Polícia e exército querem que Duterte estenda lei marcial

Os responsáveis pelo Exército e pelas forças de segurança das filipinas entregaram uma carta ao Presidente do país em que pedem a Duterte que prolongue a lei marcial em Mindanao. O estado de emergência está em vigor na ilha desde 23 de Maio, quando insurgentes islâmicos ocuparam parcialmente a cidade de Marawi.

 

0.Mindanao

 

As forças de segurança das Filipinas pediram esta segunda-feira ao ao Presidente do país, Rodrigo Duterte, para prolongar a vigência da lei marcial nas ilha de Mindanao, depois de quase dois meses a combater os rebeldes, disse o chefe da Polícia Nacional.

Exército e polícia entregaram um documento a Duterte, no qual “manifestaram a sua posição a favor de estender a lei marcial” na ilha, com cerca de 20 milhões de habitantes, no sul do país, disse o chefe da Polícia Nacional, Ronald dela Rosa, em conferência de imprensa.

Rodrigo Duterte declarou em 23 de Maio, em Mindanao, a lei marcial. Ao abrigo da Constituição, a lei marcial pode ser renovada a cada 60 dias, com a necessária aprovação do Congresso.

O chefe da Polícia não divulgou pormenores sobre a petição apresentada ao Presidente, nem especificou a duração proposta da extensão da lei marcial, que termina a 22 de Julho.

O secretário da Defesa e administrador da lei marcial, Delfin Lorenzana, também entregou a sua recomendação a Duterte sobre a lei marcial, mas escusou-se a pronunciar-se sobre o conteúdo da mesma.

Duterte impôs a lei marcial no mesmo dia em que grupos armados ocuparam parcialmente a cidade de Marawi, no oeste de Mindanao, num conflito que continua e causou mais de 500 mortos em menos de dois meses.

A Constituição das Filipinas permite a instauração da lei marcial por 60 dias no caso de rebelião ou invasão.

O Presidente das Filipinas afirmou, no final de Maio, que a lei marcial em vigor na região de Mindanao poderá manter-se em vigor durante um ano.

A lei marcial – imposta por forças militares em caso de emergência ou de perigo quando as autoridades civis não conseguem manter a segurança – foi instaurada na terça-feira em Mindanao, depois de terem sido registados violentos confrontos entre as forças armadas filipinas e combatentes com ligações ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

 

 

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