vez. Sem ser a solo, toco em dois ou três concertos todos os anos”, explicou ao PONTO FINAL.

A Nelson Gageiro caberá assegurar a segunda parte de um recital que tem início com a actuação da violinista Hio Cheng Leng, também natural de Macau. A intérprete, formada em Violino no Conservatório de Música de Xangai, sob a tutela de Yuan Jiamin, vai apresentar um reportório onde figuram Brahms e Ravel.

A 27 de Agosto, Nelson Gageiro volta a apresentar-se em concerto, no Pavilhão de Exposições e Espectáculos Artísticos para Jovens: “Nesse concerto todas as peças serão escritas por mim. Estarei com amigos, que vão tocar vibrafone e piano”, conta. O regresso do músico a Paris está agendado para Setembro.

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